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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Tailândia prepara nova compra de caças Gripen E/F e prevê entregas a partir de 2029

 

Recursos para a segunda fase do programa foram incluídos no orçamento de 2027, com a previsão de ampliar a frota de aeronaves suecas e fortalecer a defesa aérea do país asiático.


A Força Aérea Real da Tailândia pretende avançar com a segunda fase da aquisição dos caças Saab Gripen E/F, com recursos previstos no orçamento do ano fiscal de 2027. O comandante da força aérea, marechal do ar Seksan Khantha, confirmou a intenção em 12 de outubro, destacando que a modernização é necessária para ampliar a capacidade de defesa aérea do país e proteger sua soberania diante de possíveis ameaças. As primeiras entregas das aeronaves dessa nova etapa são esperadas para 2029.

O programa representa um passo importante na renovação da aviação de combate tailandesa, tradicionalmente equipada com aeronaves de origem norte-americana. A expectativa é que a segunda fase acrescente oito caças ao primeiro lote de quatro unidades contratado em 2025, o que permitiria chegar a uma frota planejada de 12 Gripen E/F. A quantidade definitiva, entretanto, ainda depende das decisões orçamentárias e contratuais, e não há confirmação de um novo pedido firmado com a fabricante sueca Saab.

O primeiro contrato foi assinado em agosto de 2025, em um acordo avaliado em aproximadamente 5,3 bilhões de coroas suecas. A encomenda inclui três Gripen E, de um lugar, e um Gripen F, de dois lugares, além de equipamentos associados, suporte logístico e treinamento. As entregas desse lote estão programadas para ocorrer entre 2025 e 2030, enquanto a segunda fase deverá ampliar a presença do modelo mais moderno na estrutura de defesa do país.

JAS39 Gripen C da RTAF.

A Tailândia já possui experiência com a família Gripen. Desde 2011, a força aérea opera 11 aeronaves das versões C/D, empregadas em conjunto com caças F-16 e F-5. A familiaridade com o sistema sueco pode facilitar a introdução dos novos modelos, embora o Gripen E/F incorpore avanços importantes em sensores, processamento de dados, guerra eletrônica e capacidade de combate. A evolução permitirá à força aérea ampliar suas possibilidades de detecção, acompanhamento de alvos e coordenação das operações aéreas.

Entre os principais recursos do Gripen E estão o radar de varredura eletrônica ativa, conhecido como AESA, o sensor infravermelho IRST e sistemas avançados de guerra eletrônica. A combinação dessas tecnologias permite identificar e acompanhar ameaças por diferentes meios, aumentando a consciência situacional dos pilotos. A aeronave também foi projetada para operar em rede, compartilhando informações com outros caças e centros de comando, uma capacidade cada vez mais importante em operações aéreas modernas.

A modernização, contudo, não envolve apenas a compra de novos aviões. Segundo Seksan Khantha, o programa deverá contemplar transferência de tecnologia, treinamento de pessoal e desenvolvimento da infraestrutura necessária para sustentar a frota ao longo de sua vida útil. Esses elementos são fundamentais para garantir que a Tailândia tenha capacidade de preparar tripulações, realizar manutenção, integrar novos equipamentos e preservar a disponibilidade operacional dos caças.

O pacote industrial associado ao primeiro contrato prevê cooperação tecnológica e investimentos em diferentes setores da economia tailandesa. A iniciativa faz parte da estratégia da Saab de ampliar os benefícios locais de suas exportações de defesa, ao mesmo tempo que fortalece as condições para a operação e o suporte das aeronaves. Para Bangkok, esse componente pode contribuir para reduzir dificuldades logísticas e consolidar a parceria com a Suécia em um programa que deverá se estender por vários anos.

O comandante tailandês também ressaltou que aeronaves tripuladas continuarão tendo papel central nas operações militares, mesmo com o avanço de drones e de sistemas automatizados. Na avaliação apresentada por ele, situações complexas, especialmente aquelas que envolvem decisões críticas e riscos à vida humana, ainda exigem julgamento e responsabilidade dos profissionais envolvidos. A estratégia tailandesa, portanto, prevê acompanhar a evolução tecnológica sem abandonar o emprego de caças pilotados.

