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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Há 40 anos eram entregues os primeiros T-27 Tucano para a FAB

 Tucanos da FAB seguem em operação 40 anos após primeira entrega. Foto: Suboficial Johnson/ FAB.

O dia 29 de setembro de 1983 ficou marcado na história da aviação brasileira. Nesta data ocorreu a entrega das oito primeiras aeronaves Embraer T-27 Tucano para a Força Aérea Brasileira. Sucesso de vendas da fabricante, o T-27 atinge os 40 anos de serviço com a FAB ao mesmo tempo em que recebe uma ampla modernização. 

O Tucano foi desenvolvido pela Embraer a pedido da própria força aérea, que precisava de uma aeronave nova para substituir os treinadores T-37 Tweet, de origem norte-americana.  Designado EMB-312 pela Embraer, recebeu o nome Tucano após uma consulta aos cadetes da Academia da Força Aérea (AFA), que sugeriram uma infinidade de nomes. 

O T-27 fez seu primeiro voo em 19 de agosto de 1980, tornando-se o mais moderno treinador da época. O turboélice trazia inovações — como o assento traseiro mais alto melhorando a visão do instrutor — e disposição dos instrumentos no cockpit, mais semelhantes a dos aviões de caça e ataque da época. Três anos depois a FAB recebia os aviões. Matriculados 1303 a 1310, os Tucanos foram entregues na sede da Embraer, sendo seis aeronaves para a Esquadrilha da Fumaça e duas para a AFA. 

Entrega dos primeiros T-27 Tucano para a força aérea em 1983. Foto: Embraer via Rudnei Dias da Cunha/História da Força Aérea Brasileira.
Entrega dos primeiros T-27 Tucano para a força aérea em 1983. Foto: Embraer via Rudnei Dias da Cunha/História da Força Aérea Brasileira

Além de ser empregado como plataforma de instrução avançada, o T-27 também recebeu armamentos para desempenhar missões de ataque ao solo e defesa aérea, redesignado como AT-27. Robusto, versátil, barato e de fácil operação, o Tucano também foi sucesso de vendas com exportação para 17 países, muitos dos quais ainda operam o modelo. Também foi fabricado sob licença pela Shorts britânica, que inclusive remotorizou a aeronave. 

Respondendo à uma licitação norte-americana e, novamente, necessidades da Aeronáutica, a Embraer desenvolveu o ALX, também chamado de Tucano JPATS, mais tarde rebatizado como A-29 (EMB-314) Super Tucano.

Mais moderno, potente e capaz, o Super Tucano substituiu os AT-27 armados dos esquadrões Flecha, Grifo e Escorpião, bem como o AT-26 Xavante na formação dos pilotos de caça. Assim como seu predecessor, também foi sucesso de vendas e hoje opera em 16 países. Em 2013 os T-27 da Esquadrilha da Fumaça também cederam lugar aos A-29, encerrando 30 anos de acrobacias aéreas.  

T-27M

O T-27 permanece em serviço na AFA junto ao 1º Esquadrão de Instrução Aérea, o Cometa, onde os cadetes aviadores concluem sua fase de formação em voo no quarto e último ano de academia. Para atender as necessidades atuais, a FAB iniciou em 2019 a modernização da frota de T-27.

A principal diferença está no cockpit, que recebeu displays multifuncionais coloridos no lugar dos mostradores analógicos. A pintura também mudou: agora ostentam um esquema digitalizado em cores laranja, preto e branco, novamente escolhido (e desenhados) pelos próprios cadetes.

Modernização dos T-27 incluiu substituição de aviônicos e nova pintura. Foto: Suboficial Johnson/FAB.
Modernização dos T-27 incluiu substituição de aviônicos e nova pintura. Foto: Suboficial Johnson/FAB.

Sob os comandos do Coronel Aviador Marcelo Zampier Bussmann do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo, o primeiro T-27M (Modernizado) fez seu primeiro voo em 23 de outubro de 2020. As quatro primeiras aeronaves modernizadas foram entregues à AFA em dezembro de 2021, marcando uma nova fase na formação de pilotos militares no Brasil.

