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sábado, 7 de março de 2026

Índia aprova aquisição de 60 aviões de transporte militar e abre disputa entre Embraer C-390 e C-130J

 C-390_Over_Bangalore

Embraer C-390 com as cores indianas

O Conselho de Aquisições de Defesa da Índia autorizou o avanço do programa para adquirir 60 aeronaves de transporte médio (Medium Transport Aircraft – MTA) para a Força Aérea Indiana (IAF), em um projeto que visa modernizar a capacidade de transporte tático do país e substituir aeronaves mais antigas de origem soviética. O plano prevê a compra inicial de 12 aviões prontos de fábrica, enquanto 48 unidades serão produzidas localmente na Índia, no âmbito da política industrial “Make in India”.

A disputa pelo contrato deverá ocorrer principalmente entre duas propostas: o Embraer C-390 Millennium, do Brasil, apresentado em parceria com o grupo indiano Mahindra, e o Lockheed Martin C-130J Super Hercules, dos Estados Unidos, oferecido em parceria com a Tata Advanced Systems. Ambas as propostas incluem planos de produção local, transferência de tecnologia e desenvolvimento de capacidades industriais no país.

A Airbus propôs o A400M Atlas, uma plataforma maior com capacidade de carga superior a 30 toneladas. Ele combina funções de transporte tático e estratégico, embora sua maior capacidade o coloque acima da faixa de requisitos estabelecida pela Força Aérea Indiana (IAF), tornando-o menos adequado às necessidades atuais.

O programa faz parte do esforço da Índia para renovar sua frota de transporte militar, atualmente composta em grande parte por aeronaves Antonov An-32 e Ilyushin Il-76, que enfrentam limitações operacionais e dificuldades de manutenção. As novas aeronaves deverão preencher o espaço entre os aviões de transporte leve e as plataformas de grande porte da força aérea, além de operar em condições exigentes, como pistas curtas ou não preparadas e bases de alta altitude nas regiões de Ladakh e no nordeste do país.

Além de fortalecer a logística militar da Índia, o projeto também é visto como um importante impulso para a indústria aeroespacial doméstica, uma vez que a produção local de 48 aeronaves poderá criar cadeias de suprimento, centros de manutenção e novas capacidades tecnológicas no país. A decisão final sobre qual aeronave será escolhida deverá ocorrer após a fase de propostas formais, testes e negociações contratuais conduzidos pelo Ministério da Defesa indiano.

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