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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Marinha recebe aeronave AH-15B para o 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral

 


Imagem: Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil (MB) informa nessa quinta-feira que o 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2) recebeu, na última sexta-feira, dia 16 de dezembro, a terceira aeronave da versão operacional AH-15B, designada N-4103.

A nova aeronave, modelo Airbus H225M, também conhecido como Super Cougar e antigamente chamado Eurocopter EC725 Caracal, realizou um período de voos de testes e verificação de conformidade documental antes de seguir para o Esquadrão.



O recebimento da aeronave é fruto do projeto HX-BR, criado para dotar a indústria aeroespacial brasileira da tecnologia necessária ao desenvolvimento e à produção de helicópteros, que prevê a entrega de quatro aeronaves desta versão, exclusiva para a Marinha do Brasil, sendo a última com previsão de entrega para 2024.

Desta forma, o EsqdHU-2 ampliará suas capacidades na Guerra Anti-Superfície (AsuW), reforçando, assim, o poder operativo da Marinha do Brasil em esclarecer, identificar e atacar alvos de superfície, empregando mísseis EXOCET AM-39 B2M2.


Imagem: Marinha do Brasil

A aeronave H225M Naval é parte do contrato assinado em 2008 entre o Consórcio Helibras-Airbus e o governo brasileiro, que prevê a entrega de 50 aeronaves do modelo às 3 Forças Armadas Brasileiras, incluindo 7 versões diferentes projetadas e produzidas na fábrica da Helibras, em Itajubá, Minas Gerais.

Desenvolvida pelo time de Engenharia da Helibras e Airbus Helicopters, a versão Naval da aeronave H225M é a mais complexa desse modelo já produzida.

A aeronave conta com sistemas embarcados, incluindo o EWS IDAS-3 (sistema de contramedida), mísseis Exocet AM39 B2M2, da MBDA, o radar tático APS143 e o sistema de missão naval o N-TDMS (Naval Tactical Data Management System), desenvolvido em parceria com a Atech e Airbus Defense and Space, o qual é responsável por fazer o comando e controle de todos os sistemas embarcados, incluindo o sistema de mísseis.

Essa aeronave permite à Marinha do Brasil realizar operações SAR, CSAR, Controle de Área e Ataque ar Superfície, além da defesa e vigilância da Amazônia Azul, contando com sistemas embarcados de ponta e alta capacidade tecnológica agregada.

Sikorsky SH-16: O Helicóptero antissubmarino da Marinha do Brasil

 


Os helicópteros Sikorsky S-70B, derivados do SH-60 SEAHAWK da Marinha dos EUA, foram construídos para as Forças Armadas dos EUA e atualmente desempenham um papel importante no arsenal de guerra da Marinha do Brasil. Equipadas com tecnologia de ponta, essas aeronaves são fundamentais para operações antissubmarino (ASW) e antissuperfície (ASuW), destacando-se por sua versatilidade e eficácia em missões táticas navais.

Desde sua introdução na Marinha do Brasil a partir de 2012, os helicópteros SH-16 têm desempenhado um papel estratégico nas operações navais. Fabricados pela Sikorsky Aircraft Corporation na década de 70, essas aeronaves representam o que há de mais moderno em tecnologia aeronáutica, oferecendo uma ampla gama de capacidades para enfrentar ameaças submarinas e de superfície. São projetos tecnológicos que desenvolveram grandes capacidades ao longo dos anos e nos dias atuais são verdadeiras armas de guerra.

Foto: LUIZ OTAVIO MAIA JR

De acordo com a Marinha do Brasil, a aeronave está equipada com uma variedade de sistemas, dispositivos, sensores e armas, são eles: Unidade de Alimentação Auxiliar em voo (APU) para partida sem fonte externa; Sistema Antigelo para voos mais seguros em condições adversas; Sistema de Extinção de Incêndio; Sistema de Controle de Temperatura da Aeronave (ECS); Sistema de Controle Automático de Voo (AFCS); Piloto Automático ou Diretor de Voo (FD); tomada de reabastecimento em voo (HIFR); Aviônicos de última geração com configuração necessária para voos por instrumentos, totalmente compatível com a utilização de Night Vision Goggles (NVG ou OVN), possuindo ainda quatro Multi Functional Display (MFD) no cockpit dos pilotos para as versões mais novas.

