Diante da necessidade de renovar sua frota de transporte tático, a Força Aérea da Grécia caminha para definir em breve o substituto de seus antigos Lockheed C-130H Hércules, em uma disputa que coloca frente a frente o Embraer KC-390 Millennium e o comprovado Lockheed Martin C-130J Super Hércules, evolução natural dos C-130H.
Reabastecimento entre aeronaves KC-390 Millennium
Longe de se tratar de uma simples substituição de aviões do mesmo segmento, a decisão busca configurar um novo esquema operacional que combine uma aeronave de transporte tático de grande capacidade, somada à possibilidade de realizar operações de reabastecimento em voo e evacuação médica (MEDEVAC), em linha com os desafios atuais e futuros das Forças Armadas helênicas no marco de operações da OTAN.
Nesse contexto, diversas fontes indicam que o programa se encontra em sua etapa final, com a possibilidade de que, nas próximas semanas, seja adotada uma decisão formal para avançar na aquisição de novas aeronaves de transporte. Embora algumas versões apontem que a proposta da Embraer mantém a dianteira, o processo continua sendo apresentado em termos de concorrência aberta frente à alternativa norte-americana, em particular o C-130J, cuja incorporação também foi considerada mediante pedidos de informação e potenciais acordos com os Estados Unidos.
O fator determinante por trás dessa definição reside no desgaste progressivo da atual frota de C-130H. Essas aeronaves, que durante décadas constituíram o eixo das operações logísticas, enfrentam hoje severas limitações operacionais derivadas de sua antiguidade, do aumento dos custos de manutenção e da dificuldade de sustentar níveis adequados de disponibilidade. Essa situação ficou evidenciada em missões recentes, nas quais problemas técnicos afetaram a capacidade de resposta diante de emergências.
Reabastecimento entre aeronaves KC-390 Millennium
Diante desse cenário, o Estado-Maior da Força Aérea Helênica não busca apenas substituir os Hércules mais veteranos, mas incorporar uma plataforma capaz de responder a um espectro mais amplo de missões. A exigência aponta para contar com um sistema mais veloz, flexível e com menor custo operacional, que permita executar desde transporte tático e estratégico até operações de busca e salvamento, evacuações médicas e apoio a desdobramentos internacionais.
Nesse marco, o KC-390 Millennium vem sendo apresentado como uma solução integral. Com uma capacidade de carga em torno de 26 toneladas, elevada velocidade de cruzeiro e uma arquitetura digital moderna, a aeronave desenvolvida pela Embraer oferece um perfil multimissão que inclui transporte de pessoal e carga, lançamento de paraquedistas, missões SAR, operações humanitárias e, de forma destacada, reabastecimento em voo.
Um dos elementos distintivos da proposta analisada para o KC-390 é sua configuração com sistemas avançados de autoproteção. A integração de sensores de alerta radar e de mísseis, contramedidas eletrônicas e dispensadores de chaff e flares permitiria à aeronave operar em ambientes de maior risco, elevando seu valor como plataforma de primeira linha e não apenas como transporte logístico. Essa característica se alinha com a intenção da Grécia de dispor de meios aptos para cenários de alta intensidade.
C-130J Super Hércules
Por sua vez, a capacidade de reabastecimento em voo aparece como um multiplicador de forças-chave. Os planos contemplam a incorporação de sistemas do tipo hose and drogue para assistir aeronaves de combate, ampliando seu raio de ação e tempo de permanência na área de operações. Inclusive, em um prazo mais longo, não se descarta a evolução para configurações mais avançadas que permitam ampliar essa capacidade a outros sistemas, como o reabastecimento aéreo por meio de lança rígida.
Em paralelo, a proposta do C-130J Super Hércules mantém seu peso específico dentro da análise. Trata-se de uma plataforma amplamente comprovada, com forte presença em países da OTAN e plena compatibilidade com os padrões aliados. A Grécia avaliou tanto a aquisição de unidades novas quanto a possibilidade de incorporar exemplares de segunda mão, incluindo versões com capacidade de reabastecimento, o que evidencia que a opção norte-americana continua sendo considerada uma alternativa sólida.
Com um horizonte de definição próximo, a Grécia enfrenta uma decisão estratégica que vai além da mera substituição de aeronaves. A escolha entre o KC-390 e o C-130J não apenas determinará o futuro de sua aviação de transporte, mas também delineará o alcance de suas capacidades operacionais nas próximas décadas, em um ambiente no qual a flexibilidade, a interoperabilidade e a eficiência se mostram cada vez mais determinantes.
Neste artigo vamos comparar o Embraer KC 390 e o Lockheed Martin C130j, sendo que ambas as aeronaves são usadas principalmente para fins de transporte militar. O 130J foi lançado no ano de 1999 e o Embraer KC 390 em 2019, este como a maior aeronave militar já construída pela Embraer.
