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quarta-feira, 15 de julho de 2026

A Embraer registra o melhor desempenho de entregas no segundo trimestre em 16 anos.

 Jatos executivos familiares Embraer Praetor

Richard Maneen / Embraer

A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, marcando seu melhor desempenho de entregas para o segundo trimestre em 16 anos.

A fabricante brasileira de aeronaves afirmou que as entregas aumentaram 48% em relação ao primeiro trimestre de 2026 e 7% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O total do 2º trimestre de 2026 incluiu 45 jatos executivos e 20 aeronaves comerciais.

Os jatos executivos representaram a maior parte das entregas no trimestre. A Embraer informou ter entregue quatro Phenom 100, 20 Phenom 300, nove Praetor 500 e 12 Praetor 600.

As entregas para a aviação comercial incluíram 10 aeronaves E175, quatro E190-E2 e seis E195-E2.

A empresa informou que as entregas no primeiro semestre atingiram 109 aeronaves, um aumento de cerca de 20% em relação às 91 aeronaves entregues no primeiro semestre de 2025.

A Embraer atribuiu o aumento ao progresso contínuo em suas iniciativas de nivelamento da produção, que visam reduzir a alta concentração de entregas que os fabricantes de aeronaves frequentemente enfrentam no final do ano.

A Embraer entregou 44 aeronaves no primeiro trimestre, o que, segundo a empresa, representou na ocasião seu melhor desempenho de entregas para o primeiro trimestre em 10 anos.

No primeiro trimestre de 2026, as entregas incluíram 29 jatos executivos, 10 aviões comerciais, um KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucanos.

Não houve entregas do setor de Defesa e Segurança no segundo trimestre, de acordo com o último relatório de entregas da Embraer.

A empresa manteve inalterada sua previsão de entregas para o ano de 2026.

A Embraer prevê entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais em 2026, em comparação com 78 em 2025. A empresa também espera entregar entre 160 e 170 jatos executivos, em comparação com 155 no ano passado.

Para atingir a meta mais baixa, a Embraer precisará entregar pelo menos 50 aeronaves comerciais e 86 jatos executivos no segundo semestre de 2026.

A Embraer lança o Phenom 300EV com capacidade de pouso automático para máxima segurança.

 Embraer Phenom 300EV

Jatos executivos Embraer

A Embraer lançou o Phenom 300EV, a terceira geração do jato leve mais vendido da fabricante, seguindo os passos dos bem-sucedidos Phenom 300E e Phenom 300.

Em 14 de julho de 2025, a fabricante brasileira de aeronaves afirmou que o modelo atualizado chega com tecnologia de segurança intuitiva, incluindo o Garmin Emergency Autoland.

A Embraer afirmou que a designação 'EV' significa Evolução e que as entregas do novo modelo devem começar em 2028.

O mais recente jato executivo "incorpora uma série de melhorias de desempenho e interiores" em relação aos seus antecessores, como o Garmin G3000 Prodigy Touch, que inclui informações sobre a situação da pista e do táxi.

Embraer Phenom 300EV
PAUL BOWEN

As aterragens e descolagens também são facilitadas pelo Autobrake e por um novo Controlador Eletrónico Multiusos (MEC) desenvolvido pela Embraer, que integra o leme eletrônico e outras funções da aeronave controladas eletronicamente, contribuindo para a redução da carga de trabalho do piloto e para a simplificação da manutenção.

Michael Amalfitano, presidente e CEO da Embraer Executive Jets, afirmou que, por mais de uma década, a série Phenom 300 estabeleceu o padrão da indústria e que a aeronave ocupa a “posição indiscutível como líder da categoria”.

“Com o novo Phenom 300EV, elevamos o padrão mais uma vez”, disse Amalfitano. “Por meio de inovações estratégicas que combinam tecnologia de segurança aprimorada, desempenho amplificado e refinamentos cuidadosos na cabine, introduzimos avanços significativos que tornam o voo mais intuitivo, fluido e agradável. Não se trata apenas da evolução do jato leve mais vendido do mundo, mas de uma declaração clara de que a referência de excelência e liderança de mercado continua pertencendo à Embraer.”

