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quinta-feira, 16 de julho de 2026

FAB estuda emprego do T-27 na Esquadrilha da Fumaça e mudanças na Instrução Aérea.

 


 

A Força Aérea Brasileira, através de uma Portaria, instituiu um Grupo de Trabalho para estudar perspectivas relativas à Instrução Aérea Inicial e Operacional na Força Aérea Brasileira. Tendo como base a atual dotação orçamentária e observando os aspectos operacionais, organizacionais e pedagógicos da Força, o estudo servirá de subsídio para as futuras decisões na Instrução de Formação na Academia da Força Aérea , no 2º/5º Gav, sediado em Natal e ainda na Esquadrilha da Fumaça.

 

O estudo analisará a possibilidade de se utilizar somente um equipamento durante toda a instrução na AFA, sendo utilizada a aeronave T-25M. Prestes a completar 60 anos do vôo do primeiro protótipo, estas aeronaves são robustas e perfeitamente adequadas para a instrução básica e, após serem modernizadas no PAMALS, recebendo um novo painel e modernos sistemas eletrônicos, o estudo sinalizará a sua capacidade de cumprimento de todas as missões previstas para o cadete. Também se analisará a possibilidade de montagem de mais aeronaves do modelo pelo Parque de Lagoa Santa.

 

Quanto ao T-27, o estudo dimensionará o acervo total de aeronaves , vislumbrando-se a possibilidade de transferência para outra localidade, notadamente a Base Aérea de Natal, sede do 2º/5º Gav. Para este esquadrão, será estudada a viabilidade e as necessidades logísticas relativas à adequação da aeronave T-27M como plataforma d’armas. Ainda dentro deste contexto serão analisados os impactos operacionais e de emprego, decorrentes das diferenças de capacidades entre o T-27M e o A-29 .Se aprovado, as atuais aeronaves A-29 pertencentes ao acervo deste esquadrão serão realocadas nas Unidades Aéreas do 3º Grupo de Aviação.

 

Esquadrilha da Fumaça

Por fim, será avaliada a substituição das aeronaves A-29 do Esquadrão de Demonstração Aérea pelos T-27M, cumprindo suas missões de demonstração nos moldes atuais. Um questionamento a ser debatido é se as aeronaves T-27M ainda poderão atender aos requisitos de segurança e confiabilidade, que são exigidos nos mais altos padrões de acrobacia aérea. A modernização do T-27M contemplou todo o aspecto eletrônico e tecnológico, entretanto são aeronaves com 3 a 4 décadas de serviços prestados a Força Aérea.

 

Estes estudos vislumbram uma grande mudança na Instrução Aérea e Emprego Operacional na FAB, afetando a formação dos cadetes e a Esquadrilha da Fumaça, que poderá, novamente, voltar a operar uma antiga aeronave. O Grupo de Trabalho apresentará suas conclusões até o final de março, para análise e decisão do Alto Comando..

 

Fotografias: T-27M –  Cabo MariscaL , FAB
T-25M –  Soldado G. Lacerda ,  FAB

Despedida dos últimos helicópteros da era soviética da Hungria.

 


Em junho de 2026, a Hungria encerrou definitivamente a operação dos últimos helicópteros de origem soviética em serviço nas suas Forças Armadas: os helicópteros de transporte Mil Mi-17 Hip e os helicópteros de ataque Mil Mi-24 Hind. O processo ocorreu gradualmente, à medida que os novos helicópteros Airbus H145M e H225M assumiam as missões anteriormente executadas pelos modelos soviéticos. Os Mi-24 remanescentes foram oficialmente retirados do serviço operacional em fevereiro de 2026, enquanto os últimos Mi-17 realizaram seus voos finais neste mês de junho de 2026.

Mil Mi-24 Hind

Os primeiros Mi-24 chegaram à Hungria em 1978, quando a União Soviética entregou quatro helicópteros Mi-24D à então Força Aérea da República Popular da Hungria. Este lote inicial atendia ao início de uma encomenda de aproximadamente 20 aeronaves. Posteriormente ocorreram a entregas adicionais, em 1980 e 1985. Ao longo do período da chamada “guerra fria” a Hungria recebeu unidades do modelos Mi-24D , P e V, totalizando cerca de 50 Hinds. Em 1995, após a reunificação da Alemanha, a Hungria recebeu diretamente dos estoques da antiga Alemanha Oriental cerca de 20 unidades dos modelos D e P. Estes helicópteros foram utilizados basicamente como fonte de peças ou armazenados em estoque. Do ano de 1978 até o presente ano de 2026 a Hungria operou um total de 70 helicópteros Mi-24 de diferentes variantes.