Lockheed Martin C-130J Super Hercules O Lockheed Martin C-130 Hercules foi lançado em 1999 e tem quatro motores turboélice. É usado principalmente como aeronave de transporte militar. Originário dos Estados Unidos, recebeu uma atualização completa para a versão C-130J Super Hercules, que contém novos motores, um convés voador e outros equipamentos. O C-130J é o único modelo do C-130 Hercules que é produzido atualmente. Até março de 2022, 500 aeronaves C-130J foram entregues a 26 operadoras em 22 países diferentes.
Lockheed Martin C-130J Super Hercules
A Royal Air Force [RAF] do Reino Unido queria lançar o modelo J. Antes que a entrega pudesse ocorrer, os contratos da Lockheed Martin com alguns clientes futuros, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e a Força Aérea Real Australiana, foram buscados. Isso foi feito para acelerar a venda das versões militar e comercial da aeronave. A Lockheed Martin gastou mais de US$ 900 milhões em custos de desenvolvimento para o C-130J.
Dois pilotos e um mestre de carga compõem a tripulação de transporte aéreo e cargueiros do C-130J, enquanto variantes mais especializadas da USAF - incluindo aquelas com navegadores, Oficiais de Sistemas de Combate e outras tripulações de oficiais alistados - podem ter tripulações maiores. O compartimento de carga do C-130J é carregado na parte de trás da fuselagem e mede cerca de 41 pés (12,5 m) de comprimento, 9 pés (2,74 m) de altura e 10 pés (3,05 m) de largura.
Lockheed Martin C-130J Super Hercules
A USAF e o USMC fizeram uso extensivo do Super Hercules no Iraque e no Afeganistão. Além disso, o Canadá enviou aviões CC-130J para o Afeganistão. Mais de 1 milhão de horas de voo foram registradas por aeronaves C-130J Super Hercules de 13 países diferentes. Uma unidade independente que pode ser carregada, a Modular Airborne Firefighting System (MAFFS), é usada para combate a incêndios, que permite que a aeronave seja usada como um avião-tanque contra incêndios florestais.
A Força Aérea dos Estados Unidos é atualmente a maior operadora do C-130J, tendo colocado quantidades crescentes de pedidos para a aeronave. No total, 500 unidades foram produzidas até março de 2022. Opera em vários países, como Argélia, Austrália, Bangladesh, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Omã, Catar e Arábia Saudita etc., podendo transportar 92 passageiros, tendo um peso máximo de decolagem de 155.000 lb (70.307 kg).
KC390 Millennium O EMBRAER KC-390 Millennium voou pela primeira vez em 2015. As primeiras entregas para a Força Aérea Brasileira deveriam começar em 2016, apesar de esses planos terem sido adiados para 2018.
O estabilizador horizontal é instalado no topo do estabilizador vertical em um layout em forma de T “all-flying tail” em aeronaves militares de carga. O porão de carga pode acomodar até três viaturas, cada uma pesando até 23 toneladas métricas.
O Embraer C-390 Millennium é um avião militar de transporte militar bimotor de médio porte. É fabricado pela empresa aeroespacial brasileira Embraer e tem capacidade de carga de 26 toneladas. A aeronave pode ser projetada para realizar uma variedade de operações tradicionais, incluindo transporte de tropas, VIP e carga, bem como operações logísticas mais especializadas, como reabastecimento aéreo como um avião-tanque. É a aeronave militar mais pesada da empresa até hoje. A primeira unidade foi entregue à Força Aérea Brasileira em 4 de setembro de 2019. Durante o Dubai Airshow, a Embraer anunciou o novo nome da aeronave para o mercado global, C-390 Millennium .
Embraer KC 390 Millenium
A Embraer pretendia usar o circuito fechado fly-by-wire, visão sintética e rampa traseira da aeronave Embraer 190 (E190), juntamente com sua asa e motor GE CF34 para alimentar uma cabine de carga. Com uma rampa traseira para embarque e desembarque de diversas cargas, a aeronave de transporte combina muitas das inovações tecnológicas apresentadas na série da família Embraer E-Jet. Com base no desenvolvimento inicial da aeronave, o governo brasileiro esperava nvestir cerca de US$ 33 milhões. O desenvolvimento e a construção dos dois protótipos custaram à Embraer US$ 1,5 bilhão.
O C-390 tem cerca de 18,5 m (61 pés) de comprimento, 3,45 m (11,3 pés) de largura e 2,95 m (9 pés 8 pol.) de altura com uma rampa traseira. A frota de C-390 será operada a partir da Base Aérea de Anápolis pelo 1º Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) Zeus. Atua em poucos países como Brasil, Hungria, Holanda e Portugal. Tem capacidade de carga em torno de 80 soldados e o peso máximo de decolagem é de 86.999 kg (191.800 lb).
