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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Embraer A-29N Super Tucano de Portugal visto com pod WESCAM MX-15

 

Embraer A-29N Super Tucano de Portugal visto com pod WESCAM MX-15. Fotos: via Núcleo Beja – Liga dos Combatentes, via E&E.

 

Um dos Embraer A-29N Super Tucano da Força Aérea Portuguesa (FAP), recentemente foi visto equipado com um pod electro-óptico WESCAM MX-15 de vigilância e reconhecimento, instalado sob a fuselagem. A aeronave, matrícula FAP 25305, foi fotografada em 06 de Julho de 2026 com o equipamento, durante um evento no hangar da Base Aérea N.º 11 (BA11) em Beja, Portugal.

Produzido pela empresa canadense WESCAM, subsidiária da norte-americana L3Harris, o pod MX-15 é um sistema multi-sensor e multi-espectral equipado com câamera digital de alta resolução capaz de operar em modo diurno, térmico e de baixa-luminosidade, infra-vermelho, com telemetria laser, com recepção GPS autônomo e dotado de capacidade de acompanhamento automatizado de alvos com georreferenciação.

 

 

Em 16 de dezembro de 2024, o governo de Portugal assinou contrato com a Embraer no valor aproximado de € 200 milhões (US$ 226,9 milhões), envolvendo a aquisição de 12 Super Tucano, além de um simulador de voo e um pacote de apoio logístico. O País é o cliente lançador mundial da versão A-29N padrão OTAN.

Apresentado pela Embraer na feira LAAD Defence & Security 2023, o A-29N Super Tucano é uma versão destinada para os países membros da OTAN. Foi desenvolvido a partir do seu consagrado avião de ataque leve, reconhecimento armado e treinamento avançado.

O A-29N Super Tucano conta com equipamentos e funcionalidades para atender aos requisitos operacionais da Aliança, tais como novo datalink, single-pilot operation, entre outras modificações. Entre as possibilidades de emprego da aeronave, estão as missões de treinamento JTAC (Joint Terminal Attack Controller) da OTAN.

 

 

A aeronave receberá uma carga útil de equipamentos de comunicação e navegação padrão da OTAN, como rádios de frequência muito/ultra-alta (V/UHF), terminal de comunicações via satélite (satcom), módulo de Apoio Aéreo Próximo Digitalmente Assistido (DACAS), sistema de mensagens táticas em Formato de Mensagem Variável (VMF), Datalink 16, um sistema de downlink de vídeo compatível com a tecnologia Receptor Aprimorado de Vídeo Operado Remotamente (ROVER), um transponder de identificação amigo-inimigo (IFF) Mod 5 e um sistema GPS militar.

A nova versão ainda inclui melhorias de alcance e resistência, bem como um sistema de vigilância eletro-óptico, provisões para implantar pods de lançamento de foguetes e armas de precisão, duas metralhadoras M3P 12,7×99 mm padrão e um conjunto de autoproteção.

Com mais de 260 unidades entregues em todo o mundo, a versão atual do A-29 Super Tucano – da qual derivou o A-29N – já foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo. Desenvolvido para ser uma aeronave robusta, extremamente versátil, com baixo custo operacional e de alta disponibilidade, o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância e interceptação aérea e contra-insurgência. Além disso, o Super Tucano pode operar a partir de pistas não pavimentadas em bases operacionais avançadas com pouco apoio logístico.

França reluta em transferir o software do Rafale para a Índia

 

Nova Délhi exige acesso aos códigos de sistemas críticos para integrar armamentos nacionais e garantir autonomia tecnológica, enquanto Paris resiste em compartilhar tecnologias consideradas estratégicas.



As negociações entre Índia e França para um dos maiores contratos de exportação da história do caça Rafale entraram em uma fase delicada devido a um impasse envolvendo o acesso ao software de missão da aeronave. A divergência gira em torno da exigência indiana de obter acesso aos códigos de sistemas críticos, uma condição considerada essencial por Nova Délhi para garantir independência na operação e modernização da frota, mas vista como um risco estratégico pelo governo francês e pela indústria de defesa do país.

