
A Embraer tem apostado na redução do custo operacional para que o KC-390 desbanque o C-130J Super Hércules e o Airbus A400M na competição da Força Aérea da Índia, a IAF.
O processo licitatório, que está em fase final, é a maior aposta da Embraer no setor de defesa na Ásia, já que a encomenda será próxima de uma centena de aviões, caso seja exercida por completo.
Em entrevista ao portal indiano ThePrint, o vice-presidente da divisão de Defesa e Segurança da Embraer para Oriente Médio e Ásia-Pacífico, Caetano Spuldaro Neto, destacou que “nós desenhamos um avião que tem um custo operacional mais baixo, nós oferecemos um avião de 26 toneladas de carga paga enquanto eles (a Lockheed Martin) oferecem 19 toneladas, oferecemos também um jato de dois motores que voa mais rápido e por isso completa a missão de maneira mais ágil, e ainda oferece uma redução de 30% no custo operacional por missão”.
O executivo destaca que esta redução ocorre pelo pacote completo que o KC-390 oferece diante do C-130J da Lockheed Martin, além da função nativa multimissão. Uma das preocupações da Índia é a operação em aeroportos de alta altitude, algo crítico para regiões de difícil acesso no norte do país, perto da Cordilheira do Himalaia, e na crítica fronteira com a China e o Paquistão, inimigo declarado do país.
Um dos pontos destacados pelo portal durante a entrevista foi a capacidade de operação nestas localidades, citando a pista improvisada em Daulat Beg Oldie, na região de Ladaque, no extremo norte da Índia. Neste local, a altitude é de 5.400 metros, com o ar menos denso, o que dificulta em muito a performance das aeronaves.
Hoje o KC-390 é certificado para pouso em pistas de até 4.300 metros de altitude, mas Neto aponta que isto não deve ser um problema: “Operamos acima dos 4 mil metros na América do Sul sem problemas, estamos confiantes que poderemos operar bem acima deste nível também”.
Além do C-130J, a competição também tem a presença do A400M da Airbus, que, apesar de ser uma aeronave bem maior e mais cara, tem maior capacidade de carga do mercado hoje e pode operar com menos restrições em aeroportos de alta altitude, dado seus quatro potentes motores turboélices Europrop TP400 de 11 mil cavalos cada.
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