Os Mi-24 Hind serviram principalmente nas seguintes unidades:
– 87th Bakony Combat Helicopter Regiment (87º Regimento de Helicópteros de Combate)
– 86th Szolnok Helicopter Base
– Phoenix Attack Helicopter Battalion (Phoenix Harcihelikopter Zászlóalj)


Sua principal Base Operacional foi na cidade de Szolnok, situada 100 km a leste da capital, Budapeste. Durante sua vida operacional foram registradas as perdas de 3 helicópteros em acidentes.
Após um longo período de armazenamento e envelhicemento da frota, a Hungria decidiu enviar 8 unidades para uma grande revisão geral na Rússia. Estes aparelhos foram 6 Mi-24P e 2 Mi-24V, sendo estes os últimos helicópteros do modelo a servirem nas cores da Hungria.


Encerrando sua carreira na Hungria os Hinds realizaram sua última missão de tiro em outubro de 2025. Em fevereiro de 2026 todos os Mi-24 atingiram seu limite de vida útil e foram oficialmente retirados do serviço, encerrando quase
48 anos de operação do tipo na Hungria.

Mil Mi-17 Hip

Os Mi-17 começaram a chegar à Hungria no final da década de 1980, com o objetivo de complementar e também substituir parte da frota de Mi-8. Com o passar dos anos e o recebimento de mais unidades a Hungria tornou-se um dos principais operadores do tipo na Europa Central após o fim da Guerra Fria.
Ao longo da carreira operacional, estima-se que a Hungria tenha operado entre 20 e 25 Mi-17 e ainda cerca de 10 Mi-8 convertidos para o modelo.Esta frota sofreu grande variação após cortes orçamentários na década de 90 e início dos anos 2000.


Os Mi-17 serviram pr
incipalmente nas seguintes unidades:
– 86th Szolnok Helicopter Base
– 89th Mixed Transport Squadron

– Unidades de transporte e apoio do Exército Húngaro sediadas em Szolnok


Os Mi-17 participaram de diversas missões durante sua vida opercional, incluindo missões de transporte militar, operações da OTAN , apoio a forças de paz nos Bálcãs, Despedida do MIl Mi17evacuação médica, combate a enchentes e apoio logístico internacional. Nos anos 2020 ainda eram frequentemente empregados em missões da OTAN nos Bálcãs.
Os Mi-17 apresentaram histórico relativamente seguro. Ao longo de quase quatro décadas de operação ocorreram alguns acidentes e incidentes, mas em número inferior ao registrado por muitos operadores do tipo na Europa Oriental.
Em junho de 2026 ocorreu a despedida definitiva dos últimos exemplares, encerrando aproximadamente
39 anos de operação na Hungria.


A retirada dos Mi-17 e Mi-24 marca o encerramento definitivo da era dos helicópteros soviéticos na Hungria, iniciada ainda durante o período do Pacto de Varsóvia. Atualmente, a capacidade de asas rotativas húngara está concentrada nos modernos helicópteros Airbus H145M e H225M, operados a partir da base de Szolnok.

Fábrica da Boeing em Renton: solo sagrado da aviação comercial

 


 Vista aérea atual da unidade da Boeing em Renton, Estado de Washington. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Vista aérea atual da unidade da Boeing em Renton, Estado de Washington. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Responsável pela produção de mais de 40% da atual frota mundial de aeronaves comerciais à reação, a fábrica da Boeing, localizada na cidade de Renton, cerca de 24km ao sul de Seattle, Estado de Washington, é um verdadeiro solo sagrado da aviação mundial.