A escolha do Gripen E/F ocorreu após a Tailândia avaliar alternativas para renovar sua aviação de combate, incluindo o norte-americano F-16. O país também havia demonstrado interesse no F-35A, mas não conseguiu avançar com a aquisição do caça furtivo dos Estados Unidos. A opção pelo modelo sueco aproveita a experiência já acumulada com a família Gripen e abre caminho para uma maior participação desse sistema na defesa aérea nacional.

França receberá apenas dois caças Rafale em 2027 e alerta para falta de aeronaves

 

Frota francesa opera cerca de 15% acima do ritmo planejado, enquanto a retirada dos Mirage 2000-5 e o atraso na chegada de novos caças aumentam a pressão sobre a aviação de combate.


A França prevê receber apenas dois novos caças Dassault Rafale em 2027, em um cenário de crescente pressão sobre sua aviação militar. O alerta foi feito pelo general Jérôme Bellanger, chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Espacial Francesa, durante uma audiência na Assembleia Nacional, em 14 de outubro de 2026. Segundo o militar, os caças em serviço já são utilizados cerca de 15% acima do ritmo previsto, situação que acelera o desgaste da frota e aumenta os desafios para manter a disponibilidade operacional.

O problema se torna ainda mais preocupante diante da retirada progressiva dos Mirage 2000-5 e da necessidade de cumprir compromissos militares simultâneos na Europa, no Oriente Médio e em outras regiões. Antes do verão europeu de 2026, aproximadamente 80% dos caças franceses estavam comprometidos ao mesmo tempo com diferentes missões, incluindo a dissuasão nuclear, operações no exterior, atividades da OTAN no flanco oriental e exercícios na Costa do Marfim. A situação evidencia a dificuldade de manter uma capacidade de resposta adequada com uma frota submetida a uma demanda tão elevada.

A sobreutilização dos aviões tem consequências que vão além do aumento das horas de voo. O emprego intenso exige mais intervenções de manutenção, amplia a necessidade de peças de reposição e pode antecipar o desgaste de componentes importantes. Além disso, aeronaves indisponíveis para reparos ou revisões deixam de contribuir temporariamente para as missões operacionais, reduzindo a quantidade de caças que podem ser mobilizados em uma crise. Para a França, que mantém responsabilidades militares dentro e fora da Europa, a disponibilidade efetiva dos aviões é tão importante quanto o número total registrado na frota.

O país pretende começar a receber, em 2027, os primeiros exemplares de uma nova encomenda de 42 Rafale, contratada em 2023. No entanto, a previsão de apenas duas entregas naquele ano limita o alívio imediato esperado para as unidades operacionais. O programa também precisa considerar a evolução para o padrão F5, que deverá incorporar avanços importantes em sensores, conectividade e capacidade de combate, além de permitir a atuação conjunta com sistemas não tripulados. A entrada dessa versão em serviço operacional está prevista para a década de 2030, o que cria um intervalo que preocupa os responsáveis pelo planejamento militar francês.

Diante desse cenário, Bellanger defende a ampliação da frota. O general já indicou que, caso a chegada do Rafale F5 não ocorra no prazo necessário, a aquisição de mais aeronaves na versão F4 poderá ser uma alternativa para aumentar a capacidade de combate em menos tempo. A solução, porém, envolve custos adicionais, pois os aviões adquiridos no padrão anterior precisariam ser modernizados posteriormente para incorporar os recursos da nova versão. A decisão exige, portanto, equilibrar a urgência operacional com os custos e os prazos de modernização.

As discussões sobre o planejamento militar francês também incluem a proposta de acrescentar 20 Rafale à frota da Força Aérea e Espacial até 2035, com o objetivo de reduzir a sobrecarga das aeronaves e melhorar a capacidade de cumprir as missões atribuídas. O reforço, entretanto, depende das decisões orçamentárias e da contratação efetiva dos aviões. A ampliação da frota também exige investimentos em pessoal, infraestrutura, manutenção e armamentos, sem os quais parte da capacidade adicional poderia permanecer indisponível.