Em 2014, sete países diferentes mostraram interesse inicial em um total de 68 KC-390. Até o momento, a aeronave foi adquirida por quatro países: Brasil, Hungria, Holanda e Portugal.
A Embraer ofereceu aeronaves KC 390 para a Índia, que atualmente é servida pelos russos AN 32, IL76, Boeing C17 e C130J Hercules.
C130J - É uma aeronave quadrimotor turboélice de transporte militar. - O primeiro voo foi introduzido em 1996. - É fabricado pela Lockheed Martin. - Origem nacional dos Estados Unidos. - Em maio de 1998, a Lockheed gastou mais de US$ 900 milhões em custos de desenvolvimento para o C-130J. - O compartimento de carga do C-130J tem aproximadamente 41 pés (12,5 m) de comprimento, 9 pés (2,74 m) de altura e 10 pés (3,05 m) de largura, e o carregamento é feito pela parte traseira da fuselagem. - Opera em muitos países como Argélia, Austrália, Bangladesh, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Catar, Arábia Saudita. - Custo aproximado: US$ 75 milhões.
KC390 - É uma aeronave de transporte militar bimotor a jato. - O primeiro voo foi introduzido em 2019. - É fabricado pela Embraer Defesa Segurança. - Origem nacional do Brasil. - Em 14 de abril de 2009, a Embraer assinou um contrato de US$ 1,5 bilhão para desenvolver e construir dois protótipos - A Embraer construiu o C-390 em torno de 18,5 m (61 pés) de comprimento, 3,45 m (11,3 pés) de largura e 2,95 m (9 pés 8 pol) de altura com uma rampa traseira. - Atua em alguns países como Brasil, Hungria, Holanda e Portugal. - Custo aproximado: US$ 50 milhões.
Embraer KC 390 Millenium
[Nítidas vantagens para o KC-390] O Embraer KC-390 foi criado para competir com o Lockheed Martin C-130J Super Hercules no mercado de transporte aéreo tático militar e oferece forte concorrência para seu equivalente americano. Quando comparado ao C-130J, prevê-se que o KC-390 seja 15% mais rápido, carregue uma carga 18% maior e custe 41% menos para comprar. Apesar de ter um alcance 15% menor do que o C-130J, o KC-390 inclui o reabastecimento aéreo como um recurso padrão (apenas algumas subvariantes especializadas do C-130 têm capacidade de reabastecimento aéreo).
Desenvolvido pela DRDO em parceria com a IAF e a indústria local, o sistema aerotransportado amplia a vigilância aérea, o comando e controle e a capacidade de gerenciamento de batalha da Índia
A Força Aérea Indiana recebeu o certificado de Final Operational Clearance — FOC — do sistema indígena Netra Airborne Early Warning and Control — AEW&C — desenvolvido pela Defence Research and Development Organisation — DRDO. A entrega marca a plena certificação operacional de uma das mais importantes capacidades nacionais de vigilância aérea e gerenciamento de batalha da Índia.
A cerimônia foi realizada em Bengaluru, no estado de Karnataka, em 25 de junho de 2026, sob a presidência do vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea Indiana, Air Marshal Awadhesh Kumar Bharti. O evento contou com a presença de oficiais da IAF, representantes da DRDO, do Centre for Airborne Systems — CABS —, autoridades de certificação, cientistas e parceiros industriais envolvidos no programa.
O Netra foi desenvolvido por meio de uma colaboração estreita entre a IAF, a DRDO e empresas indianas, com o objetivo de ampliar a capacidade de vigilância aerotransportada, consciência situacional, alerta antecipado e comando e controle da Força Aérea Indiana. A certificação final ocorre quase uma década após a concessão da Initial Operational Clearance — IOC — em 2017.
“Olho no céu” da Índia
Instalado em aeronaves Embraer EMB-145 modificadas, o Netra é frequentemente descrito na Índia como um “olho no céu”. O sistema utiliza radar AESA montado em carenagem dorsal sobre a fuselagem, além de sensores eletrônicos, sistemas de comunicação, datalinks e recursos de autoproteção.
A função principal do Netra é detectar, acompanhar e classificar ameaças aéreas e de superfície, fornecendo à IAF uma visão ampliada do espaço de batalha. A aeronave permite coordenar caças, acompanhar movimentos inimigos, apoiar missões de defesa aérea e atuar como nó de comando e controle em operações aéreas complexas.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa indiana, o radar do Netra oferece cobertura aproximada de 240 graus e pode detectar alvos aéreos a distâncias de até 375 km, dependendo das condições, do perfil do alvo e do cenário operacional.
Programa iniciado há mais de duas décadas
O desenvolvimento do Netra remonta ao início dos anos 2000, quando a Índia buscava reduzir sua dependência de sistemas estrangeiros de vigilância aerotransportada. A plataforma brasileira Embraer EMB-145 foi escolhida como base aérea para receber sensores e sistemas de missão desenvolvidos na Índia.