Foto: LUIZ OTAVIO MAIA JR

Os SH-16 também possui motores turbo eixo de saída frontal T700-GE-401C, fabricados pela General Electric Company, com as seguintes características: potência máxima contínua de 1.662 cavalos de potência no eixo (SHP); uma potência intermediária de 1.800 SHP por 30 minutos; e uma potência de contingência de 1.940 SHP, disponível durante 2,5 minutos. Além disso, possuem um sonar ativo de baixa frequência e armamento ASW como o torpedo MK-46 Mod 5A.



Para enfrentar ameaças de superfície, essas aeronaves utilizam recursos como o radar de busca de superfície AN/APS-143C da Telephonics e o sistema optrônico EOSS da RAYTHEON. Com capacidade de realizar missões noturnas e identificar alvos com precisão, os SH-16 são essenciais para operações de esclarecimento e patrulha naval.

Foto: LUIZ OTAVIO MAIA JR

A capacidade de operar 24 horas por dia e a autonomia estendida desses helicópteros aumentam sua eficácia em missões de longo alcance, tornando-os valiosos ativos para a Marinha do Brasil. Além disso, sua capacidade de gravação de áudio e vídeo, juntamente com sistemas de gerenciamento de dados de missão, proporciona uma maior consciência situacional e facilita o controle de operações táticas.

Foto: LUIZ OTAVIO MAIA JR

Editorial

Os helicópteros SH-16 representam a capacidade operacional da Marinha do Brasil no emprego das ações de defesa em missões aeronavais. A aeronave oferece uma combinação de tecnologia avançada, versatilidade e eficácia em missões antissubmarino e antissuperfície. Com sua presença nas frotas navais, em especial no Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico (NAM “Atlântico”), tem desempado um papel estratégico em fornecer a Marinha do Brasil capacidades operacionais nunca vistas na América Latina. Sua presença na frota fortalece o poder de persuasão frente aos desafios de proteger a costa brasileira tão extensa contra ameaças que colocam em risco os interesses do país.

Grécia avança para decisão histórica e pode escolher o KC-390 brasileiro para modernizar sua frota de transporte

 


A Grécia está prestes a tomar uma decisão considerada estratégica para o futuro de sua aviação militar, com negociações avançadas para a possível aquisição do cargueiro C-390 Millennium, produzido pela Embraer. A expectativa é que o anúncio oficial ocorra entre abril e maio de 2026, marcando um passo importante na modernização da capacidade de transporte aéreo do país.

O plano em andamento prevê a compra inicial de três aeronaves, com opção para expansão futura da frota para até seis unidades. Essa abordagem em duas fases permite reduzir o impacto financeiro imediato e, ao mesmo tempo, possibilita à Força Aérea Helênica avaliar na prática a integração da nova aeronave antes de avançar com novos contratos.

A negociação vai além de uma simples aquisição militar. Autoridades gregas analisam a possibilidade de estruturar o acordo por meio de parcerias governamentais com países europeus que já operam o modelo, como Portugal. Esse tipo de arranjo tem ganhado força no continente como forma de acelerar processos de compra, reduzir riscos e ampliar a cooperação entre aliados da OTAN.

Outro elemento que fortalece a posição brasileira é o histórico de cooperação entre a Grécia e a Embraer. A fabricante já mantém contratos de suporte logístico com os gregos em outras plataformas, o que cria um ambiente de confiança institucional e pode facilitar acordos de treinamento, manutenção e suporte ao longo do ciclo de vida da aeronave.

A disputa, no entanto, não está definida. O principal concorrente segue sendo o C-130J Super Hercules, da Lockheed Martin, uma evolução do tradicional Hercules amplamente utilizado por forças aéreas ao redor do mundo. Ainda assim, fatores como custo operacional, disponibilidade e prazos de entrega vêm pesando significativamente na avaliação grega.