O contrato faz parte do programa Multi-Role Fighter Aircraft (MRFA), que prevê a aquisição de 114 caças Dassault Rafale para substituir parte da envelhecida frota da Força Aérea Indiana (IAF). Avaliado em cerca de US$ 35 bilhões, o acordo representa uma das maiores oportunidades de exportação já conquistadas pela fabricante francesa e um dos principais projetos de modernização militar da Índia.

Além da compra das aeronaves, o programa prevê ampla transferência de tecnologia e produção local dentro da iniciativa “Make in India”. A expectativa é que aproximadamente 96 caças sejam fabricados em território indiano, fortalecendo a indústria nacional e reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros ao longo das próximas décadas.

O principal obstáculo, no entanto, está relacionado ao acesso aos códigos-fonte de sistemas considerados altamente sensíveis, incluindo parte da arquitetura de missão e do sistema de guerra eletrônica SPECTRA. A Índia argumenta que precisa dessa autonomia para integrar armamentos desenvolvidos localmente, atualizar sensores e implementar melhorias futuras sem depender da Dassault Aviation ou de empresas francesas para cada modificação.



Entre os equipamentos que Nova Délhi pretende incorporar ao Rafale estão versões mais recentes dos mísseis Astra e Rudram, além de futuras armas hipersônicas e novas evoluções do míssil BrahMos. Sem acesso direto à arquitetura de software da aeronave, toda integração precisaria ser realizada ou autorizada pela fabricante francesa, aumentando custos, prazos e limitações operacionais.

Para a França, porém, compartilhar os códigos-fonte representa um risco significativo. O Rafale reúne tecnologias desenvolvidas ao longo de décadas por empresas como Dassault Aviation, Thales e Safran, responsáveis pelos sistemas de missão, sensores, aviônicos e guerra eletrônica da aeronave. O governo francês considera esses softwares parte de seu patrimônio tecnológico estratégico e teme que sua divulgação possa comprometer tanto a segurança nacional quanto a competitividade internacional do caça.

Outro fator que influencia a postura francesa é a relação histórica da Índia com a indústria de defesa russa. Embora Nova Délhi tenha ampliado sua cooperação militar com países ocidentais nos últimos anos, continua operando uma extensa frota de equipamentos russos, incluindo caças Su-30MKI e sistemas antiaéreos S-400. Analistas apontam que Paris procura minimizar qualquer possibilidade de exposição indireta das tecnologias embarcadas do Rafale durante futuras integrações entre equipamentos de diferentes origens.

Apesar das divergências, nenhum dos dois governos demonstra intenção de abandonar o projeto. A Índia já opera 36 caças Rafale adquiridos anteriormente, que se tornaram uma das principais plataformas de superioridade aérea da IAF, especialmente após o aumento das tensões com a China na região do Himalaia. A Marinha Indiana também assinou recentemente contrato para receber a versão naval Rafale M, destinada aos porta-aviões do país.

Do lado francês, o acordo continua sendo tratado como prioridade. O presidente-executivo da Dassault Aviation, Éric Trappier, classificou recentemente a venda de 114 aeronaves para a Índia como o principal objetivo da empresa no mercado internacional. A fabricante segue negociando alternativas que possam atender parte das exigências indianas sem comprometer tecnologias consideradas sensíveis.

A solução mais provável será um compromisso intermediário. Em vez da entrega integral dos códigos-fonte, a França poderá oferecer ferramentas de desenvolvimento, interfaces específicas e mecanismos controlados de integração de armamentos, permitindo maior autonomia operacional para a Índia sem abrir mão da proteção de sua propriedade intelectual. Caso esse modelo seja aceito, o contrato poderá avançar e consolidar uma das mais importantes parcerias estratégicas da indústria aeronáutica militar na atualidade.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

SH-16 – Seahawk

 


 

Função

Sua principal missão é detectar, localizar, acompanhar e atacar submarinos e alvos de superfície. Também realiza tarefas de Emprego Geral tais como: Evacuação Aeromédica (EVAM), Busca e Salvamento (SAR - Search and Rescue), Transporte Aéreo Logístico, Lançamento de Pára-quedistas, "Fast rope", "Rappel", Penca, Transporte Administrativo e Transporte de Tropas.

