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sábado, 13 de junho de 2026

O ‘rugido’ dos Gripen pode sair do Brasil: 17 caças ultramodernos colocam a Embraer no radar de uma nova corrida aérea militar

 

A parceria entre Saab e Embraer pode ampliar a fabricação de caças Gripen no Brasil, usando a estrutura nacional para atender novos contratos internacionais e fortalecer o país como polo estratégico da indústria de defesa na América Latina

O ‘rugido’ dos Gripen pode sair do Brasil: 17 caças ultramodernos colocam a Embraer no radar de uma nova corrida aérea militar
Caças Gripen podem ampliar o papel do Brasil na produção internacional de aeronaves militares de última geração.

17 aviões de guerra ultramodernos serão fabricados no Brasil caso a Saab avance com seu plano de usar a estrutura da Embraer para atender ao contrato firmado com a Colômbia. A negociação prevê a entrega de caças Gripen até 2032 e pode colocar a indústria brasileira de defesa em um novo patamar dentro da cadeia global de produção militar.

A movimentação ganhou força após declarações de Micael Johansson, presidente e CEO da Saab. Segundo ele, a empresa sueca pretende aproveitar ao máximo a capacidade instalada no Brasil para cumprir o acordo colombiano. A informação foi divulgada pela CNN Brasil, conforme dados publicados sobre a estratégia da Saab para ampliar a produção dos caças Gripen em parceria com a Embraer.

Na prática, o contrato com a Colômbia pode fazer com que o Brasil deixe de ser visto apenas como operador de aeronaves militares avançadas e passe a ser reconhecido também como um centro de produção regional. Além disso, a presença da Embraer nesse processo reforça a importância do país em um setor dominado por tecnologia sensível, alto valor agregado e forte impacto estratégico.



A declaração indica que o Brasil pode assumir uma função mais ampla na produção dos caças. Portanto, a fábrica brasileira não seria apenas um ponto de apoio, mas uma peça importante na execução de um contrato bilionário de defesa.

Esse detalhe é relevante porque contratos militares desse porte envolvem muito mais do que a montagem de aeronaves. Eles incluem integração de sistemas, suporte técnico, treinamento, armamentos, equipamentos e serviços especializados. Dessa forma, cada etapa produtiva pode gerar conhecimento, empregos qualificados e fortalecimento da base industrial brasileira.

Contrato colombiano prevê 15 Gripen E e 2 Gripen F até 2032

O acordo firmado pela Saab com a Colômbia prevê a entrega de 17 caças Gripen. Ao todo, serão 15 caças Gripen E monopostos, com um assento, e 2 caças Gripen F bipostos, com dois assentos.

Além das aeronaves, o pacote inclui equipamentos, armamentos associados, treinamento e serviços. O valor total do pedido é de 3,1 bilhões de euros, o que mostra a escala financeira e estratégica da negociação.

Nesse sentido, a Colômbia aparece como o cliente que pode acelerar a expansão da produção dos Gripen no Brasil. Embora o país comprador esteja fora do título, ele é o ponto central da matéria, já que o contrato colombiano é justamente o fator que pode levar a Saab a ampliar o uso da estrutura brasileira.

Além disso, o prazo de entrega até 2032 cria uma janela de longo prazo para a indústria nacional. Isso significa que a participação brasileira pode envolver planejamento industrial, formação de mão de obra especializada e fortalecimento de fornecedores locais ao longo dos próximos anos.


Brasil pode virar hub regional de produção dos caças Gripen

A possibilidade de fabricar parte dos caças Gripen destinados à Colômbia reforça uma ambição estratégica: transformar o Brasil em um hub de produção de aviões de guerra na América Latina. Essa ideia ganha força porque os Gripen já são produzidos no país dentro da parceria entre Saab e Embraer.

No entanto, a ampliação da produção para atender um contrato internacional muda a escala do projeto. O Brasil passaria a ocupar uma posição mais relevante não apenas como participante de um programa nacional, mas como fornecedor dentro de uma rede global de defesa.

