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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

FAB comprou 24 Buffalo para operar onde aviões maiores não conseguiam pousar, tornou-se uma grande operadora do modelo, que recebeu a designação C-115 na Força Aérea

 

FAB operou 24 C-115 Buffalo por 39 anos; escassez de peças, panes e baixa disponibilidade levaram a frota a ser concentrada em Manaus e retirada em 2007.


FAB comprou 24 Buffalo para operar onde aviões maiores não conseguiam pousar, tornou-se uma grande operadora do modelo, que recebeu a designação C-115 na Força Aérea, e, 39 anos depois, a falta de peças derrubou a disponibilidade da frota
FAB operou 24 C-115 Buffalo por 39 anos; escassez de peças, panes e baixa disponibilidade levaram a frota a ser concentrada em Manaus e retirada em 2007

A Força Aérea Brasileira comprou 24 aviões DHC-5A Buffalo em 1966 para cumprir missões em que a pista era parte do problema. O modelo canadense conseguia pousar e decolar em espaços curtos e rústicos, característica decisiva para transporte de tropas, logística e apoio a regiões remotas, especialmente na Amazônia.




As primeiras aeronaves começaram a chegar ao Campo dos Afonsos em 1968. Quase quatro décadas depois, porém, a própria FAB registraria o outro lado de uma frota mantida por muito tempo: a escassez de suprimentos passou a provocar panes constantes, complicou a manutenção e derrubou a disponibilidade até os últimos C-115 serem concentrados em Manaus e retirados de serviço em 2007.

Buffalo entrou na FAB para pousar onde pistas curtas e pouca infraestrutura limitavam outros aviões

Nos anos 1960, a FAB ainda empregava os Fairchild C-82 no transporte de tropas e cargas. Como os C-119 mais novos não conseguiam absorver toda a missão, o Ministério da Aeronáutica buscou uma aeronave capaz de substituir os veteranos cargueiros e operar em condições mais difíceis.

O DHC-5A chamou atenção pela capacidade STOL, sigla em inglês para pousos e decolagens curtos. Segundo a Academia da Força Aérea, o Buffalo se adaptava tanto ao lançamento de paraquedistas e pousos de assalto quanto a pistas rústicas ou campos sem infraestrutura adequada.

Compra de 24 unidades permitiu distribuir o C-115 por três unidades da Força Aérea

O lote adquirido em 1966 começou a ser entregue em 1968 e substituiu imediatamente os C-82 no 1º/1º Grupo de Transporte de Tropas. O número de aeronaves também permitiu ampliar a estrutura operacional dedicada ao modelo.

Em março de 1970 foi ativado o 1º/9º Grupo de Aviação, sediado na Base Aérea de Manaus. Em setembro do mesmo ano surgiu o 1º/15º Grupo de Aviação, em Campo Grande. As duas unidades receberam o C-115, enquanto o 1º/1º GTT ficou responsável também pela formação operacional das tripulações.

C-115 Buffalo FAB 2350 da Força Aérea Brasileira no Rio de Janeiro em 1972.
O C-115 Buffalo FAB 2350, do 1º GTT, fotografado no Rio de Janeiro em 1972. Crédito: RuthAS / Wikimedia Commons, CC BY 3.0.

Na Amazônia, capacidade de pousar curto transformou o Buffalo em ferramenta de logística e integração

A combinação de potência e operação em pistas reduzidas tornou o Buffalo especialmente útil para apoiar populações do interior da Amazônia e a Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, a COMARA. O avião podia levar pessoal, material e equipamentos para locais onde a infraestrutura aeroportuária ainda era limitada.

A FAB também empregou o modelo em transporte de tropas e transporte logístico. Com alcance informado de 3.490 quilômetros, velocidade máxima próxima de 435 km/h e peso máximo de 18.598 quilos, o C-115 não era um cargueiro pesado, mas compensava com flexibilidade para chegar a pistas que impunham restrições a aeronaves maiores.



Escassez de suprimentos começou a provocar panes e tornou a manutenção cada vez mais difícil

Durante todo o período de operação, o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo, o PAMA-SP, foi responsável pelo apoio à frota. Os Buffalo passaram por manutenção e modernizações conforme as necessidades da FAB, mas o envelhecimento começou a cobrar um preço crescente.


O histórico oficial da Academia da Força Aérea é direto ao descrever o problema: os longos e intensos anos de uso, somados à escassez de suprimentos, passaram a causar panes constantes. A manutenção ficou mais difícil e a Força precisou redistribuir os aviões entre as unidades.

