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terça-feira, 17 de março de 2026

FAB inicia Exercício Cooperación, realizado pela primeira vez no Brasi

 Exercício Cooperación

Treinamento, que acontece entre 16 e 27/03, na Base Aérea de Campo Grande, reúne militares e meios das Forças Armadas e de Forças Aéreas Americanas

De forma inédita, o Brasil sedia, entre os dias 16 e 27/03, um dos maiores exercícios multinacionais que reúne Forças Aéreas Americanas em um treinamento conjunto voltado à pronta resposta a desastres naturais: o Exercício Cooperación.

A cerimônia de abertura, realizada na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul, foi presidida pelo Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Alcides Teixeira Barbacovi, sendo recebido pelo Diretor do Exercício e Comandante da BACG, Brigadeiro do Ar Newton Abreu Fonseca Filho, com a presença de Oficiais-Generais das Forças Armadas e de Delegações de Nações Amigas que participam do treinamento. Após a solenidade, foi realizada uma apresentação aos integrantes do Exercício sobre orientações gerais e ritmo de batalha do cenário fictício.

O Cooperación XI reúne cerca de 14 delegações, entre países-membros do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), observadores e convidados, com o objetivo de aprimorar a coordenação de apoio mútuo, adestrar procedimentos de Comando e Controle (C2) das Operações Aeroespaciais em resposta a incêndios e fortalecer a capacidade de coordenação do país afetado diante de desastres naturais ou antrópicos.

“O Brasil é referência com relação a operações conjuntas e combinadas. Fazer o Exercício com as Forças Aéreas Americanas traz ao País uma maior expertise para que possamos rever o Comando e Controle e como fazê-los com outras Forças Aéreas, especialmente, em caso de desastres naturais. Temos um exemplo muito grande, na Taquari, em que países, aqui, da nossa América, vieram nos ajudar, e somos muito gratos a isso. Aqui, vamos fazer uma atividade de Comando e Controle, com operações reais e na carta, e vamos desenvolver novas doutrinas e manuais”, disse o Comandante de Operações Aeroespaciais.

Ao todo, participam do Exercício mais de 1.200 militares da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB), do efetivo de Unidades da FAB distribuídas por todo o País e das Forças Aéreas ou equivalentes da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai. Além disso, também são empregados cerca de 18 aeronaves das aviações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), Asas Rotativas e Transporte, a exemplo do KC-390 Millennium, C-105 Amazonas, SC-105 Amazonas, C-98 Caravan, RQ-900 e helicópteros H-60 Black Hawk.

Durante as duas semanas de operação, em um cenário simulado, o esforço multinacional será submetido a situações complexas impostas pela Direção do Exercício (DIREX), com o objetivo de treinar processos decisórios em diferentes níveis, culminando na viabilização de missões de Combate a Incêndios em Voo, Busca e Salvamento e Evacuação Aeromédica (EVAM), em apoio às autoridades civis. O planejamento e a coordenação da execução do Exercício estão a cargo do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

“A presença de cada país representado neste Exercício demonstra um princípio simples e poderoso: quando as Nações das Américas se unem em torno de valores compartilhados para enfrentar desafios comuns, o esforço de cada uma contribui para o sucesso de todos. Assim, o espírito de cooperação entre as Américas se fortalece, no qual as Américas agem pelas Américas. Aprendizado mútuo e intercâmbio profissional. Nos próximos dias, esta Base Aérea se transformará em um espaço de trabalho conjunto”, destacou o Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Newton.

SICOFAA

O SICOFAA foi criado em 1961 e idealizado pelo General Thomas Dresser White, então Chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos e ex-adido de Defesa no Brasil. O sistema nasceu no contexto da Guerra Fria como parte da Aliança para o Progresso, com o propósito de fortalecer a amizade, a cooperação e o apoio mútuo entre as Forças Aéreas das Américas. Desde então, consolidou-se como uma organização apolítica, voluntária, respeitadora da soberania nacional e dedicada ao intercâmbio de experiências, doutrina, meios, treinamento e procedimentos que favoreçam operações integradas.

Atualmente, o Sistema reúne 23 Forças Aéreas ou instituições equivalentes, atuando com foco especial em interoperabilidade, padronização de procedimentos e cooperação em situações de emergência e resposta a desastres.

FONTE: Força Aérea Brasileira

segunda-feira, 16 de março de 2026

Sem opções, KLM manterá o E175 na frota enquanto negocia mais jatos E195-E2 com a Embraer

 



A KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM que só voa com jatos Embraer, espera em breve algumas mudanças de frota, mas mantendo a sequência de aeronaves brasileiras.