O desafio francês ilustra um dilema enfrentado por forças aéreas que precisam conciliar modernização tecnológica com necessidades operacionais imediatas. O Rafale continua sendo o principal caça da aviação francesa, mas nem mesmo uma plataforma moderna consegue compensar indefinidamente uma frota insuficiente diante de compromissos crescentes. Até que as novas aeronaves estejam disponíveis em quantidade adequada, Paris terá de administrar cuidadosamente o emprego dos aviões existentes para preservar sua capacidade de combate e cumprir suas responsabilidades militares.

Pilotos paraguaios treinam com a Força Aérea Uruguaia no A-29 Super Tucano

 

Intercâmbio operacional em Durazno fortalece a cooperação militar entre Paraguai e Uruguai, que incorporam o avião brasileiro da Embraer para ampliar suas capacidades de vigilância e defesa aérea.


Dois pilotos da Força Aérea Paraguaia participaram de um intercâmbio operacional com a Força Aérea Uruguaia em Durazno, no Uruguai, em atividade divulgada em outubro de 2026. O encontro reuniu operadores do A-29 Super Tucano para compartilhar experiências táticas, operacionais e doutrinárias, fortalecendo a cooperação entre os dois países sul-americanos e o desenvolvimento de capacidades associadas à aeronave brasileira.

Os capitães Marcos Andrés Ayala Grance e Rolando Marciano Pérez Salinas representaram a aviação militar paraguaia na iniciativa, que buscou promover a troca de conhecimentos e o aperfeiçoamento profissional das tripulações. A atividade ganha relevância em um momento de renovação das frotas dos dois países, que estão incorporando o mesmo modelo para reforçar a vigilância do espaço aéreo, a identificação de aeronaves suspeitas e as missões de defesa.

Durazno é uma localização importante para a aviação militar uruguaia. A cidade abriga a Brigada Aérea II, onde os A-29 Super Tucano serão empregados pelo Esquadrão Aéreo nº 2, responsável por missões de caça. Em fevereiro de 2026, o Uruguai apresentou oficialmente as duas primeiras aeronaves de um total de seis adquiridas da Embraer, em um programa de modernização que também contempla um simulador de voo, equipamentos de missão e suporte logístico.

O Paraguai também avança na modernização de sua aviação militar. Em 5 de outubro de 2026, o país recebeu o sexto e último A-29 Super Tucano do lote contratado, completando a frota prevista. As aeronaves ampliam os recursos disponíveis para missões de vigilância, interceptação de tráfegos irregulares, reconhecimento armado e apoio às operações de segurança, em um cenário no qual o controle do espaço aéreo e das fronteiras permanece uma prioridade regional.

A utilização do mesmo modelo pelas duas forças aéreas cria condições favoráveis para o intercâmbio de conhecimentos sobre procedimentos de voo, treinamento, planejamento de missões e emprego dos sistemas embarcados. Embora cada país mantenha suas próprias doutrinas e necessidades operacionais, a experiência compartilhada pode facilitar a identificação de boas práticas e contribuir para o aperfeiçoamento das tripulações. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais voos conjuntos ou exercícios específicos realizados durante a atividade em Durazno.

Desenvolvido e fabricado pela Embraer, o A-29 Super Tucano combina treinamento avançado, ataque leve e reconhecimento armado em uma única plataforma. A aeronave possui aviônicos modernos, capacidade de operar em ambientes exigentes e sistemas que permitem sua utilização em missões diurnas e noturnas, dependendo da configuração. Seus custos operacionais relativamente baixos, quando comparados aos de aeronaves de combate a jato mais complexas, também favorecem sua utilização por forças aéreas que precisam manter presença constante em áreas extensas.