Em 2002, disponibilidade já era muito baixa e os últimos Buffalo foram concentrados em Manaus

C-115 Buffalo da Força Aérea Brasileira, matrícula FAB 2371, estacionado em uma base aérea. O cargueiro canadense foi empregado por décadas em missões de transporte e apoio logístico, com destaque para operações em pistas curtas e pouco preparadas na Amazônia.
C-115 Buffalo da Força Aérea Brasileira, matrícula FAB 2371, estacionado em uma base aérea. O cargueiro canadense foi empregado por décadas em missões de transporte e apoio logístico, com destaque para operações em pistas curtas e pouco preparadas na Amazônia.

A redução começou antes do encerramento definitivo. Em 1981, os C-115 do 1º/15º GAv foram substituídos por C-95 Bandeirante, e as aeronaves restantes ficaram repartidas entre o 1º/1º GTT e o 1º/9º GAv.

Em novembro de 2002, a situação logística já havia avançado. A FAB registra que a disponibilidade estava “bem baixa” quando os Buffalo deixaram o 1º/1º GTT e foram substituídos pelo C-130 Hercules. A frota remanescente ficou concentrada no 1º/9º GAv, em Manaus.

Um dos últimos C-115 voltou a voar porque nem o Hercules nem o recém-chegado C-105 resolviam aquela missão

Antes da retirada, o Buffalo ainda protagonizou uma missão que resume a razão de sua compra. Em 2007, a COMARA precisava transportar um trator para obras de ampliação de uma pequena pista na região da Raposa Serra do Sol, em Roraima.


O equipamento estava em Estirão do Equador e precisava passar por revisão em Boa Vista. O C-130 Hercules não conseguia pousar naquela pista por causa do comprimento reduzido. Já o recém-chegado C-105 não comportava o trator mesmo desmontado. Restou recuperar um C-115 que estava parado em Manaus.




Buffalo transportou o trator em partes e completou a operação sem apresentar uma pane

Depois de uma revisão rigorosa, o avião foi colocado novamente em condições de voo. Fez três etapas entre Estirão do Equador e Boa Vista levando o trator desmontado, depois outras três para transportar as peças até a pequena pista de Raposa Serra do Sol.

Concluído o trabalho, o Buffalo repetiu o percurso para retirar o equipamento. A FAB registra que, durante toda a operação, a aeronave não apresentou uma pane sequer. Pouco depois, os C-115 restantes foram desativados.

Frota saiu de cena em 2007 depois de 39 anos ligada às missões de transporte da FAB

O C-115 permaneceu em atividade entre 1968 e 2007, com matrículas FAB 2350 a 2373. A trajetória mostra duas faces de uma mesma decisão: durante décadas, a capacidade de operar em pistas difíceis deu ao Buffalo um papel difícil de substituir, sobretudo na Amazônia.

No fim da carreira, porém, a disponibilidade de peças e o desgaste acumulado passaram a limitar justamente uma frota concebida para operar longe dos grandes centros. A última grande missão registrada pela FAB mostrou que a utilidade operacional ainda existia; o problema já estava em sustentar os aviões no ar.

Tailândia prepara nova compra de caças Gripen E/F e prevê entregas a partir de 2029

 

Recursos para a segunda fase do programa foram incluídos no orçamento de 2027, com a previsão de ampliar a frota de aeronaves suecas e fortalecer a defesa aérea do país asiático.


A Força Aérea Real da Tailândia pretende avançar com a segunda fase da aquisição dos caças Saab Gripen E/F, com recursos previstos no orçamento do ano fiscal de 2027. O comandante da força aérea, marechal do ar Seksan Khantha, confirmou a intenção em 12 de outubro, destacando que a modernização é necessária para ampliar a capacidade de defesa aérea do país e proteger sua soberania diante de possíveis ameaças. As primeiras entregas das aeronaves dessa nova etapa são esperadas para 2029.

O programa representa um passo importante na renovação da aviação de combate tailandesa, tradicionalmente equipada com aeronaves de origem norte-americana. A expectativa é que a segunda fase acrescente oito caças ao primeiro lote de quatro unidades contratado em 2025, o que permitiria chegar a uma frota planejada de 12 Gripen E/F. A quantidade definitiva, entretanto, ainda depende das decisões orçamentárias e contratuais, e não há confirmação de um novo pedido firmado com a fabricante sueca Saab.