Esse movimento também fortalece a imagem da Embraer. A empresa brasileira já é uma das principais fabricantes aeronáuticas do mundo e possui experiência tanto na aviação comercial quanto no setor militar. Com os Gripen, ela se aproxima ainda mais de um segmento estratégico, altamente tecnológico e associado à soberania nacional.

Por outro lado, para a Saab, usar a estrutura brasileira pode ser uma decisão eficiente. A empresa amplia sua capacidade produtiva, diversifica sua base industrial e aproveita uma parceria já consolidada. Portanto, a expansão no Brasil pode ser vista como uma solução prática para atender à demanda colombiana sem depender apenas da planta sueca.

Gripen E e Gripen F reforçam a tecnologia militar envolvida no acordo

Os modelos citados no contrato colombiano são o Gripen E e o Gripen F. O Gripen E é a versão monoposto, operada por um piloto. Já o Gripen F é a versão biposto, com dois assentos, geralmente associada a treinamento avançado, missões específicas e adaptação operacional.

A presença dos dois modelos no pacote mostra que o acordo não envolve apenas a compra de aeronaves prontas para combate. Ele também inclui uma estrutura de formação e operação, já que treinamento e serviços fazem parte do contrato.

Além disso, os caças Gripen são aeronaves modernas, projetadas para missões de defesa aérea, vigilância, interceptação e operações militares complexas. Por isso, sua produção exige domínio de engenharia, integração eletrônica, sistemas embarcados e rigorosos padrões de qualidade.

Nesse contexto, a participação brasileira ganha peso. Se a planta da Embraer for usada de forma ampliada, o país poderá aprofundar sua presença em uma cadeia tecnológica que poucos países da região conseguem acessar.


Parceria entre Saab e Embraer ganha novo peso estratégico

A parceria entre Saab e Embraer já tinha importância para o Brasil por causa da modernização da Força Aérea Brasileira. Agora, com o contrato colombiano, essa cooperação pode ganhar uma dimensão regional.

Isso acontece porque a produção dos caças para outro país latino-americano reforça o papel do Brasil como base industrial de defesa. Em vez de concentrar toda a fabricação na Europa, a Saab pode distribuir parte da produção para uma estrutura brasileira já envolvida no programa Gripen.

Além disso, a decisão pode gerar efeitos indiretos positivos. Uma produção maior tende a exigir mais técnicos, engenheiros, fornecedores, manutenção especializada e processos industriais avançados. Como resultado, o país pode ganhar mais relevância na cadeia aeroespacial militar.

Ainda assim, é importante destacar que a ampliação depende da execução prática dos planos da Saab. O CEO da companhia indicou a intenção de usar ao máximo a capacidade brasileira, mas os detalhes sobre quais etapas serão realizadas no Brasil podem variar conforme o avanço do contrato e da organização produtiva.

Possível venda para a Ucrânia também pode aumentar a demanda



Além do contrato com a Colômbia, o Brasil pode se beneficiar de outra frente internacional envolvendo os caças da Saab. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou a intenção de comprar 20 novos caças Gripen E produzidos pela empresa sueca.

Até o momento, porém, não existe contrato assinado entre a Ucrânia e a Saab para essa compra. Mesmo assim, a possibilidade mostra que a demanda internacional pelo Gripen pode crescer nos próximos anos.



Caso novas vendas avancem, a Saab poderá precisar ampliar ainda mais sua capacidade de produção. Nesse cenário, a planta brasileira da Embraer pode se tornar uma alternativa cada vez mais importante para absorver parte dessa demanda.

Portanto, o contrato colombiano pode ser apenas o primeiro movimento de uma fase mais ampla. Se outros países confirmarem compras, o Brasil pode ganhar ainda mais espaço dentro da estratégia global da Saab.

O que está em jogo para a indústria de defesa brasileira



A possível fabricação dos 17 caças Gripen ligados ao contrato colombiano representa mais do que uma notícia sobre aviões de guerra. Ela aponta para uma disputa industrial e tecnológica em que o Brasil pode conquistar protagonismo.