A decisão ocorre em um momento em que a Grécia busca fortalecer suas capacidades militares em meio a um cenário regional mais complexo e a exigências crescentes dentro da OTAN. Nos últimos anos, o país tem ampliado investimentos em defesa, incluindo a modernização de sua aviação de combate e o reforço de sua presença estratégica no Mediterrâneo.

Aeronaves C-130 Hercules da Força Aérea Helênica.

Nesse contexto, a escolha de uma nova aeronave de transporte ganha importância ainda maior, já que o país depende intensamente desse tipo de capacidade para apoiar operações em ilhas, missões internacionais e ações humanitárias. A necessidade de uma solução confiável e moderna tornou-se urgente diante das limitações da frota atual.

Outro fator relevante é o avanço do C-390 no mercado internacional. O modelo brasileiro vem conquistando espaço especialmente na Europa, com contratos firmados por países como Holanda, Áustria e Suécia, além de Portugal, que já opera a aeronave. Esse crescimento cria um ambiente favorável para cooperação logística e operacional entre os usuários, reduzindo custos e aumentando a interoperabilidade entre aliados.

A possibilidade de integração com outros sistemas também entra na equação. A versão KC-390, por exemplo, pode ampliar significativamente as capacidades da força aérea grega ao permitir reabastecimento em voo, incluindo suporte a caças modernos como o Dassault Rafale, já incorporados pela Grécia.

Nos bastidores, fontes indicam que Atenas chegou a avaliar alternativas como a aquisição de aeronaves usadas por meio de programas norte-americanos, mas recuou diante dos custos elevados de modernização e manutenção, considerados pouco vantajosos no longo prazo. Isso reforça a tendência de optar por uma solução nova, com maior previsibilidade de custos e melhor disponibilidade operacional.

Com a decisão se aproximando, o programa é visto como um divisor de águas para a aviação de transporte da Grécia. Mais do que substituir aeronaves antigas, a escolha definirá o nível de autonomia, eficiência e integração do país com seus aliados nas próximas décadas, além de representar uma oportunidade estratégica para a indústria aeronáutica brasileira ampliar ainda mais sua presença no competitivo mercado europeu de defesa.

Força Aérea Brasileira – Ordem do Dia da Aviação de Caça

 P-47s-da-FAB-na-Itália-da-Esquadrilha-Azul-do-1-Grupo-de-Caça-prestes-a-decolar-para-uma-missão-na-Itália

Ordem do Dia da Aviação de Caça
Brasília, 22 de abril de 2026.

Há datas que não apenas marcam o calendário, elas definem identidade. Não se limitam a recordar um acontecimento, elas revelam quem somos, transformam-se em referência moral, em ponto de convergência entre passado, presente e futuro.

São marcos que atravessam gerações, preservando valores que o tempo não desgasta, como a coragem diante da adversidade, a lealdade entre companheiros e o compromisso absoluto com a missão. Datas assim não sobrevivem por mera formalidade, sobrevivem porque foram escritas com muita dor e sacrifício.

O 22 de abril é uma dessas datas!!

Não nasceu de cerimônia e muito menos foi instituído por conveniência. Nasceu do fogo, nasceu do aço, nasceu da decisão consciente de homens que aceitaram enfrentar a guerra longe de casa para honrar, nos céus da Europa, a confiança que a Pátria neles depositou.

Quando o então Major Aviador Nero Moura assumiu a missão de comandar o 1º Grupo de Aviação de Caça, ele sabia que não se tratava apenas de organizar uma unidade aérea. Era preciso forjar espírito, construir confiança, preparar brasileiros para um conflito real, onde cada decolagem poderia ser a última. Ele próprio fez questão de voar em combate, liderando pelo exemplo, porque, como defendia, o comandante que exige coragem deve ser o primeiro a demonstrá-la.

No dia 22 de abril de 1945, já no auge da Ofensiva da Primavera, o Grupo de Caça foi chamado a intensificar ataques contra alvos estratégicos que sustentavam a retirada das forças inimigas. Com apenas 22 pilotos disponíveis, muitos desgastados por meses de combate e pela perda de companheiros, a unidade realizou 44 surtidas em um único dia.