Para o Uruguai, a incorporação do Super Tucano representa uma mudança tecnológica significativa e abre novas possibilidades para a vigilância aérea. O país também prevê utilizar a infraestrutura de treinamento associada ao programa para desenvolver competências e ampliar o intercâmbio com outras forças aéreas que operam o modelo. A experiência paraguaia com a aeronave poderá contribuir para esse processo, à medida que os dois países consolidam suas novas frotas e ampliam a familiaridade de seus pilotos com a plataforma.

O intercâmbio em Durazno ocorre, portanto, em uma fase importante para a aviação militar dos dois países. A aproximação entre os operadores do A-29 oferece oportunidades para aprofundar a cooperação técnica e profissional, desenvolver procedimentos e explorar as possibilidades operacionais de uma aeronave que se tornou uma das principais opções para missões de vigilância e ataque leve na América Latina.

American Airlines recebe novo E175 com assentos de 'carro premium

 



A American Airlines está renovando sua frota regional para oferecer mais conforto e conectividade em voos de curta distância. A partir deste outono, os clientes começarão a encontrar interiores atualizados, Wi-Fi rápido e tomadas individuais nos assentos, trazendo mais consistência entre aeronaves regionais e da frota principal.

American Airlines frota

“”Nossos clientes valorizam permanecer conectados durante o voo, mesmo em voos relativamente curtos”, disse Heather Garboden, Diretora de Atendimento ao Cliente da American. “Temos trabalhado arduamente para garantir que nossa frota regional ofereça a melhor e mais confiável conectividade de alta velocidade, especialmente agora que estamos de olho no Wi-Fi gratuito em 2026.”


Renovação da frota regional

Atualmente, quase 300 aeronaves regionais da American já contam com internet via satélite de alta velocidade do portão ao pouso. Até 2026, toda a frota dual-class estará equipada, oferecendo Wi-Fi gratuito para membros do programa AAdvantage.

Os Embraer 175 e Bombardier CRJ900 recém-entregues já apresentam design interno renovado, com assentos mais modernos e tomadas em todos os lugares. A companhia também planeja atualizar toda a frota de CRJ700, CRJ900, E170 e E175 nos próximos anos.

Aeronave Embraer 175 

 

Aeronave Bombardier CRJ900


Serviço consistente a bordo

Além do design, a American alinhou o serviço de bordo: clientes na cabine premium contam agora com cestas de snacks em todos os horários do dia, espelhando a experiência dos voos principais. Outra novidade é a possibilidade de resgatar milhas AAdvantage em compras a bordo.

A companhia trabalha em conjunto com a Embraer para introduzir compartimentos de bagagem maiores nos aviões regionais, facilitando o embarque e acomodação de malas de mão.


sábado, 17 de outubro de 2026

Primeiro CF-35A do Canadá realiza voo inaugural no Texas

 Uma aeronave de histórico exemplar e muito querida no Canadá está se aposentando após 55 anos. Ele também tem muita história para contar no Brasil.




Foto 

O de Havilland Canada DHC-5 Buffalo, ou simplesmente Búfalo para os mais próximos, é um avião turboélice bimotor de grande capacidade operacional e que fez história no seu país de nascimento, o Canadá, e também no exterior. No último dia 15 de janeiro, a Real Força Aérea Canadense (RCAF) realizou a sua última missão de busca e salvamento, aposentando-o em seguida.

O seu design único, com asa alta e um longo trem de pouso, eram identificáveis de longe e ilustravam a robustez da aeronave, que conseguia pousar em pistas muito curtas e sem preparação alguma, tal como mostra a foto tirada no Brasil, abaixo:


Esses diferenciais fizeram dele uma aeronave muito útil no Canadá, que conta com dezenas de comunidades remotas e isoladas, onde só é viável chegar de avião. Algo parecido com o Brasil, sendo um avião que ajudou a desbravar e conectar a Amazônia, aceito por muitos como o principal responsável por conectar ao “mundo exterior” muitas aldeias e tribos indígenas.

Na Força Aérea Brasileira foram 39 de serviços prestados, de 1968 até 2007, já no Canadá o serviço chegou a meia década, batendo 55 anos em 2022. Por isso, o Canadá tem celebrado a aposentadoria do Búfalo, e fez um vídeo especial com depoimentos dos militares sobre as missões feitas com o avião.

