Pesquisar este blog

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Mirage: a lenda chega aos 65 anos

 

“O inimigo poderá vê-lo, mas jamais alcançá-lo”. Com esse lema, um grupo de projetistas franceses criou nos anos 50 um dos mais icônicos aviões de caça já construídos: o Mirage III. A aeronave da Dassault completou, no dia 17 de novembro, 65 anos do seu primeiro voo, realizado em 1956.

A aviação evoluía rapidamente naqueles anos. A Segunda Guerra Mundial, com seus muitos caças à hélice e raros jatos, havia acabado meros sete anos antes quando, em 1952, o governo francês fazia o requisito de um interceptador supersônico capaz de atuar em todas as condições climáticas. Após os testes iniciais do Mirage I, em 1954, e os planos do Mirage II, de maiores dimensões, a Dassault acabou optando por um projeto que teria como destaque o então novíssimo motor Snecma Atar. Era o Mirage III.

Foto: Bob Adams

A aeronave trazia inovações aerodinâmicas para o voo supersônico, adotando um perfil de fuselagem diferente dos caças da época, e mais parecido com os modelos atuais. Já no décimo voo ele alcançaria Mach 1.6. Em seguida veio a encomenda de dez unidades de pré-série, chamadas de Mirage IIIA. Incluia o motor Atar09B, radar Cyrano Ibis e novos aviônicos. Em 24 de outubro de 1958, um Mirage IIIA atingiu Mach 2,2, tornando-se o primeiro caça da europa ocidental a atingir essa velocidade em voo nivelado.

Dois anos depois voaria o primeiro Mirage III produzido em série, designado Mirage IIIC. Seu principal destaque foi a adoção de dois canhões DEFA de 30mm e mísseis ar-ar, incluindo o Matra R530, semi-ativo, guiado pelo radar. A primeira compra foi da própria Armée de l’air, com 95 unidades. Essa versão ficaria em serviço na França de 1961 até 1988, ao lado de 63 do seu homólogo de treinamento biplace, o Mirage IIIB, sem radar nem canhões. Já em 1964 voaria o Mirage IIIE, e seu biplace IIID, com radar Cyrano e motor Atar 09C. Mais 192 unidades foram encomendadas pela França.

Foto: Força Aérea Brasileira

Incluindo outras versões, ao todo, foram 1.422 Mirage III produzidos, sendo exportado para África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Israel, Líbano, Paquistão, Suíça e Venezuela. A Guerra dos Seis Dias, Guerra do Yom Kippur, Guerra das Malvinas e os conflitos fronteiriços da África do Sul e do Paquistão foram palco de ações reais dos Mirage, que também poderia ter se envolvido em ações em Guiné-Bissau e em Moçambique caso o governo de Portugal tivesse concluído as negociações de compra.

O Dassault Mirage III/5 do Século XXI: O ‘Projeto Rose’ da Força Aérea do Paquistão

 OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Mirage III Rose I paquistanês

Por Luiz Reis

O Dassault Aviation Mirage III e o Dassault Aviation Mirage 5 são aeronaves de caça, interceptação e ataque de alta performance (capazes de atingir velocidades acima de Mach 2 – duas vezes a velocidade do som) surgidas em meados dos anos 1950 e 1960, respectivamente, que fizeram grande sucesso entre o meio militar e até mesmo entre o público geral (devido principalmente a curiosa asa em delta de ambos). Tais modelos foram responsáveis por diversas vitórias aéreas e missões de ataque ao solo, consequentemente obtendo grande sucesso comercial, com a venda de diversas unidades a vários países do mundo de ambos os modelos.

Hoje a maior parte dos países que operaram tais aeronaves já as desativaram, muitas delas fazendo isso no final do século XX ou na primeira década do século XXI, incluindo, dentre várias outras, a Força Aérea Brasileira (FAB), que operou o Mirage IIIEBR/DBR; a Força Aérea Argentina (FAA), que operou o Mirage IIIEA/DA, Mirage 5 Mara e o IAI Nesher/Dagger/Finger (uma versão israelense do Mirage 5); a Força Aérea do Chile (FACh), que operou o Mirage 50 (uma atualização do Mirage 5), o Mirage 5 Elkan (uma atualização do Mirage 5 anteriormente operada na Força Aérea Belga) e o ENAER Pantera (uma atualização local do Mirage 50).

Entretanto, uma força aérea ainda utiliza ambas as veteranas aeronaves, de forma plenamente operacional (sendo bastante utilizadas no recente conflito de fevereiro de 2019 contra a Índia) e ainda sem perspectiva de substituição a curto e a médio prazo, devido principalmente a um engenhoso e inteligente programa de modernização de seus sistemas eletrônicos e prolongamento da vida útil das células dessas aeronaves. Essa força é a Força Aérea Paquistanesa (PAF – Pakistan Air Force) e o seu programa de modernização e atualização das células de Mirage III e 5 é chamado de “Projeto ROSE”.

