42 Jaguares em estoque! O Ministério da Defesa do Reino Unido declarou ao parlamento, que ainda possui 42 aeronaves SEPECAT Jaguar, quase duas décadas após a retirada do modelo do serviço da Royal Air Force (RAF). Além destas, outras nove foram transferidas para a Força Aérea Indiana e algumas foram preservadas.
Os números constam de uma resposta ao parlamento escrita feita pelo Ministro da Prontidão de Defesa e da Indústria, Luke Pollard, em 3 de julho.
“Um total de nove aeronaves Jaguar foram transferidas para a Força Aérea Indiana. Destas, cinco eram da variante GR1 e quatro da variante T2”,disse o ministro. “Das 42 aeronaves Jaguar que o Ministério da Defesa ainda possui, 13 são da variante GR1 e nenhuma é da variante T2.” A resposta não especifica as variantes das 29 aeronaves restantes, são da série GR3 e os bipostos T4. A resposta não especifica o estado das 42 aeronaves retidas, mas entendemos que elas são usadas exclusivamente como estruturas para instrução em solo; elas não estão aptas para voo.
O Jaguar foi desenvolvido em conjunto pela Grã-Bretanha e pela França, no âmbito do consórcio SEPECAT, como uma aeronave de ataque e reconhecimento a baixa altitude. Entrou em serviço na RAF em 1974 e realizou operações de combate na Guerra do Golfo de 1991 e sobre o Iraque e os Balcãs durante a década de 1990, antes de sua aposentadoria em 2007, quando a frota foi retirada de serviço antes do previsto como medida de economia.
Um número substancial de fuselagens foi mantido após a retirada, principalmente na RAF Cosford, onde a Escola de Treinamento Técnico utiliza Jaguars há décadas como aeronaves de instrução em solo, nas quais os técnicos de engenharia da RAF aprendem sua profissão, mantendo muitos dos jatos em condições notavelmente completas.
A Índia é a última nação ainda a operar o Jaguar, com uma frota construída em grande parte sob licença pela Hindustan Aeronautics e conhecida localmente como Shamsher. Com o modelo fora de produção há muito tempo e as peças de reposição cada vez mais escassas, a Força Aérea Indiana recorreu a operadores aposentados em busca de suporte, e a transferência de fuselagens britânicas fornece uma fonte de componentes para manter a frota durante seus últimos anos de serviço, com a Índia planejando desativar a aeronave ao longo da próxima década

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