Assista a homenagem ao desbravador avião:

Com a aposentadoria no Canadá, o Búfalo agora segue apenas em serviço limitado no Egito e no Sudão, seus últimos operadores militares.


Primeiro CF-35A do Canadá realiza voo inaugural no Texas

 Primeiro CF-35A do Canadá realiza voo inaugural no Texas

Aeronave marca o início da renovação da aviação de caça canadense, atualmente equipada com os CF-188 Hornet

O primeiro caça F-35A destinado à Real Força Aérea Canadense realizou seu voo inaugural em 23 de setembro de 2026. A aeronave decolou das instalações da Lockheed Martin em Fort Worth, no Texas, onde funciona a linha de montagem do modelo.

Identificado pelo número de construção AR-1, o avião voou por volta do meio-dia, no horário local. Durante a missão, o CF-35A foi acompanhado por um F-35C empregado como aeronave de segurança e observação.

O voo representa um marco para o programa canadense de renovação da aviação de caça. As imagens divulgadas mostram o avião com as marcas de baixa visibilidade da Real Força Aérea Canadense, incluindo as inscrições bilíngues “RCAF–ARC”, a identificação nacional “Canada” e a folha de bordo aplicada na deriva.

Primeiros aviões permanecerão nos Estados Unidos

Após a conclusão dos ensaios de voo e do processo de aceitação, o primeiro CF-35A deverá ser entregue formalmente ao Canadá. Entretanto, a aeronave não seguirá imediatamente para território canadense.

Os oito primeiros exemplares serão baseados inicialmente no centro internacional de treinamento do F-35, localizado na Base Aérea de Luke, no Arizona. No local, pilotos e equipes de manutenção canadenses iniciarão a conversão operacional para o novo caça.

O cronograma oficial prevê a entrega dos primeiros aparelhos entre 2026 e 2027. A chegada de um CF-35A a uma base no Canadá está programada para o fim de 2028, enquanto a capacidade operacional inicial deverá ser alcançada em 2030.

A futura frota deverá operar principalmente a partir da 4 Wing Cold Lake, na província de Alberta, e da 3 Wing Bagotville, em Quebec. As duas bases recebem novas instalações destinadas à operação, manutenção, treinamento e apoio logístico dos caças.

Substituição dos CF-188 Hornet

O Canadá anunciou em janeiro de 2023 a seleção do F-35A para substituir seus CF-188 Hornet, versão canadense do caça norte-americano F/A-18A/B. O planejamento original prevê a aquisição de 88 aeronaves e a retirada completa dos Hornet até o final de 2032.

Os CF-188 estão em serviço desde a década de 1980 e passaram por sucessivos programas de modernização. Apesar das atualizações, a idade da frota e a necessidade de manter a interoperabilidade com os Estados Unidos e os demais integrantes da OTAN levaram Ottawa a buscar um substituto de nova geração.

O F-35A deverá assumir missões de defesa do espaço aéreo canadense, patrulhamento do Ártico e compromissos do país com o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, o NORAD. O modelo também permitirá a participação em operações expedicionárias da OTAN.

Programa permanece sob revisão

Embora o plano original contemple 88 aviões, o governo canadense iniciou uma revisão da aquisição para avaliar custos, benefícios industriais e possíveis alternativas. Em fevereiro de 2026, Ottawa reiterou que permanece comprometida com os 16 primeiros caças previstos nos acordos já firmados com os Estados Unidos.

A revisão ocorre em meio a debates sobre soberania, dependência tecnológica e participação da indústria canadense no programa. O F-35, entretanto, já possui uma cadeia de fornecedores instalada no Canadá, formada por empresas que produzem componentes para a frota internacional do caça.

Com o primeiro voo do AR-1, o programa canadense ingressa em uma etapa prática de testes, aceitação e formação de pessoal. O avanço dessas atividades será determinante para que a Real Força Aérea Canadense consiga iniciar a substituição de seus Hornet dentro do cronograma previsto.