O programa tornou-se um dos projetos aeroespaciais indígenas mais complexos conduzidos pela DRDO. Envolveu integração de radar, sistemas de missão, comunicação, identificação amigo-inimigo, processamento de dados, enlaces além da linha de visada e certificação de uma aeronave modificada para missões militares especializadas.
A obtenção da FOC significa que o sistema completou o ciclo de ensaios, validações e avaliações de usuário exigido para sua configuração operacional plena. Na prática, a certificação confirma que o Netra está apto a ser explorado integralmente pela IAF em missões de vigilância, controle aéreo e gerenciamento de batalha.
Uso operacional em Balakot e Sindoor
Durante a cerimônia, o vice-chefe da Força Aérea Indiana destacou a utilização operacional e a confiabilidade do Netra em missões reais, incluindo os ataques de Balakot e a Operação Sindoor. A referência reforça que a IAF já empregava a plataforma antes mesmo da certificação final, em demonstração de confiança no sistema desenvolvido internamente.
A experiência operacional acumulada ajudou a refinar o sistema e incorporar melhorias ao longo do processo de validação. Segundo autoridades indianas, a possibilidade de modificar e adaptar rapidamente tecnologias nacionais às necessidades da força é uma das principais vantagens de sistemas indígenas como o Netra.
Importância estratégica para a Índia
A certificação final do Netra ocorre em um contexto de crescente competição militar no entorno da Índia, especialmente diante das tensões com a China e o Paquistão. A vigilância aérea antecipada é considerada essencial para detectar incursões, acompanhar aeronaves hostis, coordenar interceptações e ampliar a consciência situacional em múltiplas frentes.
A IAF já opera sistemas AWACS maiores de origem estrangeira, mas sua frota de aeronaves de alerta antecipado continua limitada diante das dimensões do território indiano e da necessidade de cobertura simultânea em diferentes setores. Nesse cenário, o Netra complementa as plataformas maiores, oferecendo uma solução mais leve, flexível e desenvolvida localmente.
A certificação também reforça a política indiana de Atmanirbhar Bharat, ou autossuficiência em defesa, ao demonstrar a capacidade do país de desenvolver sistemas complexos de vigilância aerotransportada, integrando sensores, aeronaves, software, comunicações e doutrina operacional.
Base para futuras versões
O sucesso do Netra deve servir de base para futuras expansões da capacidade AEW&C da Índia. O país planeja ampliar sua frota de aeronaves de alerta antecipado com versões mais avançadas, incluindo sistemas embarcados em plataformas maiores, com maior cobertura radar, maior autonomia e sensores modernizados.
A evolução do programa indica que a Índia pretende construir uma arquitetura própria de vigilância aérea em camadas, combinando aeronaves Netra, AWACS de maior porte, radares terrestres, satélites, caças e redes de comando e controle.
Com a FOC, o Netra deixa de ser apenas um marco tecnológico e passa a representar uma capacidade operacional madura. Para a IAF, o sistema amplia a capacidade de enxergar, coordenar e reagir no espaço aéreo. Para a indústria de defesa indiana, representa um passo significativo no domínio de tecnologias críticas de comando e controle aerotransportado.
Certificação do reabastecimento em voo entre o F-39 Gripen e o KC-390 Millennium amplia a capacidade operacional da FAB e reforça a autonomia tecnológica nacional
A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu com sucesso a Operação Samaúma, campanha de ensaios em voo coordenada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) — órgão responsável pelo desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do Comando da Aeronáutica — junto às empresas Embraer e SAAB.
Realizada nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), nos meses de outubro e novembro, a Operação teve como objetivo certificar o reabastecimento em voo (REVO) entre as aeronaves F-39 Gripen e KC-390 Millennium.
A Operação Samaúma representa um marco para o poder aéreo e para a Base Industrial de Defesa (BID), ao consolidar a autonomia tecnológica do Brasil em uma das capacidades mais estratégicas da aviação de combate moderna.
Ampliação da capacidade operacional da FAB
O reabastecimento em voo é uma capacidade fundamental para o cumprimento da missão da FAB. Isso permite que as aeronaves de caça permaneçam em operação por longos períodos, ampliando significativamente o alcance e o tempo de permanência sobre áreas de interesse (time on station).
Com o suporte da aeronave KC-390 Millennium, o Gripen pode, com apenas um reabastecimento, alcançar em poucas horas qualquer ponto do território brasileiro, incluindo regiões fronteiriças distantes, a cerca de 3.000 quilômetros de Anápolis (GO), onde se localiza a Base Aérea de Anápolis (BAAN), sede dos Gripens. Essa capacidade de responder prontamente a qualquer ameaça que cruze as fronteiras do Brasil assegura o cumprimento da missão da FAB de manter a soberania do espaço aéreo nacional.