Hoje com 61 aeronaves em sua frota, sendo 17 jatos Embraer E175-E1, 19 aeronaves Embraer E190-E1 e 25 novos Embraer E195-E2, a Cityhopper é uma das mais fiéis clientes da Embraer, optando pela fabricante brasileira para substituir todos os jatos nacionais Fokker.

A tendência é inclusive expandir a frota, como aponta Maarten Koopmans, diretor da KLM Cityhopper, à Aviation Week. Segundo ele, hoje a companhia aérea holandesa trabalha para ter mais jatos E2, parte das 10 opções de compra remanescentes do contrato firmado em 2019 para um total de até aeronaves E195-E2.

Tem mais um bocado de aeronaves ainda vindo, estamos trabalhando nos detalhes para a entrega, mas eu esperamos mais um pouco de novos aviões“, afirmou o executivo. Estas aeronaves substituirão os E190-E1 atualmente em uso, porém o menor E175 ainda continuará na frota por tempo indeterminado: “Vamos mantê-los, porque realmente não temos outra alternativa real no momento“.

A referência é pelo fato da Embraer ser a única empresa no mundo que fabrica hoje aeronaves na faixa de 90 assentos, e sem previsão de nenhum concorrente nas próximas décadas. O E175 é de longe o jato regional mais vendido do mundo, e uma nova versão, o E175-E2, existe, porém não foi certificada ainda por estar acima do peso máximo definido pela cláusula do acordo coletivo de trabalho do sindicato americano de pilotos.

Esta cláusula determina a quantidade de assentos das empresas regionais terceirizadas e também o peso máximo dos aviões, a fim de que não ocorra uma terceirização total dos voos das grandes companhias aéreas por empresas menores operando sob sua marca.

Com isso, a Embraer avalia que não é viável certificar o E175-E2, já que ele não poderá ser vendido no seu principal mercado, os EUA. Enquanto isso, a fabricante brasileira segue produzindo a todo vapor o E175-E1, destinando todas as encomendas para as aéreas americanas, que também não têm outra opção a não ser comprar o avião fabricado em São José dos Campos.

A Embraer tem como meta entregar 255 aeronaves em 2026 e faturar US$ 8,5 bilhões

 Embraer E175

Embraer

A Embraer tem como meta a entrega de até 255 aeronaves em 2026, sendo 80 a 85 aeronaves comerciais e entre 160 e 170 jatos executivos.

Em 6 de março de 2026, a Embraer publicou detalhes de suas perspectivas para o restante do ano, bem como seu desempenho financeiro em 2025, que incluiu a garantia de uma receita de US$ 7,5 bilhões.

O aumento na receita representou o maior nível anual da Embraer, um crescimento de 18% em relação a 2025, quando o valor atingiu US$ 6,5 bilhões. Em 2026, a meta de receita é de US$ 8,2 a US$ 8,5 bilhões.

Em 2025, a Embraer entregou 78 aeronaves comerciais e 155 jatos executivos, totalizando 244 unidades. A fabricante brasileira pretende entregar até 11 aeronaves adicionais em 2026.

Virgin Australia Embraer E190 E2
Embraer

As entregas comerciais incluíram 34 E175, seis E190-E2 e 38 E195-E2, enquanto dos 155 jatos executivos, 86 eram leves e 69 médios.

Em 2025, a Embraer reportou um EBIT ajustado de US$ 656,8 milhões, uma queda em relação aos US$ 708,2 milhões de 2024. As tarifas de importação dos EUA totalizaram US$ 54 milhões no ano todo.

No último trimestre de 2025, as receitas da Embraer totalizaram US$ 2,6 bilhões, com a empresa entregando 32 aeronaves comerciais e 53 jatos executivos.

A carteira de encomendas firmes da Embraer agora totaliza US$ 31,6 bilhões, um recorde histórico e mais de 20% superior à do ano anterior.

As orientações para 2026 partem do pressuposto de que as tarifas de importação dos EUA permanecerão em 10%.

A Atlas Air encomendou 20 cargueiros Airbus A350F.

 Aeronave cargueira Atlas Air A350F

Airbus

A Atlas Air Worldwide encomendou 20 cargueiros Airbus A350F, um acordo que torna a operadora de carga americana a maior cliente da aeronave cargueira de próxima geração da Airbus e lhe garante prioridade na entrega do modelo. A Airbus anunciou o acordo em 16 de março de 2026, classificando a Atlas como a maior cliente do A350F até o momento.