O primeiro contrato foi assinado em agosto de 2025, em um acordo avaliado em aproximadamente 5,3 bilhões de coroas suecas. A encomenda inclui três Gripen E, de um lugar, e um Gripen F, de dois lugares, além de equipamentos associados, suporte logístico e treinamento. As entregas desse lote estão programadas para ocorrer entre 2025 e 2030, enquanto a segunda fase deverá ampliar a presença do modelo mais moderno na estrutura de defesa do país.

JAS39 Gripen C da RTAF.

A Tailândia já possui experiência com a família Gripen. Desde 2011, a força aérea opera 11 aeronaves das versões C/D, empregadas em conjunto com caças F-16 e F-5. A familiaridade com o sistema sueco pode facilitar a introdução dos novos modelos, embora o Gripen E/F incorpore avanços importantes em sensores, processamento de dados, guerra eletrônica e capacidade de combate. A evolução permitirá à força aérea ampliar suas possibilidades de detecção, acompanhamento de alvos e coordenação das operações aéreas.

Entre os principais recursos do Gripen E estão o radar de varredura eletrônica ativa, conhecido como AESA, o sensor infravermelho IRST e sistemas avançados de guerra eletrônica. A combinação dessas tecnologias permite identificar e acompanhar ameaças por diferentes meios, aumentando a consciência situacional dos pilotos. A aeronave também foi projetada para operar em rede, compartilhando informações com outros caças e centros de comando, uma capacidade cada vez mais importante em operações aéreas modernas.

A modernização, contudo, não envolve apenas a compra de novos aviões. Segundo Seksan Khantha, o programa deverá contemplar transferência de tecnologia, treinamento de pessoal e desenvolvimento da infraestrutura necessária para sustentar a frota ao longo de sua vida útil. Esses elementos são fundamentais para garantir que a Tailândia tenha capacidade de preparar tripulações, realizar manutenção, integrar novos equipamentos e preservar a disponibilidade operacional dos caças.

O pacote industrial associado ao primeiro contrato prevê cooperação tecnológica e investimentos em diferentes setores da economia tailandesa. A iniciativa faz parte da estratégia da Saab de ampliar os benefícios locais de suas exportações de defesa, ao mesmo tempo que fortalece as condições para a operação e o suporte das aeronaves. Para Bangkok, esse componente pode contribuir para reduzir dificuldades logísticas e consolidar a parceria com a Suécia em um programa que deverá se estender por vários anos.

O comandante tailandês também ressaltou que aeronaves tripuladas continuarão tendo papel central nas operações militares, mesmo com o avanço de drones e de sistemas automatizados. Na avaliação apresentada por ele, situações complexas, especialmente aquelas que envolvem decisões críticas e riscos à vida humana, ainda exigem julgamento e responsabilidade dos profissionais envolvidos. A estratégia tailandesa, portanto, prevê acompanhar a evolução tecnológica sem abandonar o emprego de caças pilotados.

A escolha do Gripen E/F ocorreu após a Tailândia avaliar alternativas para renovar sua aviação de combate, incluindo o norte-americano F-16. O país também havia demonstrado interesse no F-35A, mas não conseguiu avançar com a aquisição do caça furtivo dos Estados Unidos. A opção pelo modelo sueco aproveita a experiência já acumulada com a família Gripen e abre caminho para uma maior participação desse sistema na defesa aérea nacional.

França receberá apenas dois caças Rafale em 2027 e alerta para falta de aeronaves

 

Frota francesa opera cerca de 15% acima do ritmo planejado, enquanto a retirada dos Mirage 2000-5 e o atraso na chegada de novos caças aumentam a pressão sobre a aviação de combate.


A França prevê receber apenas dois novos caças Dassault Rafale em 2027, em um cenário de crescente pressão sobre sua aviação militar. O alerta foi feito pelo general Jérôme Bellanger, chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Espacial Francesa, durante uma audiência na Assembleia Nacional, em 14 de outubro de 2026. Segundo o militar, os caças em serviço já são utilizados cerca de 15% acima do ritmo previsto, situação que acelera o desgaste da frota e aumenta os desafios para manter a disponibilidade operacional.

O problema se torna ainda mais preocupante diante da retirada progressiva dos Mirage 2000-5 e da necessidade de cumprir compromissos militares simultâneos na Europa, no Oriente Médio e em outras regiões. Antes do verão europeu de 2026, aproximadamente 80% dos caças franceses estavam comprometidos ao mesmo tempo com diferentes missões, incluindo a dissuasão nuclear, operações no exterior, atividades da OTAN no flanco oriental e exercícios na Costa do Marfim. A situação evidencia a dificuldade de manter uma capacidade de resposta adequada com uma frota submetida a uma demanda tão elevada.

