A Delta deve acelerar a retirada de alguns aviões Boeing 717, visando reduzir custos diante da alta do petróleo apesar do recente acordo de paz entre EUA e Irã.
Informações recentes de dentro da empresa e que foram publicadas pelo perfil JonNYC, conhecido por vazamentos internos do setor aéreo americano, indicam que seis aeronaves do modelo deverão deixar as operações antes do prazo inicialmente previsto.
Os aviões envolvidos no processo possuem mais de 26 anos de uso e, estão sendoretirados de serviço cerca de quatro anos antes das estimativas anteriormente consideradas para a substituição gradual da frota, que seria a partir de 2030.
As aeronaves identificadas para a desativação correspondem aos registros consecutivos N943AT, N944AT, N945AT, N946AT, N947AT e N948AT. Todos os jatos fazem parte do grupo mais antigo de Boeing 717 operado pela transportadora americana, e comprados da AirTran Airways, quando esta foi adquirida pela concorrente Southwest Airlines.
O Boeing 717 é a última evolução da família Douglas DC-9 e desempenha um papel importante nas operações domésticas da companhia, especialmente em rotas de curta e média distância dentro dos Estados Unidos, considerada “semi-regionais”, por conectarem grandes centros à cidades médias. Na Delta ele tem sido substituído pelo Airbus A220.
Com o setor ainda sofrendo pelas recentes altas do petróleo e com a incerteza de que o conflito pode recomeçar a qualquer momento, esse movimento da Delta indica que a empresa está focando numa frota mais econômica e nova, apesar da grande tradição de operar os seus aviões até o final da sua vida útil.

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