Cabine de comando do Embraer Phenom 300EV
Embraer

As atualizações de desempenho incluem um alcance estendido de até 2.055 milhas náuticas e um aumento no peso máximo sem combustível, adicionando aproximadamente 430 libras de capacidade de carga útil.

O Phenom 300EV também apresenta novas baterias de íon-lítio True Blue Power e luzes de táxi e pouso em LED, projetadas para oferecer maior confiabilidade e melhor desempenho operacional.

A conectividade Starlink também estará disponível como uma solução de pós-venda por meio de um Certificado de Tipo Suplementar (STC).

As melhorias adicionais incluem a introdução de um lavatório a vácuo inodoro, um controle de temperatura da cabine aprimorado, um centro de refrescos redesenhado com a flexibilidade de incluir uma máquina de bebidas quentes de preferência e um sistema de ionização do ar.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Presidente colombiano manda avançar com compra de dois KC-390 da Embraer para a Colômbia

 

Decisão pode acelerar a renovação da frota de transporte militar da Força Aérea Colombiana e ampliar ainda mais a presença internacional do avião brasileiro.


O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, teria determinado o avanço do processo para a aquisição de dois aviões de transporte militar KC-390 Millennium, fabricados pela Embraer. A decisão pode acelerar a modernização da capacidade de transporte estratégico e tático da Força Aeroespacial Colombiana e representar uma nova vitória internacional para a indústria aeronáutica brasileira.

A orientação presidencial seria para concluir o processo envolvendo as duas aeronaves brasileiras, apesar de a força colombiana ter analisado outras plataformas disponíveis no mercado internacional. Entre as alternativas avaliadas estavam o C-130J Super Hercules, da Lockheed Martin, e o A400M Atlas, da Airbus.

A possível escolha do KC-390 reforçaria a expansão da Embraer Defesa & Segurança na América Latina. A fabricante brasileira já identificou países da região, incluindo Colômbia e Chile, como potenciais mercados para o C-390 Millennium, que vem conquistando novos operadores internacionais.

A necessidade de modernizar a aviação de transporte colombiana ganhou ainda mais atenção após o grave acidente ocorrido em março de 2026 com um C-130H Hercules da Força Aeroespacial Colombiana. A aeronave caiu pouco depois de decolar de Puerto Leguízamo, no departamento de Putumayo, durante uma missão de transporte de militares, deixando dezenas de mortos e feridos.

A Colômbia utiliza o Hercules há décadas em algumas das missões logísticas mais exigentes realizadas pelas Forças Armadas do país. A complexa geografia colombiana, marcada pela Cordilheira dos Andes, extensas áreas amazônicas e regiões com infraestrutura aeroportuária limitada, exige aeronaves capazes de transportar tropas, veículos e suprimentos para áreas remotas.

É justamente neste cenário que o KC-390 Millennium apresenta algumas de suas principais capacidades. Desenvolvido pela Embraer, o bimotor a jato pode transportar até 26 toneladas de carga e atingir velocidades de cruzeiro próximas de 470 nós, oferecendo desempenho superior ao de muitos transportes militares turboélice de gerações anteriores.

A aeronave foi projetada para executar missões de transporte e lançamento de tropas e cargas, evacuação aeromédica, busca e salvamento, apoio humanitário e combate a incêndios. O KC-390 também possui capacidade para operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, característica particularmente relevante para as necessidades operacionais colombianas.

Na configuração KC-390, o avião também pode realizar missões de reabastecimento em voo, ampliando sua versatilidade e permitindo apoiar outras aeronaves em operações de maior alcance. A combinação entre velocidade, capacidade de carga e flexibilidade operacional tornou-se um dos principais argumentos da Embraer na campanha internacional do Millennium.

A eventual aquisição, entretanto, poderá enfrentar uma questão política relacionada aos sistemas utilizados pela aeronave. Determinadas configurações do KC-390 empregam equipamentos associados à indústria israelense, incluindo soluções de guerra eletrônica e autoproteção fornecidas para alguns operadores internacionais.