 

Força Aérea Brasileira comemora 40 anos da aeronave T-27 Tucano

Fundamental para a formação dos cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave T-27 Tucano completa quatro décadas de operações na FAB

Cerimônia foi realizada nessa segunda-feira (20/11), na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP)

Agência Força Aérea, por Tenente Flávia Rocha

Fundamental para a formação dos cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave T-27 Tucano completa quatro décadas de operações na FAB. A cerimônia alusiva aos 40 anos da chegada dos T-27 à Academia da Força Aérea (AFA) foi realizada nessa segunda-feira (20/11), em Pirassununga (SP).

Para celebrar o momento histórico, uma das aeronaves da AFA recebeu uma pintura especial que foi apresentada ao público pela primeira vez na cerimônia.

O T-27 Tucano com a pintura comemorativa dos 40 anos de operação na FAB foi pilotado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e pelo Chefe da Divisão de Operações Aéreas da AFA, Tenente-Coronel Aviador Marcelo Guimarães Resende.

Em voo comemorativo, o T-27 Tucano foi escoltado pelas aeronaves do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) – mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça, que por mais de três décadas utilizou o T-27 em suas demonstrações.

Durante o voo, o Tenente-Brigadeiro do Ar Damasceno comentou via fonia sobre a experiência de pilotar a aeronave homenageada. “É um prazer muito grande fazer parte desse momento, nessa aeronave que formou grande parte dos nossos aviadores, praticamente todos. Voar essa máquina é uma sensação maravilhosa. Parabéns a todos. É um grande prazer. Somos todos Força Aérea”, disse.

Ao regressar do memorável voo a bordo do T-27, o Comandante da Aeronáutica destacou a relevância histórica do Tucano e imbuída do propósito de estar à vanguarda das inovações não só doutrinárias, como tecnológicas.

“Celebrar quatro décadas do ingresso desse avião de fabricação brasileira em nossa honrada Instituição, reconhecendo que, agora modernizado, continuará a exercer seu fundamental papel na formação dos futuros Oficiais Aviadores, é motivo de orgulho para a nossa Força Aérea”, frisou.

Pilotos de gerações passadas e contemporâneas se reuniram para celebrar o aniversário da chegada desse ícone à Academia da Força Aérea.

O evento contou, ainda, com a presença do Comandante de Operações Aeroespaciais (COMAE), Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara; do Comandante-Geral do Pessoal (COMGEP), Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares; do Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, entre outros Oficiais-Generais e convidados.

Dando continuidade aos eventos comemorativos, houve, ainda, o descerramento da Medalha Simbólica alusiva aos 40 anos de excelentes serviços prestados pelo T-27 na formação dos pilotos militares.

Na ocasião, ocorreu, também, uma homenagem da Embraer ao Comando da Aeronáutica. Além disso, a Academia da Força Aérea entregou um troféu ao piloto da FAB, na ativa, com mais horas de voo (4.344 horas) no T-27 Tucano: o Comandante-Geral do Pessoal, Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares. “É uma surpresa muito grande. Uma emoção. Toda a minha história na FAB como aviador foi praticamente no Tucano. Então, eu tenho um carinho muito grande por essa aeronave porque voei na Força Aérea nas asas do Tucano na maioria das minhas horas de voo”, celebrou o Oficial-General.

Em seu discurso, o Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Marcello Lobão Schiavo ressaltou a evolução da aeronave. “Hoje o “quarentão” T-27 segue cada vez mais forte e resiliente, superando todos os desafios e intempéries. Permanece como um ícone da indústria aeronáutica brasileira e um orgulho para a Academia da Força Aérea, que tem o privilégio de formar seus pilotos em um dos melhores aviões de treinamento do mundo, agora modernizado”, sublinhou.

História

Fruto de uma parceria entre a Embraer e a FAB nos anos 80, o Tucano surgiu da necessidade da FAB de substituir a antiga aeronave de treinamento T-37, que era utilizado na instrução avançada da formação de pilotos na Academia da Força Aérea. Nascia assim uma máquina com desempenho notório e reconhecida internacionalmente.