Em um mundo marcado por tensões geopolíticas, aumento dos investimentos militares e busca por modernização das forças aéreas, países capazes de produzir aeronaves de combate ganham importância estratégica. Por isso, a participação da Embraer no programa Gripen tem impacto que vai além do setor aeronáutico.

Além disso, a expansão da produção pode fortalecer a base industrial de defesa brasileira. Isso inclui empresas fornecedoras, centros de engenharia, profissionais especializados e estruturas de manutenção. Dessa forma, o programa pode gerar reflexos em tecnologia, emprego qualificado e capacidade nacional.

No fim, o “rugido” dos Gripen pode sair cada vez mais do Brasil. E, caso a estratégia da Saab avance, a fabricação desses caças para atender à Colômbia pode colocar a Embraer no centro de uma nova corrida aérea militar na América Latina.



F-39 Gripen impõe nova realidade nos exercícios da FAB: capacidades precisam ser limitadas para equilibrar os combates

 Gripen AMX F-5

F-39E, F-5EM e A-1M

Os primeiros anos de operação do F-39 Gripen na Força Aérea Brasileira começam a revelar algo que, até pouco tempo atrás, era apenas uma expectativa de projeto: o novo caça representa uma mudança profunda no padrão de combate aéreo da FAB. Além de substituir aeronaves veteranas, o Gripen introduz uma nova lógica de emprego, marcada por sensores avançados, fusão de dados, guerra eletrônica, enlaces modernos e armamentos de longo alcance.

Relatos de exercícios e conversas no meio aeronáutico indicam que a diferença entre o F-39 e as plataformas de geração anterior em serviço no Brasil é muito grande. Em treinamentos contra aeronaves como o F-5M e o A-1, a superioridade do Gripen obriga, muitas vezes, à criação de cenários artificialmente limitados para que o exercício mantenha valor didático. Em outras palavras: para “dar jogo”, é preciso reduzir as capacidades do F-39, impor restrições ou simular condições que aproximem artificialmente plataformas de gerações muito diferentes.

Essa disparidade não deve ser vista como um demérito das aeronaves mais antigas. O F-5M, em especial, prestou e ainda presta um serviço relevante à defesa aérea brasileira, com uma modernização bem-sucedida para a época. A questão é que o F-39 representa uma plataforma de combate de nova geração. A superioridade da consciência situacional do piloto de Gripen altera profundamente o equilíbrio de um combate aéreo simulado.

No cenário sul-americano, essa diferença ganha ainda mais peso. Um F-39 configurado para superioridade aérea, levando mísseis Meteor de longo alcance e IRIS-T para o combate aproximado, representa uma capacidade que, por enquanto, nenhum país da região consegue igualar. A combinação entre o alcance, a persistência energética do míssil, a qualidade dos sensores e a consciência situacional do piloto coloca a FAB em um patamar inédito de dissuasão aérea.

O Meteor é o elemento central dessa transformação. Trata-se de um míssil ar-ar além do alcance visual projetado para manter energia durante grande parte do voo, ampliando a chamada zona de não escape. Na prática, isso significa que o alvo tem menos margem para manobrar, fugir ou simplesmente esperar que o míssil perca energia. Em cenários de combate BVR, essa característica muda completamente a equação: quem detecta primeiro, compartilha melhor os dados e dispara primeiro passa a ditar o ritmo do combate.

F-39E da FAB lançamento Meteor

O Gripen foi concebido justamente para esse tipo de cenário. Com sua capacidade de operar como nó de uma rede, ele recebe, processa e distribui informações, permitindo que o piloto tome decisões mais cedo e com melhor qualidade.

No F-39E Gripen, o piloto passa a operar com um nível muito superior de consciência situacional, apoiado pelo Wide Area Display (WAD), uma tela panorâmica de alta resolução que reúne e organiza as principais informações táticas da missão. Ao apresentar o cenário de combate de forma integrada e intuitiva, o WAD reduz a carga de trabalho no cockpit e acelera o ciclo OODA — observar, orientar-se, decidir e agir — permitindo que o piloto compreenda a situação, avalie ameaças e escolha a melhor resposta em menos tempo.