Em outro cenário, em uma Patrulha Aérea de Combate, com o REVO, as aeronaves Gripen podem orbitar uma área por tempo prolongado, realizando sucessivos reabastecimentos no KC-390, posicionado à retaguarda. Essa tática é fundamental em diversas situações, inclusive em Missões Aéreas Compostas (COMAO, Composite Air Operations), nas quais o Gripen atua protegendo aeronaves amigas que realizam missões simultâneas em áreas próximas, como reconhecimentos, ataques ao solo, lançamento de paraquedistas e infiltrações de tropa, por exemplo.
Durante a Operação Samaúma, foram ensaiadas diferentes configurações de reabastecimento, incluindo o Gripen equipado com mísseis, bombas e tanques externos. Cada perfil foi avaliado em diversas altitudes e velocidades, a fim de verificar o comportamento da aeronave e a estabilidade dos sistemas. Os resultados confirmaram a segurança e a eficiência das operações, validando os procedimentos para emprego em missões reais.
A importância da campanha e certificação
A certificação de produtos aeronáuticos é essencial para garantir a segurança, a confiabilidade e a conformidade com normas internacionais de aviação, comprovando que os sistemas, componentes e procedimentos atendem a requisitos rigorosos de projeto, fabricação, manutenção e operação, minimizando riscos de falhas. No caso específico do reabastecimento em voo, envolvendo um par de aeronaves — o reabastecedor (tanker) e o recebedor (receiver) —, a certificação é ainda mais crítica devido à complexidade da operação em proximidade extrema, velocidades compatíveis e transferência de combustível sob pressão, exigindo integração perfeita entre sistemas, controles de voo automatizados, sensores de posição, válvulas de segurança e procedimentos de emergência. Qualquer incompatibilidade ou falha pode resultar em colisão, vazamento de combustível ou perda de controle, justificando testes extensivos de compatibilidade, estresse estrutural e desempenho em envelope de voo para obter a certificação que autorize a operação conjunta.
Pela primeira vez, o F-39E Gripen foi testado nesse tipo de atividade. Por isso, além da certificação do par, um dos objetivos da Operação Samaúma foi a qualificação dessa aeronave como recebedora de combustível em voo. A qualificação da aeronave de caça como recebedora de combustível precede a certificação do par (tanker-receiver), pois valida, de forma isolada, a capacidade do receptor de manter estabilidade, controle e integridade estrutural durante a aproximação, o contato e a transferência de combustível sob diferentes cargas aerodinâmicas e vibrações. A qualificação como recebedora é um passo fundamental para a futura certificação do Gripen com outras aeronaves reabastecedoras, considerando que cada reabastecedor diferente demanda uma certificação específica do par. No caso do Gripen, os dados gerados na Operação Samaúma serão analisados pelo Swedish Military Aviation Authority (SE-MAA), autoridade responsável pela qualificação dessa funcionalidade, na Suécia.
O KC-390 já possui a qualificação como reabastecedor e como recebedor de combustível, além da certificação de par com as aeronaves F-5, A-1 e os próprios KC-390, operados pela FAB. Essa capacidade de reabastecer os principais vetores da Força Aérea Brasileira é preconizada no contrato de desenvolvimento da aeronave e aumenta sua atratividade no mercado internacional.
De acordo com o DCTA, a campanha simboliza um momento histórico para a Força Aérea e para o setor aeroespacial nacional. “A Operação Samaúma representa um marco para o desenvolvimento da tecnologia aeroespacial brasileira. Ela simboliza a convergência de dois projetos de grande relevância: o Gripen, desenvolvido em parceria com a indústria nacional, e o KC-390, concebido e validado integralmente pela Embraer. A sinergia entre essas duas plataformas, somada à atuação conjunta da SAAB, da Embraer e da Força Aérea Brasileira, demonstra um avanço significativo no fortalecimento da nossa capacidade industrial e operacional. Esta campanha coroa um ciclo de desenvolvimento tecnológico, evidenciando o resultado de esforços integrados em prol da soberania e da inovação do país”, destacou o Coordenador-Geral da Operação, por parte da FAB, Coronel Aviador George Luiz Guedes de Oliveira.
Ensaios em Voo
Em campanhas de certificação como a Operação Samaúma, faz-se necessária a atuação de Pilotos e Engenheiros de ensaios em voo. A atividade de ensaios em voo consiste na execução controlada e monitorada de testes reais em ambiente operacional, com aeronaves em voo, para validar o desempenho, a segurança e a compatibilidade dos sistemas. No Brasil, esses Pilotos e Engenheiros especializados são formados no Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), organização militar da FAB subordinada ao DCTA. Poucos países do mundo têm a capacidade de formar esse tipo de profissional, sendo que o Brasil é referência no assunto, com capacidade de formar tanto militares quanto civis.