O “Embraer 312 Tucano” é um dos melhores treinadores militares do mundo, sendo um sucesso de vendas, com 637 exemplares produzidos. Ele entrou em serviço em setembro de 1983 na FAB e já foi exportado para diversos países, como Angola, Argentina, Colômbia, Egito, França, Honduras, Inglaterra, Irã, Iraque, Paraguai, Peru e Venezuela.

Em 29 de setembro de 1983, a FAB recebeu os primeiros oito exemplares, sob matrículas 1303 a 1310. As aeronaves foram distribuídas para o Primeiro Esquadrão de Instrução Aérea, na AFA, e para o Esquadrão de Demonstração Aérea, marcando a reativação da Esquadrilha da Fumaça. O primeiro avião a pousar na AFA foi o FAB 1303, primeiro T-27 da Força Aérea Brasileira. Na ocasião, os pilotos eram o Tenente-Brigadeiro do Ar Délio Jardim de Mattos, Ministro da Aeronáutica à época, e o então diretor do CTA, Major-Brigadeiro do Ar Lauro Ney Menezes.

Modernização do T-27

Em dezembro de 2021, foi dado início a uma nova era na formação dos futuros aviadores da FAB, com a entrega das primeiras aeronaves T-27 modernizadas, equipadas com um sistema aviônico capaz de preparar os cadetes da AFA para as modernas aeronaves de todas as aviações da Força Aérea, ressaltando o alto grau de competência e de profissionalismo dos integrantes da Força Aérea Brasileira.

Fotos: Tenente Inforzatto / AFA, Sargento Viegas / CECOMSAER, Soldado João Oliveira / AFA e Soldado Adher / AFA – Vídeo: Sargento André Sousa / CECOMSAER

Força Aérea Brasileira comemora 40 anos da aeronave T-27 Tucano

 Fundamental para a formação dos cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave T-27 Tucano completa quatro décadas de operações na FAB

Cerimônia foi realizada nessa segunda-feira (20/11), na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP)

Agência Força Aérea, por Tenente Flávia Rocha

Fundamental para a formação dos cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave T-27 Tucano completa quatro décadas de operações na FAB. A cerimônia alusiva aos 40 anos da chegada dos T-27 à Academia da Força Aérea (AFA) foi realizada nessa segunda-feira (20/11), em Pirassununga (SP).

Para celebrar o momento histórico, uma das aeronaves da AFA recebeu uma pintura especial que foi apresentada ao público pela primeira vez na cerimônia.

O T-27 Tucano com a pintura comemorativa dos 40 anos de operação na FAB foi pilotado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e pelo Chefe da Divisão de Operações Aéreas da AFA, Tenente-Coronel Aviador Marcelo Guimarães Resende.

Em voo comemorativo, o T-27 Tucano foi escoltado pelas aeronaves do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) – mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça, que por mais de três décadas utilizou o T-27 em suas demonstrações.

Durante o voo, o Tenente-Brigadeiro do Ar Damasceno comentou via fonia sobre a experiência de pilotar a aeronave homenageada. “É um prazer muito grande fazer parte desse momento, nessa aeronave que formou grande parte dos nossos aviadores, praticamente todos. Voar essa máquina é uma sensação maravilhosa. Parabéns a todos. É um grande prazer. Somos todos Força Aérea”, disse.

Ao regressar do memorável voo a bordo do T-27, o Comandante da Aeronáutica destacou a relevância histórica do Tucano e imbuída do propósito de estar à vanguarda das inovações não só doutrinárias, como tecnológicas.

“Celebrar quatro décadas do ingresso desse avião de fabricação brasileira em nossa honrada Instituição, reconhecendo que, agora modernizado, continuará a exercer seu fundamental papel na formação dos futuros Oficiais Aviadores, é motivo de orgulho para a nossa Força Aérea”, frisou.

Pilotos de gerações passadas e contemporâneas se reuniram para celebrar o aniversário da chegada desse ícone à Academia da Força Aérea.

O evento contou, ainda, com a presença do Comandante de Operações Aeroespaciais (COMAE), Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara; do Comandante-Geral do Pessoal (COMGEP), Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares; do Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, entre outros Oficiais-Generais e convidados.