Alguns voaram mais de uma vez naquela jornada. Reabasteciam, rearmavam e decolavam novamente. Os pilotos sabiam que o êxito da ofensiva terrestre dependia da eficácia dos ataques aéreos.

Os resultados obtidos nas semanas finais da campanha confirmaram a dimensão da contribuição brasileira. Mesmo integrando uma estrutura maior, o 1º Grupo de Aviação de Caça destacou-se de maneira proporcionalmente superior na neutralização de alvos estratégicos, enfraquecendo de forma decisiva a capacidade logística do inimigo.

Mas guerra não se faz apenas no ar.

Por trás de cada decolagem havia o esforço silencioso e incansável dos mantenedores de solo. Mecânicos, armeiros, especialistas em suprimento, comunicações e inúmeras outras áreas trabalharam sob frio, chuva e constante ameaça, garantindo que cada aeronave estivesse pronta para cumprir a sua missão. Sem substituições, com recursos limitados e submetidos às mesmas privações da guerra, esses homens foram parte decisiva do êxito alcançado.

O reconhecimento internacional veio na forma da Presidential Unit Citation, distinção concedida apenas às unidades que demonstram heroísmo extraordinário em combate.

Entretanto, mais do que condecorações, o que se consolidou foi uma herança moral.

O 22 de abril tornou-se o Dia da Aviação de Caça porque, naquele dia, evidenciou-se algo maior que estatísticas. Revelaram-se caráter e profunda abnegação. Confirmou-se a maturidade de uma Força Aérea, que ainda jovem, demonstrou ser capaz de operar com eficiência, coragem e profissionalismo no cenário mais exigente possível.

Hoje, ao olharmos para nossos esquadrões, para nossas aeronaves e para nossos homens e mulheres, pilotos e mantenedores, reconhecemos a mesma essência. A tecnologia evoluiu, os cenários mudaram, mas o espírito permanece idêntico: estar prontos, estar presentes, onde o Brasil precisar.

Dos P-47 Thunderbolt aos F-5M, A-1M, A-29 e F-39 Gripen, permanece inalterado o compromisso com a soberania do espaço aéreo e com a defesa da Pátria.

Que o exemplo de Nero Moura e de seus comandados nos recorde que liderança se exerce com presença, que excelência se constrói com preparo diário e que o espírito da caça não se improvisa, cultiva-se.

Que cada piloto sinta o peso honroso dessa tradição ao ajustar o seu capacete. Que cada mantenedor reconheça que sua dedicação silenciosa sustenta a soberania do espaço aéreo brasileiro. Que cada integrante da Aviação de Caça compreenda que é herdeiro de uma linhagem iniciada sob fogo real, e que o exemplo daqueles jovens de 1945 continue a ecoar, inspirando a nossa gloriosa Força Aérea na arte de bem servir o nosso País.

Viva a Aviação de Caça Brasileira!
Senta a Púa!
Brasil!

Embraer firma contrato de suporte para 25 E-Jets da Jazz Aviation em operação no Canadá

 MRO Americas

O acordo apoiará os jatos operados em nome da Air Canada Express, por meio do programa Embraer Collaborative Inventory Planning

Orlando, 22 de abril de 2026 – A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3), uma das líderes globais da indústria aeroespacial, e a Jazz Aviation, a maior companhia aérea regional do Canadá e principal operadora da Air Canada Express, anunciaram hoje um acordo de suporte ao estoque de peças de reposição para a frota de E-Jets da Jazz Aviation.

A companhia aérea opera 25 jatos E‑175 e será a primeira cliente do programa Embraer Collaborative Inventory Planning (Programa de Planejamento Colaborativo de Estoques da Embraer) no Canadá. Por meio da solução, a Embraer assume a maior parte do investimento e a gestão dos materiais dos clientes, contribuindo para a redução do tempo de aeronaves em solo e para o aumento da eficiência operacional das companhias aéreas.