Vista aérea do complexo fabril da Boeing em Renton. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Vista aérea do complexo fabril da Boeing em Renton. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Vista geral do atual complexo da Boeing em Renton: à direita a pista adjacente, de onde já decolaram os mais de 12 mil jatos ali produzidos. O prédio mais baixo, é o original de 1942, construído para a produção da B-29A. Hoje existe apenas uma linha ali ativa, a dedicada ao avião de patrulha marítima P8-A, baseado no 737-800. (Foto: Lee Karas / Cavok)
Vista geral do atual complexo da Boeing em Renton: à direita a pista adjacente, de onde já decolaram os mais de 12 mil jatos ali produzidos. O prédio mais baixo, é o original de 1942, construído para a produção da B-29A. Hoje existe apenas uma linha ali ativa, a dedicada ao avião de patrulha marítima P8-A, baseado no 737-800. (Foto: Lee Karas / Cavok)

Da pequena pista de seu aeroporto municipal já decolaram, entre outros modelos, a quase totalidade dos mais de 12 mil jatos 707/KC-135/727/737 e 757 produzidos em quase 60 anos. Um local onde se fez – e ainda se faz – boa parte da história do transporte aéreo e que, por isso mesmo, leva a cidade a receber o apelido de “Jet City USA”.

Uma visão mais próxima dos hangares da linha de produção. Os hangares da esquerda, construídos em 1966, concentram a linha móvel dos 737NGs e também a do MAX, que recém está sendo implantada.
Uma visão mais próxima dos hangares da linha de produção. Os hangares da esquerda, construídos em 1966, concentram a linha móvel dos 737NGs e também a do MAX, que recém está sendo implantada.

A ligação de Renton com a aviação tem início em 15 de outubro de 1920, quando o pioneiro Edward Hubbard – que fora um dos primeiros pilotos de testes da Boeing, inaugura a linha de correio internacional entre Seattle e Victoria, no Canadá, com o hidroavião Boeing B-1. Os primeiros voos partiam das margens do Lago União e, após 1922, de um deck de madeira que Hubbard construiu, onde hoje se encontra a pista do Aeroporto Municipal, adjacente à fábrica.

A primeira linha de produção da Boeing em Renton foi aquela das superfortalezas voadoras B-29A, produzidas em número de 1119 pela fábrica.
A primeira linha de produção da Boeing em Renton foi aquela das superfortalezas voadoras B-29A, produzidas em número de 1119 pela fábrica.
A B-29A de n. 1000 produzida em Renton, em 23 de agosto de 1945, após seu rollout.
A B-29A de n. 1000 produzida em Renton, em 23 de agosto de 1945, após seu rollout.

No verão de 1922 uma pequena pista de terra de 762 metros de comprimento foi aberta ao sul do pequeno deck de Hubbard e o aeródromo, que então era chamado de Bryn Mawr, passou a ser, no final dos anos 20, a sede da Northwest Air Services – NAS, que disponibilizava combustível e óleo, fazia pequenos reparos e operava uma escola de instrução de voo. Em outubro de 1928, o local foi oficialmente denominado de Aeroporto de Renton.

A partir de 1949, até 1956, Renton produziu 888 C/KC-97, aviões a pistão para transporte e reabastecimento em voo.
A partir de 1949, até 1956, Renton produziu 888 C/KC-97, aviões a pistão para transporte e reabastecimento em voo.

A história de Renton começa a se voltar para a produção de aeronaves quando, em 1936, o Governo do Estado de Washington repassou a área ao Governo Federal para que a Marinha construísse uma fábrica destinada a produzir o hidroavião de patrulha e bombardeio Boeing PBB Sea Ranger. As instalações da fábrica começaram a ser erigidas em setembro de 1941 (sendo terminadas em abril de 1942), conjuntamente com a construção de uma pista pavimentada de orientação norte-sul de 1.670 metros de comprimento.

Cerimônia de roll out do primeiro KC-135A, Renton, 18 de julho de 1956. Ao fundo, à esquerda o último dos 888 KC-97 fabricados, que também saiu da linha de produção na mesma ocasião!
Cerimônia de roll out do primeiro KC-135A, Renton, 18 de julho de 1956. Ao fundo, à esquerda o último dos 888 KC-97 fabricados, que também saiu da linha de produção na mesma ocasião!

