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segunda-feira, 16 de março de 2026

Sem opções, KLM manterá o E175 na frota enquanto negocia mais jatos E195-E2 com a Embraer

 



A KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM que só voa com jatos Embraer, espera em breve algumas mudanças de frota, mas mantendo a sequência de aeronaves brasileiras.

Hoje com 61 aeronaves em sua frota, sendo 17 jatos Embraer E175-E1, 19 aeronaves Embraer E190-E1 e 25 novos Embraer E195-E2, a Cityhopper é uma das mais fiéis clientes da Embraer, optando pela fabricante brasileira para substituir todos os jatos nacionais Fokker.

A tendência é inclusive expandir a frota, como aponta Maarten Koopmans, diretor da KLM Cityhopper, à Aviation Week. Segundo ele, hoje a companhia aérea holandesa trabalha para ter mais jatos E2, parte das 10 opções de compra remanescentes do contrato firmado em 2019 para um total de até aeronaves E195-E2.

Tem mais um bocado de aeronaves ainda vindo, estamos trabalhando nos detalhes para a entrega, mas eu esperamos mais um pouco de novos aviões“, afirmou o executivo. Estas aeronaves substituirão os E190-E1 atualmente em uso, porém o menor E175 ainda continuará na frota por tempo indeterminado: “Vamos mantê-los, porque realmente não temos outra alternativa real no momento“.

A referência é pelo fato da Embraer ser a única empresa no mundo que fabrica hoje aeronaves na faixa de 90 assentos, e sem previsão de nenhum concorrente nas próximas décadas. O E175 é de longe o jato regional mais vendido do mundo, e uma nova versão, o E175-E2, existe, porém não foi certificada ainda por estar acima do peso máximo definido pela cláusula do acordo coletivo de trabalho do sindicato americano de pilotos.

Esta cláusula determina a quantidade de assentos das empresas regionais terceirizadas e também o peso máximo dos aviões, a fim de que não ocorra uma terceirização total dos voos das grandes companhias aéreas por empresas menores operando sob sua marca.

Com isso, a Embraer avalia que não é viável certificar o E175-E2, já que ele não poderá ser vendido no seu principal mercado, os EUA. Enquanto isso, a fabricante brasileira segue produzindo a todo vapor o E175-E1, destinando todas as encomendas para as aéreas americanas, que também não têm outra opção a não ser comprar o avião fabricado em São José dos Campos.

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