Em anúncio feito em 6 de março, a Embraer revelou sua estratégia para acelerar as entregas dos jatos comerciais da linha E-Jet nos próximos anos, com o objetivo de alcançar a marca de 100 aeronaves entregues por ano até 2027 ou 2028.
No relatório financeiro de 2025, a empresa registrou um lucro de US$ 359 milhões, mantendo-se praticamente estável em relação ao ano anterior.
No total, foram entregues 233 aeronaves civis, um crescimento de 15% em comparação a 2024, incluindo 78 jatos comerciais E-Jet (contra 73 no ano anterior) e 155 jatos executivos (ante 130 em 2024). O último trimestre do ano marcou um recorde para entregas de jatos executivos, com 53 unidades.
Na área militar, a Embraer entregou 11 aeronaves, entre elas três KC-390 e oito A-29 Super Tucanos, um aumento significativo comparado às três KC-390 entregues em 2024.
Para 2026, a previsão é entregar entre 80 e 85 jatos E-Jet e de 160 a 170 jatos executivos, mesmo diante dos desafios na cadeia de suprimentos, especialmente a escassez dos motores Pratt & Whitney turbofan com engrenagem, que também impactou a Airbus, que precisou reduzir as metas para sua família A320neo.
Apesar disso, o CEO Francisco Gomes Neto acredita que a Pratt & Whitney conseguirá atender à demanda da Embraer, já que os E-Jets E2 utilizam uma variante desses motores.
A empresa está se preparando para expandir a produção dos E-Jets e espera alcançar a marca de 100 entregas anuais até 2027 ou 2028. Ao final de 2025, a Embraer contava com 459 pedidos em carteira para os E-Jets, um aumento significativo em relação aos 343 registrados no ano anterior, incluindo 64 pedidos da geração anterior E175 e 157 unidades da nova geração E2.
Além disso, a Embraer anunciou recentemente uma parceria com a empresa indiana Adani para estudar a instalação de uma linha de montagem regional do E175 na Índia.
O memorando de entendimento prevê acordos relacionados a pedidos de aeronaves, cadeia de suprimentos, serviços pós-venda e treinamento de pilotos.

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