O PROJETO ROSE

Projeto ROSE (“Retrofit Of Strike Element”, ou “Modernização do Elemento de Ataque”, em tradução livre) foi anunciado em 1992, mas suas atividades começaram em 1995 quando a PAF decidiu retirar as aeronaves chinesas Nanchang Q-5/A-5 Fantan (uma versão chinesa da aeronave russa MiG-19) do serviço ativo e substituí-las pelas aeronaves modernizadas. Os principais fornecedores do programa foram logo selecionados: a empresa paquistanesa Margella Electronics, a francesa SAGEM e o consórcio italiano SELEX, que forneceram os kits para a atualização de tais aeronaves.

A Força Aérea do Paquistão começou então a adquirir dezenas de células desativadas de caças Mirage III e 5 da Austrália, Líbano, Líbia e Espanha, entre 1996 e 2003, a preço de ocasião, além de enviar as suas próprias aeronaves do inventário da PAF para o projeto. Mais de 90% das aeronaves foram atualizadas no próprio Paquistão; os 10% restantes foram atualizados na França, sob a orientação de técnicos franceses, que supervisionaram o projeto e instruíram os paquistaneses na atualização.

O Paquistão planejou atualizar mais aeronaves e fazer até uma modernização mais abrangente, devido a outras propostas de atualizações terem sido recomendadas (como por exemplo a proposta do Mirage 3NG), mas o programa foi encerrado devido aos crescentes custos das peças sobressalentes e às péssimas condições das células desativadas dos Mirage III e Mirage 5, no momento de sua aquisição, de vários países.

Espera-se atualmente que todos os jatos de combate Mirage atualizados pelo Projeto ROSE permaneçam no serviço de combate com a Força Aérea do Paquistão pela década de 2020 adentro, principalmente em funções de ataque tático. Eles deverão ser substituídos ou pelo caça fabricado localmente CAC/PAC JF-17 Thunder (dos Blocos III e dos futuros Blocos IV ou V) ou por caças Lockheed Martin F-16 novos ou de segunda mão modernizados ou ainda por uma aeronave de quinta geração, mas não há até o momento nenhuma definição oficial sobre isso.

HISTÓRIA E VISÃO GERAL DO PROJETO

Na década de 1990, os Estados Unidos impuseram um embargo econômico e militar ao Paquistão devido ao fato de seu programa nuclear ultrassecreto estar ativo desde a década de 1970, sendo uma das principais ações desse embargo a retenção da entrega de novos caças F-16, inclusive já pagos, ao Paquistão. Ao mesmo tempo, a sua principal rival, a Força Aérea Indiana (IAF – Indian Air Force) começou a adquirir novas aeronaves e a modernizar seus atuais aviões de combate; colocando assim grande pressão sobre a PAF. O embargo causou grande pânico nas forças armadas paquistanesas, uma vez que os paquistaneses tinham muitas aeronaves de origem norte-americana e eles teriam que apresentar soluções inovadoras para manter o mínimo de capacidade de combate operacional dessas aeronaves.

Em 1992, a Força Aérea do Paquistão elaborou a estratégia para aumentar sua capacidade de autossuficiência e imediatamente lançou o “Programa ROSE” e o “Programa Saber-II”, esse último resultou no bem-sucedido desenvolvimento do caça JF-17. Apenas em 1995 tais programas tiveram início, quando a então primeira-ministra Benazir Bhutto liberou fundos para o Ministério da Defesa (MoD) paquistanês para ambos os programas. Apesar das objeções dos Estados Unidos, a PAF conseguiu adquirir um grande número de células dos caças Mirage III e 5 de vários países, incluindo Austrália, Bélgica, Líbano, Líbia e Espanha entre 1996 e 2000.

A francesa SAGEM e a italiana SELEX foram contratadas para fornecer consultoria e apoio sobre eletrônica militar e aviônica em 1996. Instalações especiais de revisão e as divisões projetadas foram estabelecidas no Complexo Aeronáutico do Paquistão (PAC) em Kamra. Nesta primeira fase do programa, designada como ROSE-I, cerca de 33 caças Mirage III, designados “ROSE I” (ou “ROSE Mk.1”), foram melhoradas para executar vários tipos de missão, incluindo superioridade aérea e missões de ataque. O ROSE-I também configurou 34 jatos de combate Mirage 5 para realizar operações noturnas, adaptando o painel ao uso de Óculos de Visão Noturna (NVG).