Uma vez que o Gripen esteja qualificado como recebedor pela autoridade sueca, os dados coletados durante os ensaios em voo são analisados pelas empresas fabricantes e entregues ao Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), que também é uma organização militar da FAB subordinada ao DCTA. O IFI, enquanto autoridade de certificação militar nacional, certifica o par KC-390 e Gripen na atividade de reabastecimento em voo; essa certificação é reconhecida por toda comunidade internacional.
O nome da Operação faz referência à Samaúma, árvore símbolo da Amazônia, reconhecida por sua imponência e raízes profundas como uma metáfora da solidez e da integração entre as equipes envolvidas, refletindo a robustez dos projetos estratégicos conduzidos pela FAB.
Planejamento e sinergia
A Operação Samaúma envolveu cerca de 40 militares e foi resultado de um trabalho conjunto entre o DCTA, IPEV, IFI, Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA SP) e a Base Aérea de Anápolis (BAAN), além das equipes da Embraer e da SAAB.
A campanha foi marcada por planejamento rigoroso, integração entre equipes multinacionais e execução precisa das missões em diferentes condições de voo. O resultado confirmou o sucesso de mais uma etapa dos projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira, evidenciando a eficiência das aeronaves e a evolução dos programas em desenvolvimento.
Nas atividades técnicas, atuaram pilotos e engenheiros de ensaios em voo da FAB, SAAB e Embraer, com aeronaves F-39 já recebidas pela FAB e protótipos do Gripen e do KC-390, pertencentes às empresas. A coordenação harmônica entre as partes nessa complexa tarefa culminou no atingimento dos objetivos comuns de forma eficiente.
“Conduzir os ensaios em voo de uma certificação como essa é uma experiência de grande relevância para qualquer piloto da Força Aérea Brasileira. Uma campanha de ensaios em voo representa um ambiente complexo e desafiador. Para um profissional da área técnica, como eu, participar de uma operação dessa natureza é repleto de aprendizados, especialmente pela interação com duas fabricantes de grande porte e renome internacional, como a SAAB e a Embraer”, destacou o Piloto de ensaio da Força Aérea Brasileira, Tenente-Coronel Aviador David Escosteguy.
“Como piloto de teste, tive a oportunidade de embarcar em um protótipo e realizar os primeiros voos de um tipo específico de missão dessa aeronave, ainda em processo de certificação. Do ponto de vista profissional, essa experiência é extremamente gratificante. A complexidade envolvida em uma campanha de ensaios em voo intensifica os desafios, mas também torna a superação deles ainda mais recompensadora. Para um piloto de teste, considero essa experiência o ápice da carreira — uma verdadeira realização profissional, que permite explorar os limites de uma aeronave que, em breve, será entregue ao seu operador em Anápolis”, destacou ainda o piloto.
O Gerente da campanha de ensaios em voo da SAAB, Johan Kaliff, também destacou a importância da cooperação entre as equipes envolvidas. “A operação teve início há algum tempo e, ao longo de aproximadamente um ano e meio, mantivemos uma intensa interação com a Força Aérea Brasileira e com a Embraer. No começo, precisávamos conhecer melhor uns aos outros e compreender como cada equipe conduzia suas tarefas. Mas, assim que as atividades começaram a fluir, o trabalho conjunto evoluiu de forma muito positiva”, disse.
“Realizamos diversas reuniões de coordenação e encontros técnicos entre as organizações de ensaios em voo, o que permitiu uma integração sólida entre todos os participantes. Também tivemos uma interação constante com os representantes da Força Aérea Brasileira em Linköping [na Suécia], o que contribuiu para fortalecer a parceria e o alinhamento entre as equipes. De maneira geral, considero que a cooperação foi muito produtiva e bem-sucedida, refletindo o espírito de colaboração e confiança que marcou toda a campanha”, concluiu Johan.
Avanço tecnológico e fortalecimento da indústria nacional
A certificação do reabastecimento em voo entre o Gripen e o KC-390 reforça o papel da indústria aeronáutica brasileira como referência em inovação e integração tecnológica.
O KC-390 Millennium, desenvolvido pela Embraer, já é um sucesso de exportação e se torna ainda mais competitivo no mercado internacional. Essa ampliação de capacidade operacional consolida o avião como uma das plataformas multimissão mais versáteis e modernas do mundo.
O engenheiro de ensaios em voo da Embraer, Rafael Testi, falou sobre o impacto da certificação para a Embraer e para a indústria nacional. “A certificação do reabastecimento em voo entre o KC-390 e o Gripen traz impactos significativos para a Embraer e para a indústria aeronáutica nacional. Essa conquista eleva a operacionalidade da Força Aérea Brasileira, fortalecendo a capacidade de defesa do espaço aéreo nacional. Especificamente, a certificação demonstra a interoperabilidade entre as aeronaves, um fator crucial para operações conjuntas e para a integração com outras plataformas de nova geração. Além disso, o KC-390, um produto genuinamente brasileiro, consolida-se como um avião de reabastecimento em voo de alta tecnologia, posicionado na vanguarda do mercado global. Essa capacidade tecnológica avançada, tanto na função de tanque quanto de receptor, coloca o Brasil em um patamar de destaque na indústria aeronáutica mundial”, concluiu.