O tema pode gerar discussões diante das restrições adotadas pelo governo de Gustavo Petro para a aquisição de equipamentos de origem israelense ou que incorporem componentes produzidos no país. Ainda não está claro como essa política seria aplicada à configuração específica destinada à Colômbia ou se determinados sistemas poderiam ser substituídos por equipamentos de outros fornecedores.

A possível compra dos KC-390 ocorre em meio a uma ampla renovação da aviação militar colombiana. O país também avança na aquisição de 17 caças Gripen E/F para substituir os veteranos Kfir, aumentando a participação das indústrias aeronáuticas brasileira e sueca na modernização das capacidades aéreas da Colômbia.

Caso o contrato seja formalizado, a Colômbia se tornará mais um operador internacional do C-390 Millennium, programa que vem ampliando rapidamente sua presença global e conquistando seleções em diferentes países.

Até o momento, não foi anunciado publicamente um contrato definitivo entre o governo colombiano e a Embraer para as duas aeronaves. A orientação para avançar com o processo ainda poderá envolver negociações comerciais, definição da configuração dos aviões, pacote logístico, treinamento de tripulações e equipes de manutenção, além do cronograma de entregas.

A entrada do KC-390 na Força Aeroespacial Colombiana representaria um dos movimentos mais importantes da Embraer Defesa & Segurança na América Latina nos últimos anos e colocaria o moderno transporte brasileiro em operação em um dos ambientes geográficos mais complexos do continente.

Caça F-39 Gripen assume o posto no Alerta de Defesa Aérea em Anápolis

 

F-39 Gripen
Militar correndo até a aeronave após o acionamento, em poucos minutos o caça ganha os céus da região central do país. (Foto: Sargento Müller Marin / CECOMSAER)
"Com a entrada oficial do F-39 no serviço de alerta, a FAB incorpora ao regime de prontidão uma aeronave de última geração."

A Força Aérea Brasileira (FAB) alcançou um importante e decisivo marco no fortalecimento da defesa aérea nacional ao empregar, pela primeira vez, o caça F-39E Gripen em uma missão real de Alerta de Defesa Aérea. A operação foi realizada nesta terça-feira (24/02), a partir da Base Aérea de Anápolis (BAAN), consolidando a plena capacidade operacional da aeronave no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro.


A atividade integrou o serviço permanente de policiamento do espaço aéreo e foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). A execução ficou a cargo do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), Esquadrão Jaguar, unidade responsável pela operação dos F-39 Gripen na FAB e pela defesa da capital federal e de áreas estratégicas do País.


F-39 Gripen

Com a entrada oficial do F-39 no serviço de alerta, a FAB incorpora ao regime de prontidão uma aeronave de última geração, equipada com sensores avançados, elevada capacidade de integração de dados e armamentos modernos. Em regime de sobreaviso 24 horas por dia, sete dias por semana, o caça permanece preparado para decolar em poucos minutos, sempre que acionado pelo sistema de defesa aérea, reforçando o poder de dissuasão brasileiro.


A estreia do F-39 nesse tipo de missão ocorre após uma série de certificações estratégicas concluídas entre o fim de 2025 e o início de 2026. Entre os marcos alcançados estão o reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium, o lançamento real do míssil de longo alcance Meteor, o primeiro tiro aéreo com canhão realizado no Brasil e os ensaios de separação segura de bombas. Essas etapas validaram o conjunto de capacidades necessárias para o emprego pleno do vetor tanto em missões de defesa aérea quanto em operações multimissão.




F-39 Gripen

Além do avanço operacional, o Programa Gripen representa um dos maiores projetos de transferência de tecnologia já conduzidos no País, envolvendo a indústria nacional e a formação de profissionais brasileiros altamente especializados. O resultado é não apenas o fortalecimento da capacidade militar, mas também o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa.




Com o F-39 Gripen plenamente integrado ao sistema de defesa aeroespacial, o Brasil passa a contar com um vetor moderno, interoperável e alinhado aos mais altos padrões internacionais, ampliando sua capacidade de resposta a eventuais ameaças e elevando o nível de prontidão da defesa aérea nacional.