Histórico

Em 2008, foram adquiridas 4 aeronaves Sikorsky S-70B Seahawk e durante a Paris Air Show 2011, foi anunciada a compra de mais duas aeronaves. O modelo adquirido pela MB é uma versão customizada do MH-60R da US Navy, capaz de realizar missões ASW e ASuW, cujas principais diferenças são o sonar HELRAS, MAS Penguin e rádios Rhode&Shwartz. Sua principal missão é a guerra antissubmarino (ASW) e utilizará o sonar DS 100 HELRAS (Helicopter Long-Range Active Sonar) e torpedos MK.46. Para missões de guerra ar-superfície (ASuW) utilizará o seu radar APS-143(C)V3 e mísseis AGM 119B Penguin MK2 MOD7, com alcance de cerca de 18MN e guiagem IR.

As primeiras Aeronaves SH-16 Seahawk chegaram no 1º Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino entre julho e agosto de 2012, sendo em 23 de agosto transferidas para o setor operativo, efetuando seu primeiro pouso a bordo no G25 em 7 de novembro.

Obteve seu primeiro contato submarino em fevereiro de 2014 durante a comissão ASPIRANTEX e, no mesmo ano, efetuou o primeiro lançamento do míssil Penguin na comissão ADEREX-II./p>

Em 2019 deu-se inicio a qualificação em voo com OVN (Óculos de Visão Noturna), aumentando a capacidade operativa do Esquadrão, sendo também homenageado pela Sikorsky por efetuar o primeiro resgate noturno realizado no mar com emprego do SH-16. No ano de 2021 alcançou a marca de 8.000 horas de voo.



Marinha do Brasil recebe o 11° helicóptero H225M




A Marinha do Brasil recebeu hoje (29), nas instalações da Helibras em Itajubá/MG, a aeronave UH-15 Super Cougar N-7108 (Pégasus 08), 11° helicóptero do modelo H225M, de um total de dezesseis.

Em 2008, o Ministério da Defesa assinou com a Helibras um contrato para construção de 50 helicópteros H225M (anteriormente designado de EC-725), para fornecer dezesseis helicópteros às três Forças, dentro do programa H-XBR.

Do total de helicópteros destinados à MB, oito unidades são da versão designada UH-15 Super Cougar, com capacidade de realizar missões de esclarecimento, SAR, apoio às Operações Anfíbias e Operações Especiais.

A MB já recebeu as três unidades designadas UH-15A Super Cougar, com capacidade de realizar missões de Combate SAR (C-SAR), Busca e Salvamento (SAR), apoio às Operações Anfíbias e Operações Especiais.

Com a incorporação da aeronave N-7108, faltarão ainda receber os cinco helicópteros da versão operacional H225M Naval, designadas na MB de AH-15B, cuja a primeira aeronave está programada para ser entregue no final deste ano.

A aeronave recebida hoje será incorporada ao acervo aeronáutico do 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2), em São Pedro da Aldeia/RJ.

UH-15 - Super Cougar



 

Função

São helicópteros multimissão, sendo a versão básica empregada em tarefas associadas ao apoio de operações especiais, operações terrestres de caráter naval, além de atividades benignas e de emprego limitado da força, tais como evacuação aeromédica, busca e salvamento, transporte aéreo logístico e combate a incêndio.

Participam de diversas missões da Marinha como a Operação UNITAS, Operação Dragão, Operação Poseidon, apoio à sociedade brasileira em desastres naturais e no transporte de urnas eletrônicas aos mais diversos rincões do país para as eleições.

Histórico

A primeira aeronave do projeto H-XBR foi entregue no dia 11 de abril de 2011, na Base Naval do Rio de Janeiro, ao serviço Operacional da Marinha do Brasil, recebendo a designação de UH-15.