“O novo contrato demonstra o ritmo acelerado de crescimento da Embraer Serviços & Suporte na América do Norte, região que conta com a maior frota de E‑Jets do mundo. Estamos entusiasmados em apoiar a Jazz Aviation, nossa primeira cliente no Canadá, e ajudá‑la a reduzir o tempo de aeronaves em solo, contribuindo para um desempenho ainda mais eficiente de sua frota”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

“Este acordo com a Embraer é mais um passo importante para fortalecer a confiabilidade e a eficiência das operações com E‑Jets em toda a América do Norte”, afirma Doug Clarke, Presidente da Jazz Aviation. “Com o programa ECIP, contamos com a expertise global da Embraer em materiais para reduzir o tempo em solo e oferecer um serviço consistente e de alta qualidade aos passageiros da Air Canada Express.”

O ECIP oferece diversas vantagens aos clientes. Em primeiro lugar, a maior parte do investimento em estoque é coberta pela Embraer, reduzindo substancialmente os custos para as companhias aéreas. Além disso, o preço anual fixo por peça permite maior previsibilidade orçamentária e contribui para o aumento da eficiência do inventário, com prazos de entrega pré‑definidos vinculados a níveis de desempenho garantidos pela Embraer Serviços & Suporte.

A operação é orientada por dados, com recomendações semanais de pedidos baseadas no perfil de utilização do cliente e nos níveis de estoque, geradas por meio de um software avançado e da expertise da Embraer em planejamento, compartilhada de forma colaborativa. Por fim, todas as companhias aéreas participantes do ECIP se beneficiam da experiência da Embraer na gestão de materiais e de uma rede logística global, com desempenho de classe mundial.

Sobre a Jazz Aviation LP

A Jazz é a maior companhia aérea regional do Canadá e a principal operadora do serviço Air Canada Express, atendendo aproximadamente 70 destinos em toda a América do Norte. Em 2025, a companhia recebeu importantes reconhecimentos, incluindo o título de Empresa Mais Segura do Canadá na categoria Transporte Público, a certificação como Empregadora 5 Estrelas em Diversidade, Equidade e Inclusão, além de figurar entre as Melhores Empresas de Diversidade do Canadá e entre os Melhores Empregadores do Canadá Atlântico e da Nova Escócia.

A Jazz também já foi homenageada anteriormente pelo Governo do Canadá com um prêmio de Reconciliação Indígena, em reconhecimento ao seu compromisso com a reconciliação com os povos indígenas. Essas conquistas, aliadas ao histórico comprovado da Jazz em liderança no setor e excelência no atendimento ao cliente, reforçam a geração de valor para seus stakeholders.

A Jazz é uma subsidiária integral da Chorus Aviation Inc. (TSX: CHR). Para mais informações, visite: Flyjazz.com

sábado, 18 de abril de 2026

Para a revisão de 30.000 ciclos de voo ou 12 anos de trem de pouso da frota de Embraer 175, Envoy Air contrata a Liebherr



Embraer 175 da Envoy Air – Imagem: Divulgação

A Liebherr Aerospace Saline, bassada em Michigan (EUA), e a Envoy Air, sediada em Irving, Texas (EUA), chegaram a um acordo definitivo para revisão de trem de pouso e manutenção de sistemas na frota Embraer 175 da Envoy Air.

As revisões do programa sofrerão “restauração” completa de acordo com os requisitos da Embraer para intervalos contínuos de 30.000 ciclos de voo ou 12 anos calendários.

Desde a entrada em serviço em 2004, as aeronaves da família Embraer 170/175 se provaram altamente bem-sucedidas, com 1.000 pedidos e backlog de produção atual de 208 aeronaves.

Will Dew, Diretor Comercial da Liebherr Aerospace Saline, comentou: “Estamos muito satisfeitos em receber a Envoy Air em nosso portfólio completo de suporte de revisão de trem de pouso da rede Liebherr. Esperamos apoiar as operações da Envoy Air e contribuir para o sucesso contínuo de sua frota de E175.