Dando continuidade aos eventos comemorativos, houve, ainda, o descerramento da Medalha Simbólica alusiva aos 40 anos de excelentes serviços prestados pelo T-27 na formação dos pilotos militares.

Na ocasião, ocorreu, também, uma homenagem da Embraer ao Comando da Aeronáutica. Além disso, a Academia da Força Aérea entregou um troféu ao piloto da FAB, na ativa, com mais horas de voo (4.344 horas) no T-27 Tucano: o Comandante-Geral do Pessoal, Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Reis Tavares. “É uma surpresa muito grande. Uma emoção. Toda a minha história na FAB como aviador foi praticamente no Tucano. Então, eu tenho um carinho muito grande por essa aeronave porque voei na Força Aérea nas asas do Tucano na maioria das minhas horas de voo”, celebrou o Oficial-General.

Em seu discurso, o Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Marcello Lobão Schiavo ressaltou a evolução da aeronave. “Hoje o “quarentão” T-27 segue cada vez mais forte e resiliente, superando todos os desafios e intempéries. Permanece como um ícone da indústria aeronáutica brasileira e um orgulho para a Academia da Força Aérea, que tem o privilégio de formar seus pilotos em um dos melhores aviões de treinamento do mundo, agora modernizado”, sublinhou.

História

Fruto de uma parceria entre a Embraer e a FAB nos anos 80, o Tucano surgiu da necessidade da FAB de substituir a antiga aeronave de treinamento T-37, que era utilizado na instrução avançada da formação de pilotos na Academia da Força Aérea. Nascia assim uma máquina com desempenho notório e reconhecida internacionalmente.

O “Embraer 312 Tucano” é um dos melhores treinadores militares do mundo, sendo um sucesso de vendas, com 637 exemplares produzidos. Ele entrou em serviço em setembro de 1983 na FAB e já foi exportado para diversos países, como Angola, Argentina, Colômbia, Egito, França, Honduras, Inglaterra, Irã, Iraque, Paraguai, Peru e Venezuela.

Em 29 de setembro de 1983, a FAB recebeu os primeiros oito exemplares, sob matrículas 1303 a 1310. As aeronaves foram distribuídas para o Primeiro Esquadrão de Instrução Aérea, na AFA, e para o Esquadrão de Demonstração Aérea, marcando a reativação da Esquadrilha da Fumaça. O primeiro avião a pousar na AFA foi o FAB 1303, primeiro T-27 da Força Aérea Brasileira. Na ocasião, os pilotos eram o Tenente-Brigadeiro do Ar Délio Jardim de Mattos, Ministro da Aeronáutica à época, e o então diretor do CTA, Major-Brigadeiro do Ar Lauro Ney Menezes.

Modernização do T-27

Em dezembro de 2021, foi dado início a uma nova era na formação dos futuros aviadores da FAB, com a entrega das primeiras aeronaves T-27 modernizadas, equipadas com um sistema aviônico capaz de preparar os cadetes da AFA para as modernas aeronaves de todas as aviações da Força Aérea, ressaltando o alto grau de competência e de profissionalismo dos integrantes da Força Aérea Brasileira.

Fotos: 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Em 20 anos, esquadrão da Força Aérea Italiana atinge a marca de 70 mil horas de voo no Eurofighter Typhoon

 

Caças do 36º Stormo Caccia, sediado em Gioia del Colle, na Itália, acumularam mais de 43 mil missões e participaram de mais de 190 acionamentos reais de alerta para defesa aérea.


A frota de caças Eurofighter Typhoon do 36º Stormo Caccia da Força Aérea Italiana ultrapassou a marca de 70 mil horas de voo, após quase duas décadas de operações a partir da Base Aérea de Gioia del Colle, no sul da Itália. O marco, anunciado em 28 de outubro de 2026, representa a experiência acumulada pela unidade na defesa do espaço aéreo italiano e no cumprimento de missões da OTAN.

Desde a chegada do primeiro Eurofighter, em 1º de outubro de 2007, o esquadrão realizou mais de 43 mil missões operacionais e de treinamento, além de apoiar mais de 190 acionamentos reais de alerta, conhecidos como Scramble. Esses números demonstram a importância do 36º Stormo na estrutura de defesa aérea da Itália, que precisa manter caças preparados para decolar rapidamente diante de possíveis ameaças.