Em 1998, a SAGEM e a italiana SELEX abandonaram o projeto, sendo substituídas pelas empresas paquistanesas Margalla Electronics, DESTO, GIDS e a NIE. Logo após cerca de 20 caças Mirage foram atualizados, sendo designados “ROSE-II” (ou “ROSE Mk.2”); e posteriormente mais 14 aeronaves foram modificadas, sendo designadas ROSE-III (ou “ROSE Mk.3”). Mirages mais recentes adquiridos da Austrália e da Bélgica estavam em condições extremamente boas, com poucas horas de voo e bem armazenados, para complementar a frota original da PAF de 34 Mirage IIIE e 32 Mirage 5P adquiridos novos diretamente da França entre 1967 e 1982. Em 1998, a Força Aérea do Paquistão comprou toda a frota de Mirage V paralisada do Líbano e atualizou-os na PAC também pelo Projeto ROSE.

Uma equipe do Projeto ROSE, formada por pilotos e técnicos da PAF, foi organizada para gerenciar o programa e realizaram diversas reuniões com frequência no Paquistão e na França, onde alguns problemas técnicos foram discutidos. O PAC e seu pessoal técnico também estiveram envolvidos com fabricação de novas peças e do controle de qualidade. Os pilotos de testes do PAF validaram o desempenho do novo equipamento durante os voos de teste. Em 2003, a PAF comprou um total de cerca de cinquenta Mirage III e Mirage 5 da Líbia, recentemente desativados, junto com 150 motores ainda em embalagens seladas e uma enorme quantidade de peças de reposição. A maioria dessas aeronaves seriam desmontadas para garantir um estoque de peças (que já não são fabricadas há anos) exigidas pela frota de Mirage já em serviço na PAF. Com essa compra, o Paquistão seria o maior operador de caças Mirage III e Mirage 5 no mundo (e hoje o único operador do Mirage III).

AERONAVES PRODUZIDAS PELO PROJETO ROSE

1 – DASSAULT/PAC MIRAGE IIIO ROSE-I (ROSE Mk.1)

Mirage III ROSE I (Ex-IIIO da Austrália) da Força Aérea do Paquistão

Em 1991, a Força Aérea do Paquistão comprou 50 Mirage IIIO/D da Austrália, sendo que 45 dos 50 caças foram considerados adequados para operarem na PAF, 12 deles foram logo reformados e se tornaram operacionais. Depois de inspecionados, os 33 restantes foram selecionados para atualização no Projeto ROSE. Essas aeronaves foram modificadas para o padrão ROSE-I. O cockpit foi modernizado com um novo “Head-Up Display” (HUD), controles “Hands On Throttle And Stick” (HOTAS), novos visores multifunção (MFD) e altímetro de radar e um sistema de navegação e ataque da SAGEM. Novos sistemas de navegação, incluindo um sistema de navegação inercial (INS) e sistema GPS, também foram instalados. Os upgrades de sistemas defensivos consistiam em um novo receptor de aviso de radar (RWR), uma suíte de contramedidas eletrônicas (ECM) e um sistema de contramedidas, com dispensadores de flares e chaffs para confundir mísseis inimigos e radares.

O radar multimodo FIAR (agora SELEX Galileo) Grifo M3 foi instalado posteriormente em uma segunda fase do projeto de atualização. Foi anunciado que os caças da ROSE-I poderiam facilmente se manter em serviço até a década de 2010. No início de 1999, afirmava-se que problemas técnicos haviam surgido durante os testes de voo do radar Grifo M3 no Mirage III, mas estes foram resolvidos mais tarde. A integração de um novo e moderno radar de deu aos caças Mirage III ROSE-I a capacidade de disparar mísseis ar-ar guiados por radar avançados além do alcance visual (BVR) como por exemplo o Rafael Derby israelense, usado na FAB. O míssil ar-ar de curto alcance (WVR) padrão do PAF na época, o AIM-9L Sidewinder, foi integrado ao radar Grifo M3.

Cockpit atualizado do Mirage ROSE

O Grifo M3 (da mesma família do radar Grifo F-BR utilizado nos Northrop F-5E/FM modernizados da FAB) foi desenvolvido especificamente para atender a PAF e está em plena operação no Mirage III desde 2001. Possui consumo de energia de 200 W, opera na banda-X e é compatível com sistemas de guiagem IR, semiativos e mísseis guiados de radar ativo. A antena circular tem um diâmetro de 47 cm. O radar tem mais de 30 diferentes modos de missão e navegação operacionais ar-ar/ar-superfície. Os modos de ar para ar incluem faixa de alvo único/duplo e rastreamento durante a varredura. Os modos de ar para superfície incluem Mapa de Feixe Real, Afiação de Feixe Doppler, Mar Baixo/Alto, Indicador Alvo de Mover Solo, Pista de Alvo Móvel de Solo/Mar. Outros modos opcionais incluem avaliação de invasão, identificação de alvo não cooperativo, SAR (radar de abertura sintética) e atualização de velocidade de precisão. Frequências de repetição de pulso baixas, médias e altas reduzem os efeitos da interferência do solo. Tecnologia de compressão de pulso adaptável digital, receptor de canal duplo, cobertura de varredura de +/- 60 graus em azimute e elevação, resfriamento a ar, pesa menos de 91 kg, MTBF (voo garantido) durante 220 horas. Disposições abrangentes de ECCM (contramedidas eletrônicas) e equipamento de teste incorporado (BITE). Os interrogadores do IFF também podem ser integrados.