A sobreutilização dos aviões tem consequências que vão além do aumento das horas de voo. O emprego intenso exige mais intervenções de manutenção, amplia a necessidade de peças de reposição e pode antecipar o desgaste de componentes importantes. Além disso, aeronaves indisponíveis para reparos ou revisões deixam de contribuir temporariamente para as missões operacionais, reduzindo a quantidade de caças que podem ser mobilizados em uma crise. Para a França, que mantém responsabilidades militares dentro e fora da Europa, a disponibilidade efetiva dos aviões é tão importante quanto o número total registrado na frota.

O país pretende começar a receber, em 2027, os primeiros exemplares de uma nova encomenda de 42 Rafale, contratada em 2023. No entanto, a previsão de apenas duas entregas naquele ano limita o alívio imediato esperado para as unidades operacionais. O programa também precisa considerar a evolução para o padrão F5, que deverá incorporar avanços importantes em sensores, conectividade e capacidade de combate, além de permitir a atuação conjunta com sistemas não tripulados. A entrada dessa versão em serviço operacional está prevista para a década de 2030, o que cria um intervalo que preocupa os responsáveis pelo planejamento militar francês.

Diante desse cenário, Bellanger defende a ampliação da frota. O general já indicou que, caso a chegada do Rafale F5 não ocorra no prazo necessário, a aquisição de mais aeronaves na versão F4 poderá ser uma alternativa para aumentar a capacidade de combate em menos tempo. A solução, porém, envolve custos adicionais, pois os aviões adquiridos no padrão anterior precisariam ser modernizados posteriormente para incorporar os recursos da nova versão. A decisão exige, portanto, equilibrar a urgência operacional com os custos e os prazos de modernização.

As discussões sobre o planejamento militar francês também incluem a proposta de acrescentar 20 Rafale à frota da Força Aérea e Espacial até 2035, com o objetivo de reduzir a sobrecarga das aeronaves e melhorar a capacidade de cumprir as missões atribuídas. O reforço, entretanto, depende das decisões orçamentárias e da contratação efetiva dos aviões. A ampliação da frota também exige investimentos em pessoal, infraestrutura, manutenção e armamentos, sem os quais parte da capacidade adicional poderia permanecer indisponível.

O desafio francês ilustra um dilema enfrentado por forças aéreas que precisam conciliar modernização tecnológica com necessidades operacionais imediatas. O Rafale continua sendo o principal caça da aviação francesa, mas nem mesmo uma plataforma moderna consegue compensar indefinidamente uma frota insuficiente diante de compromissos crescentes. Até que as novas aeronaves estejam disponíveis em quantidade adequada, Paris terá de administrar cuidadosamente o emprego dos aviões existentes para preservar sua capacidade de combate e cumprir suas responsabilidades militares.

Pilotos paraguaios treinam com a Força Aérea Uruguaia no A-29 Super Tucano

 

Intercâmbio operacional em Durazno fortalece a cooperação militar entre Paraguai e Uruguai, que incorporam o avião brasileiro da Embraer para ampliar suas capacidades de vigilância e defesa aérea.


Dois pilotos da Força Aérea Paraguaia participaram de um intercâmbio operacional com a Força Aérea Uruguaia em Durazno, no Uruguai, em atividade divulgada em outubro de 2026. O encontro reuniu operadores do A-29 Super Tucano para compartilhar experiências táticas, operacionais e doutrinárias, fortalecendo a cooperação entre os dois países sul-americanos e o desenvolvimento de capacidades associadas à aeronave brasileira.

Os capitães Marcos Andrés Ayala Grance e Rolando Marciano Pérez Salinas representaram a aviação militar paraguaia na iniciativa, que buscou promover a troca de conhecimentos e o aperfeiçoamento profissional das tripulações. A atividade ganha relevância em um momento de renovação das frotas dos dois países, que estão incorporando o mesmo modelo para reforçar a vigilância do espaço aéreo, a identificação de aeronaves suspeitas e as missões de defesa.