O Gripen, que também está sendo fabricado no Brasil com a participação direta da Embraer e sob transferência de tecnologia da SAAB, se beneficiou com a campanha. A qualificação da aeronave como recebedora de combustível em voo fortalece sua atratividade internacional e reafirma a capacidade do país de conduzir programas aeronáuticos de alta complexidade, com independência técnica e excelência operacional.
O sucesso da Operação Samaúma coloca o Brasil entre os países que dominam todas as etapas de desenvolvimento, ensaio e certificação de sistemas de defesa. O resultado revela o avanço da capacidade industrial e a consolidação da autonomia tecnológica do país, fatores que fortalecem a Base Industrial de Defesa nacional.
Importância do IPEV e do IFI
A Operação Samaúma consolidou o protagonismo do DCTA e de suas organizações subordinadas no fortalecimento da capacidade tecnológica e operacional da FAB.
O IPEV atuou na coordenação técnica da campanha, reunindo pilotos e engenheiros de ensaio especializados na execução dos testes e na análise do desempenho das aeronaves. A atuação do Instituto reforça sua missão de realizar ensaios experimentais que asseguram a performance, a segurança e a confiabilidade dos sistemas aeronáuticos empregados pela Força. O domínio dessa capacidade exige elevado grau de conhecimento técnico-científico em áreas como aerodinâmica, controle de voo, sistemas de combustível, interface homem-máquina e segurança operacional, consolidando o IPEV como elo entre o conhecimento científico e a aplicação prática na aviação militar e civil.
A atuação sinérgica dos pilotos e engenheiros de ensaio do IPEV junto à Embraer e SAAB contribuiu com a eficiência da campanha, destacando a importância de deter esse conhecimento na FAB. Nas interações entre esses profissionais foi possível otimizar o consumo de horas de voo adequando a quantidade de contatos de transferência de combustível de forma a assegurar o atingimento dos objetivos de todas as partes envolvidas.
“O IPEV contribuiu tecnicamente para a certificação do F-39 Gripen e do KC-390 Millennium, planejando e executando voos na campanha de forma integrada aos ensaios conduzidos pela SAAB. Nosso objetivo foi garantir um produto certificado de alta qualidade, com eficiência de tempo e custo, resultado da expertise conjunta da FAB, Embraer e SAAB. O processo de certificação do F-39 está sendo conduzido pelo IPEV em parceria com o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial, órgão certificador nacional”, explicou o Vice-Diretor do Instituto, Coronel Aviador Cristiano de Oliveira Peres.
O IFI, por sua vez, é a autoridade certificadora militar do Brasil e foi responsável por assegurar o cumprimento dos requisitos técnicos, normativos e de aeronavegabilidade durante a campanha. A instituição conduz os processos de certificação, qualificação e acompanhamento industrial de produtos aeronáuticos e de defesa, garantindo que as soluções nacionais atendam aos mais altos padrões internacionais de qualidade e segurança. Com reconhecimento internacional, as certificações conduzidas pelo IFI são instrumentos estratégicos que garantem à FAB e à Base Industrial de Defesa produtos confiáveis, eficazes e alinhados às melhores práticas da engenharia aeronáutica mundial.
“O papel do IFI foi atuar em conjunto com o IPEV, a Embraer e a SAAB para definir a estratégia de certificação da aeronave abastecedora KC-390 (tanker), da aeronave recebedora F-39E Gripen (receiver) e da própria operação de reabastecimento em voo entre ambas. O processo permite ao país dominar integralmente os ciclos de desenvolvimento, avaliação e certificação de produtos de defesa, ampliando a autonomia e o alcance dos vetores estratégicos”, destacou o Chefe da Divisão de Certificação de Produtos Aeroespaciais do IFI, Tenente-Coronel Engenheiro Alexandre Luiz Reder Furtado.
As ações conjuntas dessas instituições, em parceria com a Embraer, a SAAB e a FAB, demonstraram a importância da integração entre o Estado e a indústria nacional, uma cooperação que resulta em ganhos diretos para o desenvolvimento tecnológico, social e para a independência operacional do país.
Aeronave destinada à Força Aérea Tcheca foi registrada com a rampa de carga aberta durante ensaios em Gavião Peixoto e se aproxima da entrega ao primeiro operador do modelo na Europa Central.