A Atlas afirmou que o pedido também inclui opções para mais 20 aeronaves. As entregas dos jatos encomendados estão previstas para começar em 2029 e se estender até 2034, proporcionando ao grupo sediado em Nova York uma nova plataforma de cargueiros de fuselagem larga, enquanto se prepara para a aposentadoria de aeronaves de carga mais antigas no mercado.

Michael Steen, diretor executivo da Atlas Air Worldwide, afirmou que a empresa estava garantindo posições iniciais para o que considera uma aeronave cargueira de próxima geração, acrescentando que a medida se encaixa em sua estratégia de manter uma frota de aeronaves de fuselagem larga moderna e com baixo consumo de combustível.

“Estamos satisfeitos em adicionar a Airbus e a Rolls-Royce à nossa base de fornecedores de fabricantes líderes de aeronaves e motores, o que nos oferece opções e apoia nossas operações globais e crescimento contínuo”, comentou Sheen.

A Atlas também afirmou que a encomenda do A350F tem como objetivo apoiar o crescimento dos lucros a longo prazo e uma expansão mais ampla nos mercados globais de carga e fretamento.

A aeronave será equipada com motores Rolls-Royce Trent XWB-97 e complementará a atual frota de 113 cargueiros da Atlas, composta por Boeing 747, 777 e 767. A Atlas afirmou que a adição do A350F ampliará sua oferta e reforçará sua posição como a maior operadora de cargueiros de fuselagem larga do mundo, com cerca de 13% de participação de mercado.

Para a Airbus, o acordo representa uma vitória notável no mercado de carga dos EUA. A fabricante afirmou que a escolha do A350F pela Atlas representou o primeiro pedido desse modelo por parte de uma operadora americana. A Airbus apresentou o A350F como um cargueiro de nova geração totalmente novo, destacando sua grande porta de carga no convés principal, o uso de materiais avançados para menor peso e a conformidade com os padrões mais rigorosos de emissões de CO2 da OACI, que entrarão em vigor em 2027.

sábado, 14 de março de 2026

Bunker da Força Aérea Suíça

 F-5 em bunker na Suíça

Desde a Segunda Guerra Mundial, passando pela Guerra Fria e até os dias atuais, vários países operaram e alguns ainda operam bunkers para as suas respectivas forças aéreas escavados dentro de montanhas. China, Irã, Taiwan, Suécia, a antiga Iugoslávia e Suíça são alguns exemplos.

A Suíça se destacou por ter durante a Guerra Fria  operado uma força aérea bem grande para um minúsculo país, com cerca da mesma área que o Estado do Rio de Janeiro.

Durante essa época o país chegou a possuir 26 bases aéreas, 7 das quais possuíam bunkers dentro das montanhas que ficavam bem perto da pista da base aérea.

Essas instalações possuíam área de comando, planejamento, meteorologia, hospitais, refeitórios, alojamentos, depósitos de peças e munições além de combustíveis, lubrificantes e eram usadas principalmente para manutenção das aeronaves como o Venon, Vampire, Mirage, F-5 e F/A-18 sendo que os dois últimos ainda estão em operação.

Nas fotos deste post, pode-se observar como a área de manutenção era apertada; na maioria dos bunkers até 15 aeronaves podiam ser abrigadas ao mesmo tempo.

O problema era que por falta de espaço físico, muitas vezes remover uma aeronave, seja entrando ou saindo do bunker era necessário o uso de uma ponte rolante, assim uma aeronave passava por cima de outras.

Com fim da Guerra Fria, a Suíça como vários países europeus, reduziu drasticamente o orçamento de defesa e assim a grande maioria das bases aéreas foram fechadas.

Hoje a Suíça opera 3 importantes bases aéreas, das quais somente uma possui vários bunkers ampliados e modernizados já visando a chegada do F-35A.

Além disso, o país ainda opera algumas bases aéreas usadas para treinamento, para helicópteros além de duas bases (uma delas com bunkers) que podem ser reativadas em caso de necessidade.

Irã revela oficialmente base aérea subterrânea, a “Eagle 44”

 


O Irã revelou oficialmente na terça-feira (07/02) a existência de uma grande base subterrânea da sua força aérea chamada ‘Eagle 44’.

Supostamente a primeira base desse tipo, a agência oficial de notícias da República Islâmica do Irã (IRNA) informou que é para hospedar caças armados com mísseis de cruzeiro de longo alcance. As fotos mostram o pessoal iraniano e os caças F-4E Phantom II construídos nos EUA adquiridos antes da revolução de 1979 dentro da instalação.