A PAF também modificou o sistema de combustível das aeronaves e instalou sondas de reabastecimento em voo (REVO) de origem sul-africana para a aeronave Mirage III ROSE-I afirmando que foi um programa piloto para a introdução de capacidade de reabastecimento aéreo para os Mirage III e 5 da Força Aérea Paquistanesa. Também há evidências de que o Mirage III ROSE-I é capaz de levar o míssel de cruzeiro (ALCM) nuclear de fabricação local Ra’ad, cujos testes da versão Mark I foram realizados entre 2007 e 2016 e a versão Mark II foi apresentada em 2017, mas seu real status é desconhecido.

2 – DASSAULT/PAC MIRAGE 5F ROSE-II (ROSE Mk.2)

Cerca de 40 Mirage 5F/DF (34 monoplace e 6 biplace) da Força Aérea Francesa (AdlA) foram adquiridas e entregues a PAF em fevereiro de 1999, dos quais cerca de 20 foram atualizadas com uma capacidade melhorada de ataque à superfície. Os caças ROSE-II eram similares ao ROSE-I, exceto pelo fato de que eles estavam equipados com um sofisticado sistema de designação de alvos por infravermelho (FLIR) e mira da SAGEM no lugar do radar Grifo M3. O sistema FLIR foi montado em um pod sob o nariz. Esses caças tornaram-se operacionais em 2000.

3 – DASSAULT/PAC MIRAGE 5F ROSE-III (ROSE Mk.3)

Mirage da PAF durante a competição de alerta Falcon Air Meet 2010 na Base Aérea Real Jordaniana de Azraq, Jordânia, 20 de outubro de 2010. Foto: USAF

No final da década de 1990, 33 caças Dassault Mirage 5F foram comprados da França, 14 delas foram atualizados para o padrão ROSE-III com FLIR e outros sistemas/modificações por volta de 2004. Uma continuação do ROSE-II, esta atualização oferece uma melhor e mais avançada capacidade de ataque de precisão noturna ao Mirage, com a adição de um novo pacote de aviônicos de navegação/ataque da SAGEM. A aeronave modernizada entrou em operação em 2007 e tornou-se especializada em missões de ataque à superfície noturnas.

CONCLUSÕES E OBSERVAÇÕES

Um JF-17 e dois Mirage 5 da PAF

O Projeto ROSE foi bem-sucedido e ajudou a Força Aérea do Paquistão a economizar recursos que poderiam ser gastos em uma nova e moderna aeronave de combate, pois fizeram a modernização de um grande número de aeronaves usando uma fração desses recursos. Durante o planejamento desse programa, foram consideradas novas atualizações e a PAF também recebeu uma proposta para a aquisição de um lote do caça multifunção Dassault Mirage 2000 oriundos da Força Aérea do Qatar, posteriormente recusada em favor de se adquirir mais aeronaves Mirage III e/ou 5 usadas.

Em 2003, a PAF comprou mais treze Mirage III da Espanha para serem fonte de peças sobressalentes, pois, ao contrário das aeronaves australianas e libanesas, elas não poderiam mais voltar ao serviço ativo, pois estavam muito desgastadas. Problemas foram encontrados para a atualização do Mirage 5 na variante de ataque naval para a Aviação Naval Paquistanesa (PNAA – Pakistan Naval Air Arm). No entanto, isso acabou sendo resolvido com a aquisição de mais peças de reposição. Por causa do programa, o PAF ganhou uma grande reputação internacional de especialização na manutenção e atualização do Dassault Mirage.

Uma aeronave Mirage III da Força Aérea do Paquistão lança duas bombas de 500 libras em um alvo durante o Falcon Air Meet 2010 na Base Aérea Real Jordaniana de Azraq em Azraq, Jordânia, 1º de novembro de 2010. – Foto: USAF

Apesar dos desafios e problemas, o Projeto ROSE forneceu uma moderna plataforma de combate para a PAF e ajudou a indústria aeronáutica paquistanesa a adquirir experiência e confiança para empreender qualquer projeto similar no futuro, enquanto o Mirage recebeu novas capacidades que melhoraram drasticamente seu desempenho em combate. No terreno internacional, as habilidades engenhosas e criativas do Paquistão fizeram com que o Mirage continuasse a desempenhar um papel importante na defesa do espaço aéreo paquistanês. O projeto deveria continuar por algum tempo depois de 2003, mas a Força Aérea do Paquistão optou por encerrar o programa neste mesmo ano, devido a uma combinação de altos custos operacionais, falta de recursos e envelhecimento das células dos Mirage III e 5.