O IRIS-T complementa essa arquitetura no combate aproximado. Altamente manobrável e guiado por sensor infravermelho moderno, o míssil oferece ao F-39 uma capacidade letal também no curto alcance. Assim, o Gripen não depende apenas da vantagem além do alcance visual; ele continua perigoso caso o combate evolua para distâncias menores.

O F-39E equipado com dois Meteor sob as asas e dois IRIS-T nas pontas das asas

É nesse contexto que surgem avaliações de bastidores de que um F-39 com carga máxima de Meteor e IRIS-T demonstrou repetidas vezes a capacidade de “varrer” forças inimigas em combate simulado. A percepção de quem observa a chegada do Gripen: a FAB passou a operar uma plataforma muito acima do padrão médio regional.

O desempenho observado nos treinamentos confirma a lógica que levou à escolha do F-39. A aeronave não foi adquirida apenas para substituir o F-5 e o AMX, mas para criar uma nova camada de capacidade tecnológica, operacional e industrial. Com Meteor, IRIS-T, sensores modernos e forte integração em rede, o Gripen entrega à FAB algo que ela nunca teve nessa escala: superioridade qualitativa real.■

Cockpit do Gripen E

República Tcheca revela pintura inédita do C-390 Millennium enquanto se prepara para receber o cargueiro da Embraer


Novo esquema de camuflagem desenvolvido para atender padrões da OTAN marca etapa final antes da entrega da primeira aeronave à Força Aérea Tcheca.


A Embraer divulgou novas imagens do primeiro C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República Tcheca já com sua pintura definitiva, revelando um esquema de camuflagem inédito desenvolvido especialmente para a aeronave.

O projeto utiliza três tons de cinza e foi criado pelo artista acadêmico Pavel Holý, do Instituto de História Militar de Praga, que acompanhou pessoalmente a aplicação final da pintura nas instalações da fabricante brasileira.

Processo de pintura do C-390 da República Tcheca.

O novo visual não foi concebido apenas para fins estéticos. Segundo os responsáveis pelo projeto, a camuflagem foi desenvolvida para dificultar a identificação visual da aeronave em diferentes cenários operacionais, reduzindo sua assinatura visual e aumentando sua eficácia em missões militares. O desenho também segue os padrões adotados pelos países membros da OTAN, organização da qual a República Tcheca faz parte desde 1999.

A aeronave encontra-se nas fases finais de preparação para entrega e representa um marco importante no processo de modernização das capacidades de transporte estratégico da Força Aérea Tcheca. O país assinou o contrato para aquisição de duas aeronaves C-390 Millennium em 2024, após um processo de avaliação que comparou diversas opções disponíveis no mercado internacional.

O primeiro exemplar destinado à República Tcheca realizou recentemente seu voo inaugural em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, avançando para a etapa final de testes e certificações antes de sua incorporação operacional. A expectativa é que a aeronave seja entregue ainda este ano, enquanto a segunda unidade deverá ser recebida em 2027.

A chegada do C-390 está impulsionando investimentos significativos na infraestrutura militar tcheca. A Base Aérea de Praga-Kbely, que será responsável pela operação do modelo, passa por um amplo programa de modernização que inclui novos hangares, áreas de manutenção e instalações de apoio logístico. O objetivo é garantir plena capacidade operacional desde os primeiros meses de utilização da aeronave.

Outro aspecto relevante do programa é a participação direta da indústria aeroespacial tcheca na produção do cargueiro brasileiro. A empresa Aero Vodochody integra a cadeia global de fornecimento do C-390, produzindo componentes estruturais importantes, incluindo partes da fuselagem, portas e a rampa traseira de carga. A cooperação industrial fortalece os laços entre Brasil e República Tcheca e amplia a participação europeia no programa.

