Pesquisar este blog

sábado, 20 de junho de 2026

jatos AF-1 da Marinha do Brasil armazenados em São Pedro da Aldeia

 Chama a atenção ao mostrar uma fileira de aeronaves militares armazenadas ao ar livre na área da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, principal centro da Aviação Naval brasileira.



Na imagem, é possível identificar um conjunto de jatos de ataque AF-1 Skyhawk, alinhados lado a lado, além de duas fuselagens de helicópteros Super Puma desativadas. A cena sintetiza diferentes fases da história recente da Aviação Naval da Marinha do Brasil: de um lado, os caças adquiridos para operar a bordo de navios-aeródromo; de outro, os helicópteros que marcaram décadas de operação embarcada.

Os AF-1 Skyhawk, designação brasileira dos A-4KU e TA-4KU adquiridos do Kuwait, foram incorporados à Marinha do Brasil no fim da década de 1990. A compra representou um marco histórico: o retorno da operação de aeronaves de asa fixa pela Aviação Naval.

Esses caças passaram a compor o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, o Esquadrão VF-1, sediado em São Pedro da Aldeia. Sua chegada estava diretamente ligada ao esforço da Marinha para operar uma aviação embarcada de asa fixa, primeiro com o NAeL Minas Gerais e depois com o Navio-Aeródromo São Paulo.

Helicópteros do USMC voando em São Pedro de Aldeia, em 2012. No canto inferior direito os AF-1 da Aviação Naval armazenados

Durante sua trajetória, o AF-1 tornou-se símbolo da ambição brasileira de manter uma capacidade aeronaval de maior complexidade, baseada em operações a bordo de navio-aeródromo. A operação desse tipo de aeronave exigia infraestrutura, doutrina, manutenção especializada e formação de pilotos navais, características pouco comuns na América do Sul.

A imagem ilustra os desafios enfrentados por esse segmento. Parte da frota original não seguiu para modernização ou permaneceu em condição de armazenamento, servindo como fonte de peças, reserva estrutural ou material destinado ao descarte, à preservação ou à eventual exposição. Alguns dos aviões da foto de 2022 já viraram monumentos em bases da Marinha.

Jatos AF-1 Skyhawk a bordo do NAe São Paulo, em 2002

A Marinha modernizou parte dos AF-1, dando origem às versões AF-1B e AF-1C, com novos aviônicos, sistemas de navegação e comunicação, além de melhorias estruturais. Ainda assim, a retirada do serviço do porta-aviões São Paulo reduziu drasticamente o papel original desses caças, que passaram a operar apenas a partir de bases terrestres.

O próximo desafio será encontrar um tipo de aeronave que possa substituir os AF-1 para manter o Esquadrão VF-1 em operação.■

Os AF-1 modernizados continuam apoiando as operações da Esquadra voando a partir de terra

Nenhum comentário:

Postar um comentário