Tais habilidades em desenvolver e aplicar o Projeto ROSE também ajudaram a indústria aeronáutica paquistanesa a desenvolver seu caça JF-17 Thunder, provavelmente o substituto dos Mirage III/5, e se tornar um dos pilares da Força Aérea Paquistanesa dos dias de hoje.

Atualmente, a Força Aérea Paquistanesa opera cerca de 90 Mirage III e 137 Mirage 5, todos modernizados, com várias células estocadas e uma boa quantidade de peças sobressalentes para suprir suas aeronaves operacionais. A Marinha Paquistanesa opera 12 Mirage 5, também modernizados. A disponibilidade dessas aeronaves é relativamente alta, mesmo com a alta idade das células, prova da boa manutenção das mesmas. Não há uma previsão para a retirada de serviço dessas aeronaves, mas o governo paquistanês estima para depois de 2030.

KC-390 Millennium e F-39E Gripen concluem com sucesso voos de certificação de reabastecimento

 KC-390 Millennium e F-39E Gripen concluem com sucesso voos de certificação de reabastecimento

Parceria entre Saab e Embraer fortalece integração tecnológica e operacional entre dois ativos estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB). O reabastecimento em voo permite que ambas as aeronaves expandam suas capacidades no mercado internacional

A Embraer (NYSE: EMBJ/ B3: EMBJ3), uma das líderes globais na indústria aeroespacial, e a Saab, em cooperação com a Força Aérea Brasileira (FAB), concluíram com sucesso a campanha de testes de voo de certificação para o reabastecimento em voo do caça F-39E Gripen pela aeronave multimissão KC-390 Millennium.

Realizada nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto, São Paulo, onde está localizado o Centro de Testes em Voo do Gripen, sob a coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da FAB, a campanha reuniu engenheiros e pilotos de ensaios da Embraer, da Saab e da FAB. Durante os testes, foram avaliadas diversas configurações de voo, velocidades e altitudes, confirmando a precisão durante o reabastecimento em voo. Os sistemas fly-by-wire de última geração de ambas as aeronaves contribuíram para a operação bem-sucedida, com o KC-390 fornecendo uma esteira aerodinâmica favorável e o Gripen E demonstrando excelente resposta em voo.  

A campanha de testes de voo consistiu em dois objetivos. O primeiro envolveu a qualificação do F-39E Gripen como aeronave receptora de reabastecimento em voo – um passo fundamental na validação do seu desempenho, estabilidade e integridade estrutural durante toda a operação. O segundo objetivo se concentrou em verificar a compatibilidade entre as duas aeronaves em todo o envelope de voo do KC-390, incluindo reabastecimentos em alta velocidade em condições diurnas e noturnas. O reabastecimento em voo do F-39E Gripen pelo KC-390 aumenta ainda mais a interoperabilidade entre essas duas aeronaves altamente tecnológicas e de última geração.

“Este importante marco confirma as qualidades incomparáveis do KC-390 como aeronave reabastecedora e fortalece ainda mais nossa parceria com a Saab e com a Força Aérea Brasileira. Além disso, a capacidade multimissão única oferecida pelo KC-390, que permite converter o avião em um reabastecedor em questão de horas, oferece flexibilidade incomparável para as Forças Aéreas em todo o mundo”, disse Walter Pinto Júnior, Vice-Presidente de Operações da Embraer Defesa & Segurança.

“Essa conquista reflete o alto nível de integração entre as equipes envolvidas. A verificação do reabastecimento em voo é um marco técnico muito significativo para o nosso negócio, pois demonstra que o F-39E Gripen atingiu um novo patamar de alcance operacional. O sucesso dessa campanha reforça ainda mais a parceria estratégica entre o Brasil e a Suécia e o papel do Brasil no ecossistema global do programa Gripen”, afirmou Mikael Olsson, Head de Ensaios de Voo da Saab.

“A verificação do reabastecimento em voo entre o KC-390 e o F-39E Gripen representa o sucesso de uma cooperação que vai além das fronteiras. É o resultado de um esforço conjunto que combina tecnologia sueca, engenharia brasileira e a excelência operacional da Força Aérea Brasileira”, concluiu o Coronel Aviador George Luiz Guedes de Oliveira.

