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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Embraer prevê vendas consistentes do E175 no mercado americano

 




EXCLUSIVO

Paris, França – A Embraer projeta uma longa continuidade na produção do E175-E1, com o mercado dos Estados Unidos mantendo uma demanda estável pelo único jato regional atualmente em produção no mundo que atende às exigências locais.

Durante o anúncio no Paris Air Show 2025 da venda de 60 novos jatos E175 para a SkyWest Airlines — que os operará sob a marca Delta Connection, da Delta Air Lines — conversamos com Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, sobre os planos futuros da fabricante brasileira para o seu best-seller no maior mercado da empresa: os Estados Unidos.

Atualmente, o E175-E2 está fora do que é permitido pela chamada “Scope Clause”, cláusula da convenção coletiva dos pilotos das grandes companhias aéreas americanas. Essas regras limitam o peso máximo e o número de assentos das aeronaves que podem ser operadas por subsidiárias regionais, que terceirizam os voos com custos operacionais e salários mais baixos.

Por outro lado, o E175-E1 é o único jato regional em produção no mundo que se enquadra nos critérios da Scope Clause, oferecendo o máximo de capacidade dentro do limite permitido. A Embraer, que já domina esse nicho nos EUA, ainda vê grande potencial de vendas futuras.

Segundo Meijer, o foco atual da fabricante é a renovação da frota regional americana: “Há muitas aeronaves voando por aí, e muitas delas são mais antigas, então vemos crescimento nesse segmento. A Scope Clause limita a expansão da frota regional ao crescimento da frota principal das companhias aéreas, então existe, sim, uma barreira. Ainda assim, enxergamos um mercado significativo para substituição de jatos antigos, especialmente os da Bombardier, que precisarão ser renovados nos próximos anos”, afirmou.

O executivo também destacou a flexibilidade da linha de produção em São José dos Campos (SP), que atende tanto à geração E1 quanto à E2 sem impacto na eficiência da fábrica: “Acreditamos que entre 40% e 50% da nossa capacidade de produção continuará dedicada ao E175-E1”, disse Meijer.

Ele ainda lembrou que, além do novo pedido da SkyWest, a Embraer também anunciou no último ano uma encomenda de 90 aeronaves feita pela American Airlines — número suficiente para manter a linha de montagem do E175 ativa por pelo menos mais dois anos.

Produzíamos cerca de 100 aeronaves por ano antes da pandemia — esse era o ritmo de crescimento naquela época. Olhando para frente, vemos um mercado muito promissor. Essa é uma demanda contínua, e esperamos que ela permaneça forte por muitos anos. É exatamente esse o foco da nossa plataforma de investimentos”, concluiu o CEO.

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