O C-390 Millennium vem consolidando sua posição como um dos cargueiros militares mais modernos da atualidade. Capaz de transportar até 26 toneladas de carga, a aeronave pode executar missões de transporte tático e estratégico, lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica, ajuda humanitária, combate a incêndios florestais e reabastecimento em voo quando configurada na versão KC-390.

O sucesso internacional do programa continua crescendo. Além de Brasil, Portugal e Hungria, o C-390 já foi selecionado por Holanda, Áustria, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Lituânia e Coreia do Sul. Em 2025 e 2026, novos avanços comerciais reforçaram a posição da aeronave como uma das principais opções para forças aéreas que buscam substituir frotas envelhecidas de cargueiros militares.

A crescente presença do C-390 entre membros da OTAN também demonstra a confiança internacional na plataforma desenvolvida pela Embraer. A interoperabilidade com sistemas da aliança, a elevada disponibilidade operacional e os custos competitivos de operação têm sido fatores decisivos para a expansão das vendas do cargueiro brasileiro no mercado global de defesa.

CEO de aérea asiática destaca Embraer E195-E2 como “caçador de lucros” e ressalta eficiência econômica

 



Barathan Pasupathi, CEO da Jazeera Airways, elogiou o desempenho e a proposta econômica do Embraer E195-E2 após visitar as instalações da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Em postagem no LinkedIn, Pasupathi relatou sua experiência de voo a bordo do E195-E2 em São José dos Campos, além de conhecer o centro de atendimento ao cliente e as linhas de produção da fabricante brasileira.

O executivo destacou o conforto, o baixo nível de ruído e a configuração interna 2-2, sem assentos centrais, que garantem uma experiência diferenciada aos passageiros. No entanto, o principal destaque foi a eficiência econômica do avião.

“Num setor em que a rentabilidade é construída assento por assento, rota por rota e quilograma por quilograma de combustível, o E195-E2 é um verdadeiro ‘caçador de lucros’”, escreveu Pasupathi. Ele ressaltou que a combinação do alcance, consumo eficiente de combustível e capacidade adequada permite atender mercados grandes demais para aviões regionais convencionais, mas que não justificam o uso de jatos narrowbody maiores.

Para Pasupathi, o sucesso de uma aeronave não está apenas no tamanho, mas em sua capacidade de gerar resultados financeiros consistentes diante dos desafios operacionais e restrições da cadeia global de suprimentos.

Pasupathi também elogiou a excelência industrial da Embraer. O CEO agradeceu à equipe da Embraer pela recepção e pelas discussões técnicas durante a visita, além do apoio de Felix Baes de Faria.

Jatos Embraer E2 são “a opção mais promissora” para renovação da frota da Air Nostrum


Fotomontagem

A companhia aérea regional espanhola Air Nostrum está revisando o futuro de sua frota diante do aumento de seu papel dentro da rede da Iberia. A empresa analisa a possibilidade de substituir seus 31 jatos Bombardier CRJ-1000 por uma nova geração de aeronaves, com destaque para a família E2 da Embraer como uma das opções mais promissoras.

Embora nenhuma decisão final tenha sido tomada, a avaliação ocorre em um momento de mudanças estratégicas, com a Iberia transferindo rotas domésticas de menor demanda para seus parceiros regionais, como a Air Nostrum.

A adoção da família Embraer E2 representaria uma alternativa moderna, eficiente e com maior capacidade para atender a essas rotas, oferecendo melhorias em desempenho e economia operacional em comparação com os modelos atuais.

A substituição da frota é um projeto de longo prazo, especialmente diante dos atrasos nas entregas pelas fabricantes. Além disso, a recente nomeação de Guillermo González Vallina, ex-executivo da Iberia, como CEO da Air Investment, empresa controladora da Air Nostrum, reforça a intenção de alinhar a estratégia de crescimento e modernização da frota.

Atualmente, a Air Nostrum opera uma frota composta por 31 CRJ-1000 e sete ATR 72-600, com idade média de 11,5 anos. A empresa, fundada em Valência em 1994, transporta mais de 5,5 milhões de passageiros por ano e realiza cerca de 80 mil voos anuais.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Força Aérea Real Australiana dá adeus aos F/A-18A/B Classic Hornets

 F/A-18A and F/A-18A/B Hornet Departure

A Royal Australian Air Force F/A-18A Hornet soars above RAAF Base Tindal, Northern Territory.