Entretanto, advindo o ataque japonês a Pearl Harbour e com a entrada definitiva dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial, a prioridade da política de defesa do governo norte-americano passou a ser a contenção do avanço nipônico no Oceano Pacífico e Renton foi escolhida para ser um dos locais onde seriam montadas as famosas super-fortalezas voadoras Boeing B-29 (também fabricadas em Wichita, Omaha e Marietta).

Foto aérea mostrando a construção dos hangares da linha atual de produção, em 1966.
Foto aérea mostrando a construção dos hangares da linha atual de produção, em 1966.

Assim, entre dezembro de 1943 e maio de 1946, um total de 1.119 B-29A’s foram produzidas em Renton, tendo sido esta aeronave de vital importância para a consolidação do poderio aéreo dos Estados Unidos no teatro de operações do Pacífico.

Encerrado o conflito mundial e com o cancelamento das encomendas de aeronaves militares, a fábrica permaneceu sem atividade industrial. Com efeito, de julho de 1946 até o início de 1949, nenhuma aeronave foi produzida em suas instalações.

Nostálgica foto de 20 de dezembro de 1965, com a fábrica de Renton ao fundo, mostrando 707s da TWA, Northwest, BOAC e Lufthansa, pouco antes de sua entrega (que ocorria em Boeing Field).
Nostálgica foto de 20 de dezembro de 1965, com a fábrica de Renton ao fundo, mostrando 707s da TWA, Northwest, BOAC e Lufthansa, pouco antes de sua entrega (que ocorria em Boeing Field).

Naquele último ano, entretanto, a Boeing passou a fabricar os KC-97, aeronaves quadrimotoras a pistão para transporte e reabastecimento em voo e a partir da qual seriam desenvolvidos os primeiros estudos visando o desenvolvimento de uma aeronave à reação destinada ao mercado civil. No total foram fabricados 875 KC-97 em Renton, no período compreendido entre o início de 1949 e meados de 1956.

Protótipo do primeiro 727, vista na linha de produção em Renton.
Protótipo do primeiro 727, vista na linha de produção em Renton.
Em meados dos anos 60, uma séria de 727-100s na ala norte de Renton, já nas cores de seus clientes.
Em meados dos anos 60, uma séria de 727-100s na ala norte de Renton, já nas cores de seus clientes.


Mas o início da verdadeira saga de Renton como “Jet City USA” teve lugar em 14 de maio de 1954, quando saiu de seus hangares para apresentação oficial aos jornalistas, empregados e convidados, adornado com um chamativo esquema amarelo e marrom e registrado N70700, o histórico Boeing 367-80, aeronave precursora do KC-135 e do Boeing 707.

O milésimo 727 produzido em Renton, um modelo '200 para a United Ailrines, sai da linha de montagem em 23 de abril de 1967.
O milésimo 727 produzido em Renton, um modelo ‘200 para a United Ailrines, sai da linha de montagem em 23 de abril de 1967.

O primeiro dos 820 KC-135 produzidos em Renton entre 1956 a 1966, apelidado muito apropriadamente de “City of Renton”, fez seu roll out em 18 de julho de 1956, na mesma ocasião em que a Boeing entregava à USAF o último KC-97.

Linha de produção do Boeing 727 em 1967.
Linha de produção do Boeing 727 em 1967.

Já o Boeing 707 teria uma longa produção de quase 34 anos, tendo o primeiro modelo, um ‘121 para a Pan American feito seu roll out em 28 de outubro de 1957 e o último (um E-3D Sentry para a Royal Air Force – RAF, aeronave de controle e alerta avançado, baseado na célula do ‘320B) em 30 de abril de 1991, encerrando então uma produção de 1010 exemplares (incluídos 154 Boeing 720) do clássico quadrirreator, que havia alterado para sempre a face do transporte aéreo mundial.

Rollout do primeiro 737-300 em 17 de janeiro mde 1984.
Rollout do primeiro 737-300 em 17 de janeiro mde 1984.

Das portas da fábrica de Renton também saíram os 1.832 trijatos Boeing 727-100/200, fabricados de 1962 a 1984 e quase todos os mais de 9.000 Boeing 737 produzidos desde dezembro de 1970. Vale lembrar que os primeiros 271 exemplares do Boeing 737 (versões ‘100 e ‘200) foram fabricados entre janeiro de 1967 a dezembro de 1970 em Seattle Boeing Field.