No dia 13 de junho, nas instalações da empresa Helibras, em Itajubá (MG), a Marinha recebeu mais duas aeronaves EC725/UH-15 do Projeto H-XBR, designadas N-7103 e N-7106. Destaque para a N-7106 que foi a primeira a ter todas etapas de montagem no País, representando um importante marco para indústria nacional.



quarta-feira, 29 de julho de 2026

EUA estudam reativar mais bombardeiros B-52 armazenados no deserto para reforçar frota estratégica

 

Após acidente e durante a modernização para o padrão B-52J, Força Aérea dos Estados Unidos avalia reativar aeronaves aposentadas para manter sua capacidade operacional


A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) estuda retirar da aposentadoria alguns bombardeiros estratégicos B-52H Stratofortress armazenados no deserto do Arizona para reforçar sua frota operacional. A medida surge em meio ao amplo programa de modernização da aeronave para o padrão B-52J e após a perda de um exemplar utilizado em testes, reduzindo a disponibilidade de aeronaves para missões e desenvolvimento.

A possibilidade foi confirmada pelo comandante do Air Force Global Strike Command, general Thomas Bussiere, durante um encontro com jornalistas na conferência da Air & Space Forces Association. Segundo o oficial, a recuperação de aeronaves preservadas no complexo de armazenamento de Davis-Monthan está sendo analisada como uma alternativa para compensar perdas recentes e garantir que a frota mantenha sua capacidade operacional durante a transição para a nova versão do bombardeiro.

O tema ganhou destaque após o acidente ocorrido em junho deste ano com um B-52H empregado como plataforma de testes do novo radar AESA AN/APQ-188. A aeronave caiu durante um voo na Base Aérea de Edwards, na Califórnia, resultando na morte dos oito tripulantes e afetando diretamente o cronograma de desenvolvimento dos novos sistemas. Apesar disso, a USAF afirma que o programa de modernização seguirá conforme o planejado.

Embora ainda não exista uma decisão oficial, a recuperação de bombardeiros aposentados é considerada tecnicamente viável. As aeronaves armazenadas em Davis-Monthan permanecem preservadas em excelentes condições graças ao clima seco do deserto e aos rigorosos procedimentos de conservação adotados pela Força Aérea norte-americana, permitindo que algumas delas possam voltar ao serviço após inspeções e revisões.

Vários bombardeiros B-52 no cemitério de aviões no Arizona.

A necessidade de manter uma frota numerosa está diretamente ligada ao programa B-52J, a maior modernização já realizada no Stratofortress desde sua entrada em operação. O projeto substituirá os antigos motores Pratt & Whitney TF33 por modernos Rolls-Royce F130, além de incorporar um radar AESA de última geração, novos sistemas digitais de missão, comunicações, navegação e melhorias estruturais que permitirão manter a aeronave em serviço até pelo menos a década de 2050.

Nos últimos meses, o programa atingiu um marco importante com a conclusão da Critical Design Review (CDR), etapa que libera o início das modificações das primeiras aeronaves de teste. A expectativa é que toda a frota operacional seja convertida para o padrão B-52J ao longo da próxima década, reduzindo custos de manutenção, aumentando a confiabilidade e ampliando a disponibilidade operacional.

Atualmente, a USAF opera cerca de 75 B-52H. Mesmo tendo realizado seu primeiro voo em 1952 e entrado em serviço em 1955, o Stratofortress continua sendo um dos principais pilares da tríade nuclear dos Estados Unidos e também desempenha papel essencial em missões convencionais de longo alcance. A aeronave poderá empregar armamentos modernos, como os mísseis AGM-158 JASSM e futuras armas hipersônicas, garantindo sua relevância em cenários de alta intensidade.

Enquanto o novo bombardeiro furtivo B-21 Raider começa a ingressar lentamente na frota para substituir os B-1B Lancer e, futuramente, parte dos B-2 Spirit, não existe um sucessor direto para o B-52. Por isso, além da modernização da aeronave, a Força Aérea dos Estados Unidos já iniciou estudos para definir os requisitos de um futuro bombardeiro estratégico que possa assumir essa missão nas próximas décadas.

Caso a reativação dos exemplares armazenados seja aprovada, o Stratofortress reforçará ainda mais sua impressionante trajetória operacional. Projetado no início da Guerra Fria, o B-52 caminha para completar um século de serviço militar, consolidando-se como uma das aeronaves de combate mais longevas e bem-sucedidas da história da aviação.