A Autoridade de Aviação Militar da Suécia (SE-MAA) poderá agora analisar as evidências de verificação da capacidade de reabastecimento ar-ar do Gripen E como parte do seu processo de certificação. Em seguida, o processo de certificação será conduzido pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) da FAB. Essas instituições são responsáveis pela análise técnica e validação dos resultados, garantindo que ambas as aeronaves atendam aos padrões internacionais mais exigentes.

Batizada de Operação Samaúma pela FAB, a campanha envolveu cerca de 40 profissionais e coloca o Brasil entre os poucos países capazes de desenvolver, testar e validar integralmente sistemas de reabastecimento em voo com tecnologia nacional.

KC-390 -Embraer e Northrop Grumman irão desenvolver capacidades avançadas de mobilidade aérea para os EUA e nações aliadas

 

Investimento conjunto cria as condições para o desenvolvimento do KC-390 Multi-Mission Tanker para as forças aéreas dos EUA e nações aliadas

Melbourne, FL, 20 de fevereiro de 2026 – A Embraer e a Northrop Grumman Corporation estão trabalhando em conjunto para aprimorar a aeronave multimissão KC-390 Millennium, a fim de fornecer capacidades avançadas de reabastecimento em voo para a Força Aérea dos Estados Unidos e nações aliadas. Juntas, as duas empresas buscam atender à necessidade de emprego ágil em combate por meio de investimento conjunto e foco na rápida entrega de capacidades para as forças armadas.

  • As empresas estão unindo esforços para combinar seus conhecimentos e expertise a fim de acelerar as iniciativas necessárias para desenvolver um sistema de reabastecimento aéreo de última geração.
  • Com base na vasta experiência das empresas em projetar, desenvolver e produzir aeronaves, com comprovadas capacidades de integração de sistemas e fabricação, esta colaboração pavimenta o caminho para o desenvolvimento do KC-390 Multi-Mission Tanker para os Estados Unidos e forças aéreas aliadas e define os requisitos para futuras demandas de logística aérea.
  • Os principais recursos incluirão um sistema boom de reabastecimento aéreo autônomo avançado, comunicações aprimoradas, consciência situacional e opções de auto-proteção, bem como sistemas de missão modificados. Essas melhorias expandirão o alcance das aeronaves apoiadas pelas operações de reabastecimento do KC-390 e ampliarão seu escopo de missão em ambientes operacionais.

“A Northrop Grumman, em conjunto com a Embraer, está realizando investimentos estratégicos para suprir uma lacuna existente em relação a soluções avançadas de mobilidade aérea em nível global. Estamos atentos às necessidades de nossos clientes, principalmente dos países aliados que buscam maior autonomia e eficiência operacional, e estamos explorando novas tecnologias que aumentarão a versatilidade da comprovada plataforma KC-390, proporcionando assim a autonomia operacional que nossos clientes precisam”, disse Tom Jones, Vice-Presidente Corporativo e Presidente da Northrop Grumman Sistemas Aeronáuticos.

“Juntos, vamos alavancar os pontos fortes de duas empresas líderes na indústria de defesa, com foco no desenvolvimento de um sistema boom de reabastecimento em voo para o KC-390 Millennium, de forma a fornecer a capacidade adequada ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos e a outras nações aliadas. O KC-390 é uma plataforma operacional comprovada, com boa relação custo-benefício e que pode ser rapidamente incorporada à frota da Força Aérea dos EUA”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente and CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Sobre o KC-390 Millennium:

O KC-390 Millennium destaca-se como a aeronave mais capaz da sua categoria, projetada para executar missões complexas nos ambientes mais exigentes. Concebido e construído no século XXI para resistir às ameaças atuais e futuras, este jato de transporte aéreo e reabastecimento em voo multimissão, de médio porte, oferece desempenho superior, flexibilidade operacional e ótimo custo-benefício. Suas capacidades incluem reabastecimento aéreo, emprego ágil em combate e resposta rápida em uma ampla gama de perfis de missão.

Sobre a Northrop Grumman

A Northrop Grumman é uma empresa líder global em tecnologia aeroespacial e de defesa. Suas soluções pioneiras fornecem aos seus clientes as capacidades necessárias para conectar e proteger o mundo, e para expandir os limites da exploração humana no universo. Impulsionados por um propósito comum de resolver os problemas mais complexos dos nossos clientes, os colaboradores da Northrop Grumman definem o que é possível todos os dias.

Sobre a Embraer Defense & Security Inc.

A Embraer Defense & Security Inc. (EDSI) é uma subsidiária da Embraer Defesa & Segurança, uma empresa líder global em aeroespaço e defesa. Além do A-29 Super Tucano, aeronave de ataque leve e treinamento avançado, e do KC-390 Millennium, aeronave de transporte militar multimissão e de reabastecimento em voo, a empresa oferece uma linha completa de soluções e aplicações integradas, como Centro de Comando e Controle (C4I), ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento), sistemas terrestres e espaciais. Com uma presença crescente no mercado global, os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países.

