A Força Aérea Brasileira mantém uma combinação de tecnologia de última geração e aeronaves veteranas em sua aviação de caça, reunindo o moderno F-39 Gripen, o histórico F-5 Tiger II e o A-1 AMX em um sistema estratégico de defesa do espaço aéreo.
Em um mundo onde crises internacionais ganham manchetes em horas, a defesa do espaço aéreo vira assunto até para quem nunca acompanhou aviação militar.
Segundo informações divulgadas pelo portal Band, a Força Aérea Brasileira mantém atualmente um mix de aeronaves que combina tecnologia de ponta com modelos veteranos modernizados para proteger o espaço aéreo do país.
E, nos últimos meses, um detalhe passou a chamar atenção fora do meio militar: o caça mais moderno da Força Aérea Brasileira entrou oficialmente no “plantão” de defesa aérea 24 horas por dia a partir do Centro-Oeste.
Desde 24 de fevereiro de 2026, o F-39 Gripen passou a cumprir, pela primeira vez, o Alerta de Defesa Aérea do Planalto Central a partir da Base Aérea de Anápolis (GO), sob responsabilidade do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA).
Essa mudança simboliza um passo importante dentro do Programa Gripen (FX-2), que vem trocando uma frota baseada em aeronaves modernizadas por uma geração nova, com sensores avançados, guerra eletrônica e armamentos de maior alcance.
Ao mesmo tempo, a FAB ainda opera caças veteranos que carregam décadas de experiência, como o F-5M.
E, na ala do ataque ao solo, o A-1 AMX segue em atividade em Santa Maria (RS), em um momento descrito por analistas e reportagens especializadas como fase final de operação e
Gripen em alerta 24 horas e o salto tecnológico da FAB
O F-39 Gripen é um caça multimissão desenvolvido pela Saab, com participação industrial brasileira no programa e transferência de tecnologia.
O contrato brasileiro prevê a aquisição de 36 aeronaves, sendo 28 Gripen E (monoposto) e 8 Gripen F (biposto).
Ao entrar no Alerta de Defesa Aérea em 24 de fevereiro de 2026, o Gripen passou a integrar a rotina de prontidão armada para proteger o espaço aéreo do Planalto Central.

Na prática, isso significa manter aeronaves e equipes prontas para decolar em poucos minutos, caso haja acionamento para interceptação e identificação.
Nos meses anteriores, a FAB divulgou marcos de certificação e testes que ajudam a explicar por que a aeronave ganhou espaço na linha de frente.
Em novembro de 2025, a FAB anunciou o primeiro lançamento do míssil Meteor pelo F-39E Gripen em teste realizado no Brasil.
Em dezembro de 2025, a FAB também divulgou o primeiro tiro aéreo com o canhão Mauser BK-27, de 27 mm, a partir do Gripen.
E, no fim de 2025, a Força informou ainda a conclusão de campanha de certificação de reabastecimento em voo entre o F-39 e o KC-390 Millennium, ampliando alcance e permanência em missão.
Esses marcos ajudam a compor a imagem do Gripen como o vetor mais moderno hoje em operação na aviação de caça brasileira.
F-5 modernizado segue como pilar em duas bases estratégicas
Se o Gripen representa a nova fase, o F-5M continua sendo uma peça central da aviação de caça por um motivo simples: ainda entrega disponibilidade e treinamento diário com custo e logística conhecidos.
O F-5 Tiger II é um projeto clássico, mas a frota brasileira passou por modernizações que resultaram nas versões F-5EM e F-5FM, com novos aviônicos, radar e sistemas atualizados ao longo dos anos.

Hoje, os F-5M operam em pontos considerados estratégicos, como Canoas (RS), no 1º/14º GAV, e Santa Cruz (RJ), no 1º Grupo de Aviação de Caça.
Esses esquadrões mantêm a rotina de missões de defesa aérea e treinamento de combate aproximado, o que preserva uma camada de prontidão enquanto o F-39 amplia sua presença operacional.
Na prática, o cenário atual combina o novo e o veterano, com o Gripen avançando para tarefas de maior prioridade estratégica e o F-5 sustentando parte do volume diário de operações e capacitação.
A-1 AMX e o papel de ataque ao solo em uma frota em transição
Diferente de F-39 e F-5, que têm forte foco em defesa aérea, o A-1 AMX foi concebido como caça de ataque, voltado a missões ar-solo e reconhecimento tático.
No Brasil, a operação do AMX está concentrada na Base Aérea de Santa Maria (RS), vinculada ao 1º/10º GAV, unidade frequentemente citada como a responsável pelos últimos AMX em serviço no mundo.

Nos últimos meses, notícias de incidentes e análises sobre manutenção e suporte reforçaram a percepção de que a aeronave está em uma etapa final de ciclo.
Em fevereiro de 2026, por exemplo, veículos especializados relataram um incidente no pouso envolvendo duas aeronaves A-1 em Santa Maria, sem feridos, o que voltou a colocar o modelo no noticiário.
O ponto central, porém, é que a FAB atravessa uma transição em que capacidades precisam ser mantidas sem depender indefinidamente de aeronaves antigas.
Isso ajuda a explicar por que o debate sobre “mix de caças” costuma aparecer junto com temas de orçamento, cronograma de entregas e ritmo de incorporação de novas unidades.
Um tripé que protege o país, mas com mudanças aceleradas
Quando se olha a aviação de caça da FAB em 2026, a fotografia mais fiel é a de uma frota em camadas.
O F-39 Gripen representa a modernização e já entrou em alerta 24 horas no Planalto Central.
O F-5M segue como pilar de presença e treinamento em bases tradicionais, sustentando parte do volume operacional.
E o A-1 AMX permanece associado ao ataque ao solo e reconhecimento, mas em um contexto de transição e redução gradual de disponibilidade.

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