O avião a jato comercial de n. 5000 produzido pela Boeing, foi um 737-300 construído em Renton para a KLM em 1987.
O avião a jato comercial de n. 5000 produzido pela Boeing, foi um 737-300 construído em Renton para a KLM em 1987.

Finalmente, nada menos do que 1.050 Boeing 757-200/300 foram montados entre 1982 e 2004 (esta última versão do 757 foi a maior aeronave já construída em Renton).

Em meados dos anos 80 a produção de 737s em Renton.
Em meados dos anos 80 a produção de 737s em Renton.

Hoje, Renton dedica-se à manufatura das diversas versões do Boeing 737NG’s (‘700, ‘800, ‘900, BBJ’s, de controle e alerta antecipado AEW&C – baseado no modelo ‘700, além dos P-8A Poseidon, aeronave de patrulha marítima baseada na célula do 737-800) e da nova família 737 MAX, cujo primeiro exemplar da versão MAX 8 foi apropriadamente batizado como “Spirit of Renton”, tendo efetuado seu voo inaugural desde a histórica pista adjacente à fabrica, em 26 de janeiro de 2016.

A atual linha de produção móvel do 737NG.
A atual linha de produção móvel do 737NG.

Saem das enormes portas dos hangares de Renton, todos os meses, a média de 42 Boeing 737, estando planejado o aumento da taxa mensal de produção do birreator para 47/mês em 2017, 52/mês em 2018 e até 57/mês em 2019.

Corte secional da linha de montagem de Renton.
Corte secional da linha de montagem de Renton.

Atualmente, as fuselagens dos 737 são montadas em Wichita, Kansas, pela Spirit Aeroespace (subsidiária da Boeing) e transportadas em trens especiais para Renton, num percurso de mais de 3.500km. Ao chegar a Renton, em sua primeira posição na fábrica, a fuselagem recebe as tubulações, cabos, fiações, painéis acústicos e de isolamento interno, radome, tail cone e também o conjunto de estabilizadores horizontal e vertical. Em um segundo estágio, as asas são juntadas à cessão central da fuselagem e, ainda, é instalado o trem de pouso.

Fuselagem do 737 sendo transportada por vagões especialmente preparados. (Foto: Reuters)
Fuselagem do 737 sendo transportada por vagões especialmente preparados. (Foto: Reuters)

A seguir, o conjunto segue em uma linha de produção móvel, que avança em média 5cm por minuto, onde a aeronave tem instalados os motores, bagageiros, tapetes, assentos, painéis internos e janelas. Todo o processo de montagem leva em média onze dias, ao fim dos quais mais uma aeronave 737 estará pronta para seu primeiro voo em direção a Boeing Field, na característica pintura protetiva de tom verde escuro, onde receberá as cores de seu operador (embora alguns exemplares sejam pintados ainda em Renton) e após a realização de voo de testes, será finalmente entregue.

Apropriadamente batizado de "Spirit of Renton", o primeiro 737 MAX, saiu da linha de montagem em 08 de dezembro de 2015.
Apropriadamente batizado de “Spirit of Renton”, o primeiro 737 MAX, saiu da linha de montagem em 08 de dezembro de 2015.

Contratos de compras de aeronaves 737NG e MAX ainda não entregues, da ordem de 4.392 aviões (sendo 3.072 MAX), conforme números de 31 de dezembro de 2015, asseguram que a fábrica de Renton da Boeing ainda terá muitos anos pela frente para seguir sendo protagonista da história da aviação.

Tabela de Aeronaves Produzidas em Renton:

AERONAVETOTAL CONSTRUÍDAS em RENTON (*até 31/04/2016)ANO(S) DE PRODUÇÃO
B-29A Superfortress11191942-1946
KC/C-97 Stratofreighters8881949-1956
367-80 (“Dash 80”)11954
KC/C-1358201956-1966
707/72010101957-1991
72718321962-1984
737-100/200**8541970-1988
737-300/400/50019881984-1999
737-600/700/800/900 (+ BBJ’s/P-8A/A&W)*5842 (ainda em produção)1996-
737 MAX 8*3 (em produção)2015-
757-200/30010501982-2004

** excluindo 271 B737-100/200 construídos em Boeing Field (Fábrica n. 2), de 1967 a 1970.