A EDSI monta o A-29 Super Tucano em Jacksonville, Flórida, para clientes americanos e que adquirem a aeronave por meio do programa Foreign Military Sales (Vendas Militares Estrangeiras), do governo americano, em todo o mundo. A EDSi também fornece peças de reposição, serviços e suporte para a frota global de A-29 FMS.

A Embraer é a principal fabricante de jatos comerciais com até 150 assentos. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fumaça nos Pampas – O A-29 substituindo o AMX seria retrocesso e sinal de que algo está errado na FAB

 

A solução proposta pelo Comando da Aeronáutica transcende o limite entre a realidade e o imaginário delirante.
Nota as imagens que ilustram esta matéria geradas em Inteligência Artificial são meras ilustrações sem qualquer afirmação ou declaração de valor somente usando o “Realismo Fantástico” do Comando da Aeronáutica

Fiel Observador
18 Fevereiro 2026





Circula nos bastidores da Defesa um planejamento que causa perplexidade entre oficiais da ativa e da reserva: a substituição dos caças AMX sediados na Base Aérea de Santa Maria por aeronaves turboélices A-29 Super Tucano, que seriam retiradas da Esquadrilha da Fumaça (Esquadrão de Demonstração Aérea). Se confirmada a criação de um Quarto Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (4º/3º GAv), a medida representaria um rebaixamento inequívoco da capacidade da aviação de caça da FAB em executar missões de ataque ao solo e reconhecimento armado de profundidade no Sul do país.

AMX A-1

AMX — designado A-1 na FAB — é um caça a jato concebido para missões de ataque ao solo, interdição, apoio aéreo aproximado e reconhecimento, com maior velocidade, alcance e capacidade de carga bélica em comparação a qualquer turboélice. Na Base Aérea de Santa Maria (BASM), sua presença sempre teve peso estratégico: localizada no centro do estado do Rio Grande do Sul, trata-se de uma posição geográfica sensível, próxima às fronteiras com Argentina e Uruguai e com acesso rápido ao Atlântico Sul e apoio à hidrelétrica de Itaipú.

Retirar o AMX dessa equação sem uma substituição à altura — como um caça a jato de geração superior — significa reduzir o poder de dissuasão regional. Ainda que a frota esteja envelhecida, o vetor mantém características de combate que não podem ser simplesmente replicadas por uma aeronave turboélice de treinamento armado.

Embraer A-29 Super Tucano

A-29 Super Tucano é um avião consagrado em missões de patrulhamento, vigilância de fronteiras e apoio aéreo leve. É robusto, eficiente e amplamente exportado. Mas é, por definição, um turboélice de ataque leve. Seu emprego ideal está associado a cenários de baixa intensidade — combate a ilícitos, insurgência ou policiamento aéreo — não à substituição de um caça a jato em uma base estratégica.

A eventual retirada de aeronaves da Esquadrilha da Fumaça para compor essa transição adiciona outro problema. A equipe de demonstração aérea da FAB é instrumento de diplomacia, recrutamento, projeção institucional e promoção da indústria aeronáutica. Reduzir sua frota para tapar lacunas operacionais transmite a imagem de improviso, não de planejamento.

É necessário esclarecer que a versão do A-29 do Super Tucano usado na Esquadrilha da Fumaça, não tem equipamentos e aviônicos avançados como as aeronaves da Força Aérea de Paraguai ou os do Uruguai. Inclusive dos demais A-29 empregados pela FAB.

Domingo Aéreo reúne mais de 50 mil pessoas em São José dos Campos (SP)
Tradicional demonstração da Esquadrilha da Fumaça (Esquadrão de Demonstração Aérea) – Foto Lucas Lacaz Ruiz especial para DefesaNet

A questão central não é desmerecer o A-29, mas reconhecer que missões distintas exigem plataformas distintas. A troca de um vetor de ataque a jato por um turboélice pode até gerar economia imediata, mas cobra seu preço em credibilidade estratégica e prontidão para o combate. Em termos simples: custo menor, capacidade menor.

Se a FAB caminha para a desativação do AMX sem substituto equivalente, o debate precisa ser transparente. O país aceita abrir mão de uma capacidade de defesa e ataque dedicada no Sul? Ou estamos diante de mais um remanejamento emergencial travestido de racionalização? Estaríamos fazendo em pleno século XXI uma gambiarra operacional por falta de planejamento estratégico?

Num momento em que se fala tanto em modernização e reequipamento, a possível troca em Santa Maria soa menos como evolução e mais como uma jornada atrás na história.

A FAB sempre foi um símbolo de vanguarda tecnológica e operacional. Ações ou intenções como essa vai de encontro à sua própria tradição, história e acima de tudo a necessidade estratégica da Nação Brasileira.