O Irã já divulgou vídeos oficiais e fotografias de bases subterrâneas semelhantes contendo drones armados e mísseis balísticos e fez advertências semelhantes sobre sua capacidade de resistir e retaliar contra qualquer ataque. A Eagle 44, no entanto, é a primeiro de seu tipo conhecida a hospedar caças. O Irã não divulgou sua localização.

A ênfase da IRNA no fato de que os jatos estão armados com mísseis de cruzeiro de longo alcance sugere fortemente que o Irã pretende usar seus aviões de guerra mais antigos para atingir alvos terrestres ou navais no caso de um ataque, e não para defesa aérea.

Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas Maj.Gen. Mohammad Bagheri aparentemente insinuou isso quando alertou: “Qualquer ataque ao Irã de nossos inimigos, incluindo Israel, verá uma resposta de nossas muitas bases da força aérea, incluindo a Eagle 44”.

A Agência de Notícias Tasnim, afiliada ao estado do Irã, também informou a revelação de um novo míssil de cruzeiro iraniano lançado do ar, chamado ‘Asef’, na terça-feira. Ela disse que o míssil foi construído para uso pelos bombardeiros Su-24 Fencer da era soviética da Força Aérea da República Islâmica do Irã (IRIAF).

Os Su-24 da IRIAF servem no 72º Esquadrão. Descrito como “um quadro especificamente confiável” da força aérea, o esquadrão é um dos principais candidatos para operar os novos caças Su-35 Flanker-E que o Irã espera receber da Rússia este ano.

Teerã já divulgou mísseis de cruzeiro nativos que desenvolveu para sua frota de caças envelhecida. Em janeiro de 2019, o Irã exibiu publicamente seu míssil de cruzeiro lançado do ar Qased 3, que a mídia iraniana informou que seria instalado nos F-4Es iranianos.

Em 2018, um oficial da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) gabou-se de que a poderosa força paramilitar tinha dez caças-bombardeiros Su-22 Fitter da era soviética, que estavam parados há 28 anos, revisados e modernizados. As atualizações incluíam a capacidade de disparar mísseis de cruzeiro com um suposto alcance de 1.500 quilômetros (932 milhas).

A IRIAF também teria instalado mísseis anti-navio Noor em seus F-4s, Su-24s e F-14 Tomcats.

Durante décadas, o Irã tomou medidas significativas para proteger sua força aérea de possíveis ataques inimigos.

Em 22 de setembro de 1980, o Iraque de Saddam Hussein tentou neutralizar a força aérea mais avançada do Irã com um ataque surpresa em grande escala modelado após a destruição bem-sucedida da Força Aérea Egípcia por Israel na Guerra dos Seis Dias de junho de 1967. No entanto, aprendendo as lições da derrota do Egito naquela guerra, o Irã se preparou para tal ataque construindo vários hangares de aeronaves reforçadas. O ataque aéreo foi um fracasso colossal, com o Iraque perdendo mais aeronaves do que conseguiu destruir no solo.

Acredita-se amplamente que Israel usaria primeiro seus F-35 se lançasse um ataque aéreo contra o programa nuclear do Irã. Esses caças furtivos de quinta geração visariam e suprimiriam principalmente as defesas aéreas iranianas avançadas – especialmente S-300s de longo alcance, Bavar-373s fabricados localmente e possivelmente S-400s no futuro. A eliminação de tais sistemas permitiria que os F-15 israelenses mais fortemente armados, chamados de “caminhões”, devido às suas cargas pesadas, realizassem ataques terrestres, possivelmente usando destruidores de bunker e outras munições poderosas.

Os F-15Is israelenses avançados e o F-15EX recentemente solicitado oficialmente por Israel podem transportar uma variedade de armamento avançado, incluindo até 12 mísseis ar-ar além do alcance visual.

Dadas essas capacidades e poder de fogo tecnologicamente avançados, Teerã provavelmente concluiu que grande parte de sua antiga frota de caças teria pouca ou nenhuma chance de impedir tais ataques.

De fato, a própria existência da Eagle 44 sugere fortemente que esses caças iranianos mais antigos permaneceriam estacionados no subsolo até que tal ataque aéreo terminasse. Eles então emergiriam e retaliariam, provavelmente contra alvos fixos predeterminados, como bases militares em toda a região, usando sua variedade de mísseis de cruzeiro de longo alcance para complementar ataques simultâneos de mísseis balísticos e drones