Em preparação para a extensa campanha de revisão de E175 na região das Américas, a Liebherr-Aerospace investiu recursos significativos nos últimos três anos para transformar estruturalmente suas atividades de manutenção, reparo e revisão (MRO) de trem de pouso.

O sistema completo de trem de pouso para a geração E1 de E-Jets da Embraer foi desenvolvido e é fabricado pela Liebherr-Aerospace Lindenberg GmbH (Alemanha), centro de competência da Liebherr para sistemas de controle de voo e trem de pouso.

Informações da Liebherr

quarta-feira, 8 de abril de 2026

ENAER revela o T-40 Newen e Chile avança na modernização da formação de pilotos militares

 


A Empresa Nacional de Aeronáutica de Chile apresentou oficialmente no dia 7 de abril de 2026 o novo treinador básico T-40 Newen, marcando um passo decisivo na renovação da aviação militar chilena e no fortalecimento da indústria aeronáutica do país. O projeto, desenvolvido integralmente no Chile, representa uma evolução significativa na capacidade nacional de projetar e fabricar aeronaves, com foco tanto no mercado interno quanto em possíveis exportações.

De acordo com a Fuerza Aérea de Chile, a necessidade inicial é de até 33 aeronaves, número que poderá ser confirmado após a aprovação dos investimentos governamentais. O T-40 chega para substituir gradualmente o tradicional T-35 Pillán, que por décadas foi a base da formação de pilotos militares no país e também obteve sucesso internacional, com mais de 140 unidades produzidas.

O novo treinador é resultado direto da evolução do programa Pillán II, cujo protótipo foi apresentado em 2024 sob a designação X-201. Em 2025, a aeronave recebeu oficialmente o nome Newen, palavra de origem mapuche que remete à ideia de força e energia, simbolizando a nova geração de capacidades que o projeto pretende oferecer. Agora, o modelo surge com matrícula militar e identidade visual da Força Aérea Chilena, consolidando sua transição para a fase operacional.

Muito além de uma simples aeronave de treinamento, o T-40 foi concebido como um sistema completo de instrução. O projeto inclui integração com simuladores de voo, ferramentas de planejamento de missão e sistemas de análise pós-voo, criando um ambiente moderno e alinhado às exigências atuais da aviação militar. Esse conceito permite reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência na formação de pilotos, preparando-os desde cedo para aeronaves mais avançadas, como os caças F-16 em serviço no Chile.

No aspecto técnico, o T-40 incorpora avanços importantes em relação ao seu antecessor. A aeronave conta com cabine digital do tipo glass cockpit, comandos HOTAS, Head-Up Display e aviônicos modernos, aproximando o ambiente de treinamento ao de aeronaves de combate contemporâneas. Sua estrutura utiliza materiais compostos, incluindo fibra de carbono, contribuindo para melhor desempenho, redução de peso e maior eficiência operacional. O modelo também é capaz de realizar manobras acrobáticas com alta carga G, ampliando o nível de exigência no treinamento.

Outro diferencial relevante é sua versatilidade. Além da função principal de instrução básica e avançada, o T-40 pode ser adaptado para missões secundárias, como vigilância e reconhecimento, ampliando seu potencial de uso por forças aéreas que buscam plataformas multifuncionais com custos mais acessíveis.

O desenvolvimento do T-40 ocorre nas instalações da ENAER em El Bosque, em Santiago, local que também abriga a tradicional escola de aviação militar chilena. Essa proximidade reforça a integração entre a formação de pilotos e a indústria nacional, criando um ecossistema que favorece a evolução contínua do programa.

A expectativa agora é que o T-40 Newen se torne um dos grandes destaques da Feria Internacional del Aire y del Espacio 2026, um dos mais importantes eventos aeroespaciais da América Latina. A aeronave deverá atrair a atenção de delegações estrangeiras e potenciais clientes, reforçando a posição do Chile como um player relevante no desenvolvimento de aeronaves de treinamento.

Com o avanço do programa, o T-40 não apenas substitui uma plataforma histórica, mas também inaugura uma nova fase para a aviação chilena, combinando tecnologia, autonomia industrial e ambição internacional em um único projeto.