Durazno é uma localização importante para a aviação militar uruguaia. A cidade abriga a Brigada Aérea II, onde os A-29 Super Tucano serão empregados pelo Esquadrão Aéreo nº 2, responsável por missões de caça. Em fevereiro de 2026, o Uruguai apresentou oficialmente as duas primeiras aeronaves de um total de seis adquiridas da Embraer, em um programa de modernização que também contempla um simulador de voo, equipamentos de missão e suporte logístico.

O Paraguai também avança na modernização de sua aviação militar. Em 5 de outubro de 2026, o país recebeu o sexto e último A-29 Super Tucano do lote contratado, completando a frota prevista. As aeronaves ampliam os recursos disponíveis para missões de vigilância, interceptação de tráfegos irregulares, reconhecimento armado e apoio às operações de segurança, em um cenário no qual o controle do espaço aéreo e das fronteiras permanece uma prioridade regional.

A utilização do mesmo modelo pelas duas forças aéreas cria condições favoráveis para o intercâmbio de conhecimentos sobre procedimentos de voo, treinamento, planejamento de missões e emprego dos sistemas embarcados. Embora cada país mantenha suas próprias doutrinas e necessidades operacionais, a experiência compartilhada pode facilitar a identificação de boas práticas e contribuir para o aperfeiçoamento das tripulações. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais voos conjuntos ou exercícios específicos realizados durante a atividade em Durazno.

Desenvolvido e fabricado pela Embraer, o A-29 Super Tucano combina treinamento avançado, ataque leve e reconhecimento armado em uma única plataforma. A aeronave possui aviônicos modernos, capacidade de operar em ambientes exigentes e sistemas que permitem sua utilização em missões diurnas e noturnas, dependendo da configuração. Seus custos operacionais relativamente baixos, quando comparados aos de aeronaves de combate a jato mais complexas, também favorecem sua utilização por forças aéreas que precisam manter presença constante em áreas extensas.

Para o Uruguai, a incorporação do Super Tucano representa uma mudança tecnológica significativa e abre novas possibilidades para a vigilância aérea. O país também prevê utilizar a infraestrutura de treinamento associada ao programa para desenvolver competências e ampliar o intercâmbio com outras forças aéreas que operam o modelo. A experiência paraguaia com a aeronave poderá contribuir para esse processo, à medida que os dois países consolidam suas novas frotas e ampliam a familiaridade de seus pilotos com a plataforma.

O intercâmbio em Durazno ocorre, portanto, em uma fase importante para a aviação militar dos dois países. A aproximação entre os operadores do A-29 oferece oportunidades para aprofundar a cooperação técnica e profissional, desenvolver procedimentos e explorar as possibilidades operacionais de uma aeronave que se tornou uma das principais opções para missões de vigilância e ataque leve na América Latina.

American Airlines recebe novo E175 com assentos de 'carro premium

 



A American Airlines está renovando sua frota regional para oferecer mais conforto e conectividade em voos de curta distância. A partir deste outono, os clientes começarão a encontrar interiores atualizados, Wi-Fi rápido e tomadas individuais nos assentos, trazendo mais consistência entre aeronaves regionais e da frota principal.

American Airlines frota

“”Nossos clientes valorizam permanecer conectados durante o voo, mesmo em voos relativamente curtos”, disse Heather Garboden, Diretora de Atendimento ao Cliente da American. “Temos trabalhado arduamente para garantir que nossa frota regional ofereça a melhor e mais confiável conectividade de alta velocidade, especialmente agora que estamos de olho no Wi-Fi gratuito em 2026.”


Renovação da frota regional

Atualmente, quase 300 aeronaves regionais da American já contam com internet via satélite de alta velocidade do portão ao pouso. Até 2026, toda a frota dual-class estará equipada, oferecendo Wi-Fi gratuito para membros do programa AAdvantage.

Os Embraer 175 e Bombardier CRJ900 recém-entregues já apresentam design interno renovado, com assentos mais modernos e tomadas em todos os lugares. A companhia também planeja atualizar toda a frota de CRJ700, CRJ900, E170 e E175 nos próximos anos.

Aeronave Embraer 175 

 

Aeronave Bombardier CRJ900


Serviço consistente a bordo

Além do design, a American alinhou o serviço de bordo: clientes na cabine premium contam agora com cestas de snacks em todos os horários do dia, espelhando a experiência dos voos principais. Outra novidade é a possibilidade de resgatar milhas AAdvantage em compras a bordo.

A companhia trabalha em conjunto com a Embraer para introduzir compartimentos de bagagem maiores nos aviões regionais, facilitando o embarque e acomodação de malas de mão.