O trabalho para sustentar essa capacidade vai muito além das atividades dos pilotos. O Grupo de Eficiência de Aeronaves (GEA) acumulou mais de 1,5 milhão de horas de trabalho técnico especializado, realizando aproximadamente 800 mil intervenções de manutenção programada e corretiva, além de mais de 180 inspeções periódicas. A equipe responsável pela linha de voo também desempenha papel essencial na preparação, assistência e recuperação dos aviões antes e depois de cada missão.

Desde 5 de janeiro de 2009, o 36º Stormo integra a arquitetura de defesa aérea da OTAN, contribuindo especialmente para a proteção do flanco sudeste da Aliança. A unidade também participa da vigilância permanente do espaço aéreo italiano, uma atividade mantida durante as 24 horas do dia, ao longo de todo o ano.

Os Eurofighter do esquadrão também possuem experiência em operações internacionais de policiamento aéreo reforçado (Enhanced Air Policing). Entre os destacamentos realizados estão missões nas Repúblicas Bálticas, na Islândia, na Romênia e na Polônia, regiões nas quais a presença de caças aliados representa um importante instrumento de dissuasão e proteção do espaço aéreo.

No Oriente Médio, o 36º Stormo participou de operações no Kuwait e integrou o Task Group Typhoon, componente da coalizão internacional envolvida no combate ao grupo terrorista Estado Islâmico. A unidade também realizou atividades na Arábia Saudita, voltadas ao treinamento conjunto e ao fortalecimento da interoperabilidade com forças aéreas parceiras.

O Eurofighter Typhoon, designado F-2000 pela Força Aérea Italiana, é um caça bimotor multimissão desenvolvido por Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha. Equipado com dois motores EJ200, o avião combina elevada capacidade de desempenho, sensores avançados e possibilidade de empregar diferentes armamentos, incluindo mísseis ar-ar de longo alcance, como o Meteor, e o AIM-120 AMRAAM.

A Itália mantém uma estrutura de defesa aérea integrada, na qual os Eurofighter trabalham em conjunto com outras unidades e com os caças furtivos F-35. Essa combinação amplia as possibilidades de vigilância, identificação e resposta a diferentes tipos de ameaças, reforçando a capacidade de proteção do território nacional e o compromisso italiano com a defesa coletiva da OTAN.

Para o 36º Stormo, as 70 mil horas representam também o resultado de milhares de profissionais que, ao longo dos anos, mantiveram os aviões disponíveis para operações reais e exercícios internacionais. É uma marca construída não apenas nos céus, mas também nos hangares e nas equipes de apoio que garantem a prontidão dos caças.

Fokker Services é centro autorizado para o C-390 na Holanda

Primeiro dos seis cargueiros militares comprados pelo país já está em produção na fábrica de Gavião Peixoto (SP)


 A Embraer anunciou nesta terça-feira, 3, que o Fokker Services Group passou a ser o Centro de Serviço Autorizado para a aeronave militar C-390 Millennium utilizada pela Força Aérea da Holanda.

De acordo com o acordo, o Fokker Services Group, uma empresa independente de serviços aeroespaciais, será responsável pela manutenção e suporte das aeronaves da Força Aérea holandesa.

Em comunicado, a fabricante brasileira informou que o centro auxiliará na operação da frota no país, oferecendo suporte técnico e operacional localmente.

“Estamos felizes em firmar essa parceria com o Fokker Services Group e fortalecer nossa relação com a Força Aérea da Holanda. Essa conquista mostra a confiança que clientes e parceiros do programa C-390 Millennium têm na Embraer”, afirmou Frederico Lemos, Chief Commercial Officer (CCO) da Embraer Defesa & Segurança.



O C-390 Millennium é um avião militar de transporte que pode carregar até 26 toneladas. Ele é usado para transportar cargas e soldados, lançar cargas e paraquedistas, realizar evacuação médica, buscas e salvamentos, combater incêndios e apoiar ações humanitárias, inclusive em locais com pistas improvisadas ou não pavimentadas.