O primeiro KC-390 Millennium destinado à Força Aérea da República Tcheca foi registrado hoje (26/06) durante uma nova série de ensaios em voo nas proximidades das instalações da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). As imagens mostram a aeronave executando diversas passagens em baixa altitude e, em um dos momentos mais marcantes, realizando o voo com a rampa traseira de carga aberta, procedimento utilizado em parte da campanha de testes para validação de sistemas e do envelope operacional da aeronave.
O cargueiro militar representa um importante avanço para o programa internacional do KC-390, que segue ampliando sua presença entre os países da OTAN. O avião realizou seu primeiro voo em maio deste ano e passa agora pelas últimas etapas de aceitação antes de ser entregue à República Tcheca, tornando-se o primeiro exemplar do modelo a operar na Europa Central.
Praga assinou o contrato para a aquisição de duas aeronaves C/KC-390 Millennium em outubro de 2024. A escolha ocorreu após uma ampla avaliação das capacidades da aeronave brasileira, que deverá substituir parte da atual frota de transporte militar do país, oferecendo maior desempenho, menor custo operacional e plena compatibilidade com os padrões da OTAN.
Na Força Aérea Tcheca, o KC-390 será empregado em missões de transporte tático e estratégico, lançamento de paraquedistas e cargas, evacuação aeromédica (MEDEVAC), apoio a operações humanitárias, combate a incêndios florestais por meio de sistema modular e reabastecimento em voo, tanto como aeronave reabastecedora quanto como receptora de combustível em voo.
Impulsionado por dois motores turbofan IAE V2500, o KC-390 pode transportar até 26 toneladas de carga útil e atingir velocidade máxima de aproximadamente 870 km/h, tornando-se um dos cargueiros militares mais rápidos de sua categoria. O projeto também se destaca pela elevada disponibilidade operacional, aviônicos de última geração, comandos fly-by-wire e capacidade de operar em pistas curtas, semipreparadas ou não pavimentadas.
O crescimento da carteira de clientes europeus confirma o sucesso internacional da aeronave desenvolvida pela Embraer. Além da República Tcheca, o KC-390 já foi adquirido ou selecionado por Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, Suécia, Eslováquia e Lituânia, enquanto outros países continuam avaliando o modelo para renovar suas frotas de transporte militar.
Com a proximidade da entrega do primeiro exemplar tcheco, o KC-390 reforça sua posição como um dos principais cargueiros militares da nova geração e consolida a Embraer como um dos protagonistas mundiais no segmento de aeronaves de transporte tático e multimissão.
Esquadrilha de demonstração com helicópteros da Espanha realizará demonstração na América Latina
Aero Latina
23 de jan.
A equipe de demonstração de helicópteros do Ejército del Aire y del Espacio da Espanha, conhecida como “Patrulla Aspa”, desembarcará pela primeira vez na América do Sul.
Rio de Janeiro (Brasil), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina) são as cidades aonde a equipe acrobática realizará demonstrações.
A turnê faz parte das comemorações do centenário dos grandes voos intercontinentais da aviação espanhola (1926-1935) e constitui um exercício de projeção externa, diplomacia aérea e cooperação internacional, que liga o legado dos pioneiros dos grandes voos transatlânticos com a capacidade operacional, tecnológica e humana do Exército Aéreo e Espacial da Espanha no século XXI, transformando a história em uma grande homenagem viva que se expressa, mais uma vez, voando.
A Esquadrilha
A Patrulla Aspa utiliza seis helicópteros, modelo Eurocopter EC120B Colibri e é uma das poucas esquadrilhas do mundo a voar helicópteros em demonstrações aéreas e atua como complemento à Patrulla Águila, que utiliza aeronaves CASA C-101 Aviojet. Ambas fazem parte do Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea da Espanha.
Com uma equipe de aproximadamente 60 militares, incluindo pilotos, mecânicos e equipes de apoio envolvidos na operação.
Logística da operação
Como os helicópteros não possuem autonomia para cruzar o Oceano Atlântico, as aeronaves serão parcialmente desmontadas e os equipamentos necessários para a operação serão transportados por duas aeronaves de transporte Airbus A400M Atlas, pertencentes à Ala 31, sediada em Zaragoza. As aeronaves realizarão uma escala técnica em Fortaleza antes de seguir para o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, aonde as aeronaves serão preparadas para a demonstração.
Apresentação no Brasil
Em solo brasileiro, a demonstração está prevista para ocorrer no dia 28 de janeiro, na Praia deIpanema, no Rio de Janeiro, às 10:15hs.
Roteiro da turnê
Após a apresentação no Rio de Janeiro, a Patrulla Aspa seguirá para Montevidéu, no Uruguai, onde realizará sua demonstração no dia 1º de fevereiro, na Avenida Presidente Wilson, em frente ao Club de Golf del Uruguay, às 10:30hs.
Finalizando a turnê, a equipe seguirá para Buenos Aires, na Argentina, onde no dia 4 de fevereiro realizará a demonstração no Nuevo Parque Costero Norte – CABA, também às 10:30hs.