Após mais de 30 anos de serviço dedicado à Força Aérea Real Australiana, a frota australiana de F/A-18A/B Classic Hornets aposentou-se para dar lugar ao caça F-35A Lightning II de quinta geração.

Os poucos Classic Hornets que estavam em atividade – que têm sido empregados na defesa da nação desde 1985 – foram retirados de serviço. A cerimônia ocorreu no dia 29 de novembro na Base de Williamtown e contou com a participação do Ministro da Defesa, Hon Peter Dutton MP, o Chefe da Força Aérea, Marechal do Ar Mel Hupfeld, aviadores da força e parceiros da indústria.

As aeronaves pertenciam ao No. 75 Squadron, baseado em Tindal, perto de Katherine no Território do Norte; e foi o último esquadrão de Classic Hornet a mudar para o F-35A.

O marechal do ar Hupfeld, piloto de F/A-18A/B e instrutor de combate de caça, elogiou a capacidade extraordinária que os Classic Hornets proporcionaram ao poder aéreo australiano e a contribuição que eles deram em tantos teatros de combate.

“É bastante apropriado que no ano do Centenário da Força Aérea nós possamos nos despedir do Classic Hornet, um caça a jato que tem sido parte integrante da capacidade de defesa da Austrália por mais de três décadas”, disse ele.

“À medida que o tempo do Classic Hornet chega ao fim após quase 408.000 horas de voo no total, é hora de fazer a transição para a letalidade avançada, capacidade de sobrevivência e suporte entregues pelo F-35A Lightning II

O marechal Hupfeld também observou que o Classic Hornet foi uma aeronave especial para a Força Aérea e uma peça importante da história da aviação australiana.

“O primeiro desdobramento operacional do Hornet ocorreu entre novembro de 2001 e maio de 2002 sob a Operação Slipper, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Aeronaves Hornet F/A-18A da Força Aérea Real Australiana voam em formação sobre a Base da RAAF em Tindal, Território do Norte
F/A-18A Hornet com pintura especial

“O governo australiano concordou em desdobrar os F/A-18A/B para proteger a principal base aérea da Força Aérea dos Estados Unidos na ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico, que estava sendo usada para realizar operações no Afeganistão, disse o marechal Hupfeld.

“Em fevereiro de 2003, tive o privilégio e a honra de comandar pessoalmente o contingente de 14 Hornets e o pessoal do Esquadrão No. 75 que foi desdobrado no Iraque sob a Operação Falconer como parte da contribuição da Austrália para a guerra contra o terrorismo.

Este foi o primeiro desdobramento operacional de combate de caças australianos desde a Guerra da Coreia, e nossos aviadores e aeronaves tiveram um desempenho acima das expectativas.”

O Comandante da RAAF, Vice-Marechal Joe Iervasi, AM, CSC, também um experiente piloto de F/A-18A/B, refletiu sobre o emprego operacional mais recente do Classic Hornet e o futuro da capacidade de combate aéreo da Austrália.

“De 2014 a 2018, os esquadrões de F/A-18A/B Hornet foram desdobrados na Operação Okra como parte da Coalizão Global para derrotar o Daesh.

“Mais uma vez com desempenho acima das expectativas, na Okra, os Classic Hornets voaram em 1.937 missões, acumulando 14.780 horas de voo e lançando aproximadamente 1.600 munições”, disse o vice-marechal Iervasi.

“Embora eu esteja triste por ver esta incrível aeronave encerrar seu papel de sentinela dos céus australianos, é um momento emocionante para a Força Aérea ao entrarmos em nosso segundo século com o F-35A entregando poder aéreo de combate como parte de uma força conjunta em rede, para assegurar a capacidade da ADF de deter ou derrotar ameaças aos interesses da Austrália.”

F/A-18B Hornet