AMX com pod de reconmhecimento

Nota histórica

Meados dos anos 80, o Comando Militar do Sul (CMS), estava em polvorosa pois o Comandante do US Army , Gen. Carl E. Vuono, em visita ao Brasil fez um único pedido: visitar a Base de Santa Maria (BASM).


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Embraer entrega os dois primeiros A-29 Super Tucanos para a Força Aérea Uruguaia

 CLAUDIO CAPUCHO

  • Aeronaves fazem parte de um programa de renovação de frota e expansão das capacidades operacionais da FAU, como patrulha aérea e vigilância de fronteiras
  • Desenvolvida para missões do século 21, A-29 Super Tucano já foi selecionado por 22 forças aéreas em todo o mundo

Gavião Peixoto, São Paulo – 18 de fevereiro de 2026 – A Embraer (NYSE: EMBJ; B3: EMBJ3), realizou a entrega dos dois primeiros A-29 Super Tucanos para a Força Aérea Uruguaia. As aeronaves fazem parte de um programa de renovação da frota e expansão das capacidades operacionais da FAU, como patrulha aérea e vigilância de fronteiras. O contrato, assinado no final de 2024, também inclui equipamentos de missão, serviços logísticos integrados e um simulador de voo.

“Estamos honrados em entregarmos os primeiros A-29 Super Tucanos para a Força Aérea Uruguaia. Esse marco fortalece uma parceria que se desenvolveu ao longo de mais de 50 anos, desde que o Uruguai se tornou o primeiro cliente internacional a adquirir uma aeronave Embraer”, afirma Bosco da Costa Júnior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Essas aeronaves multimissão representam um feito significativo na história da FAU, expandindo suas capacidades operacionais de maneiras nunca antes possíveis.”

“Hoje é um dia histórico, de grande importância para o Uruguai e para sua Força Aérea. Com a concretização da aquisição das aeronaves Embraer A-29 Super Tucano, a tão esperada modernização é alcançada, e essa incorporação marcará uma mudança operacional e tecnológica para nossa frota de combate”, afirma o Comandante-em-Chefe da Força Aérea Uruguaia, General do Ar Fernando Colina. “Esse marco histórico posiciona o Uruguai na região como uma das 22 forças aéreas do mundo, com tecnologia avançada e custo operacional adequado. Com a chegada dos Super Tucanos, o Uruguai obtém uma grande ferramenta para atingir seus objetivos, um vetor com o qual poderemos recuperar e expandir capacidades para proteger nosso espaço aéreo e demonstrar o compromisso que nosso país tem com a segurança nacional e a soberania.”

“A incorporação dessas aeronaves abre um novo horizonte tecnológico. Além do bom desempenho de voo e dos sistemas modernos a bordo, as aeronaves abrem novas possibilidades, permitindo a aquisição de novas capacidades, o que redefine o Poder Aéreo da Força Aérea Uruguaia”, disse o Coronel S. S. (Av.). Shandelaio González, comandante da II Brigada Aérea.

“Com a incorporação dos A-29 Super Tucano, a Força Aérea Uruguaia fornece à República uma capacidade que contribuirá significativamente para o sistema de defesa aérea no controle do espaço aéreo em todo o território nacional. Alcançar a aquisição de um sistema altamente tecnológico, o qual tanto se esperava para fazer um trabalho melhor, foi um marco”, disse Luis H. De León, ex-Comandante em chefe da Força Aérea Uruguaia.

O Super Tucano é líder global em sua categoria, tendo sido selecionado por 22 forças aéreas no mundo todo e acumulando mais de 600.000 horas de voo. A aeronave tem despertado o interesse de diversas outras nações devido à combinação incomparável de capacidades, tornando-a a opção mais eficiente do mercado.

Para forças aéreas que buscam uma solução comprovada, abrangente, eficiente, confiável e econômica em uma única plataforma, juntamente com grande flexibilidade operacional, o A-29 Super Tucano oferece uma ampla gama de missões, como Treinamento Avançado de Pilotos, CAS, Patrulha Aérea, Interdição Aérea, Treinamento JTAC, IVR Armado, Vigilância de Fronteiras, Reconhecimento, Escolta Aérea, e mais recentemente, combate a drones.

O A-29 Super Tucano é a aeronave multimissão mais eficaz em sua categoria, equipada com tecnologia de ponta para identificação precisa de alvos, sistemas de armas e um conjunto abrangente de comunicações. Sua capacidade é aprimorada por sistemas aviônicos com interface homem-máquina (HMI) avançada, integrados a uma estrutura robusta. O A-29 é capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura. Além disso, tem requisitos de manutenção reduzidos, oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos operacionais.