HU-2 celebra quatro décadas de uma história que começou com o Super Puma e hoje segue com o H225M
Os 40 anos do Esquadrão Pégasus, celebrados nesta sexta-feira, 18 de setembro, marcam a trajetória de uma unidade que se tornou referência no emprego de helicópteros de grande porte pela Marinha do Brasil. Criado em 1986, o 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2) chega às quatro décadas acompanhando profundas transformações da própria Aviação Naval brasileira.
A data comemorativa desta sexta-feira (18) também ajuda a contar uma história que vai muito além da substituição de aeronaves. Ao longo desse período, novas missões foram incorporadas, capacidades operacionais ampliadas e diferentes gerações de militares passaram pela unidade baseada em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.

Uma história que começou oficialmente em 1986
De acordo com o Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil, o Segundo Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral foi criado pelo Decreto nº 93.274, de 18 de setembro de 1986.
Existe, entretanto, uma diferença histórica importante entre a criação da unidade e o início de suas atividades.
O Núcleo do Segundo Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (NuEsqdHU-2) iniciou suas atividades em 25 de março de 1987. Posteriormente, em 25 de fevereiro de 1988, ocorreu a ativação como Esquadrão. Portanto, os 40 anos celebrados agora correspondem à criação oficial do HU-2, ocorrida em 1986.
A criação da unidade representou também uma importante ampliação da capacidade da Marinha para operar helicópteros capazes de transportar pessoal, tropas e cargas, além de atuar em diferentes missões em apoio às operações navais.
Super Puma marcou a primeira fase do Pégasus
A história do HU-2 ficou inicialmente associada ao AS332F1 Super Puma, denominado UH-14 pela Marinha do Brasil.
Com uma aeronave de maior porte à disposição, a Aviação Naval passou a contar com uma capacidade ampliada de aeromobilidade, inclusive no apoio aos combatentes do Corpo de Fuzileiros Navais.
O emprego do Super Puma permitiu ao Esquadrão executar diferentes tipos de missão. Os registros históricos da própria Marinha relacionam atividades como transporte de tropas, transporte administrativo, transporte de cargas internas e externas, evacuação aeromédica, operações especiais, operações embarcadas e combate a incêndios.
Era uma combinação de características que permitia ao Pégasus ser empregado tanto sobre o mar quanto em operações realizadas em diferentes regiões do território brasileiro.

Do UH-14 para uma nova geração
Décadas depois, a evolução tecnológica levaria o Esquadrão Pégasus a uma nova geração de helicópteros.
A chegada da família H225M, conhecida na Marinha como Super Cougar, representou uma mudança importante em relação aos antigos Super Puma. Além de maior capacidade e sistemas mais modernos, as novas aeronaves ampliaram o espectro operacional do HU-2.
O helicóptero passou a permitir que missões tradicionalmente associadas ao Esquadrão fossem executadas com recursos tecnológicos mais avançados, ao mesmo tempo em que novas capacidades passaram a integrar sua rotina operacional.
Entre elas está a Guerra Antissuperfície, acrescentando uma dimensão de combate à atuação de uma unidade historicamente ligada às missões de emprego geral.
Transporte, operações especiais e salvamento
Apesar da evolução das aeronaves, uma característica permaneceu durante as quatro décadas: a diversidade das missões atribuídas ao Pégasus.
A própria definição oficial da Marinha estabelece como propósito do EsqdHU-2 preparar seus meios para o cumprimento das tarefas que lhe são atribuídas nas Operações Navais, contribuindo para o preparo e a aplicação do Poder Naval.
Na prática, isso pode colocar aeronaves e tripulações do Esquadrão em cenários bastante diferentes. Uma missão pode envolver o transporte de militares e equipamentos. Outra pode exigir apoio a forças especiais, evacuação aeromédica ou emprego em uma operação de Busca e Salvamento.
Essa versatilidade ajuda a explicar por que helicópteros de grande porte passaram a ocupar uma posição importante dentro da estrutura da Aviação Naval.

Quatro décadas e diferentes gerações
A passagem dos 40 anos permite também observar quanto a Aviação Naval mudou desde aquele 18 de setembro de 1986.
O Super Puma que ajudou a consolidar o HU-2 pertence a uma geração diferente daquela encontrada atualmente nos helicópteros H225M. Sistemas de missão, sensores, comunicações, aviônicos e capacidades de emprego evoluíram profundamente durante esse intervalo.
Por trás das máquinas, entretanto, existe outra continuidade: as sucessivas gerações de aviadores navais e militares responsáveis por manter o Esquadrão operacional.
É justamente essa combinação entre pessoas, aeronaves e diferentes tipos de missão que acompanha a trajetória do Esquadrão Pégasus desde sua criação.
Quarenta anos depois do decreto que deu origem ao HU-2, a unidade permanece em São Pedro da Aldeia cumprindo a missão para a qual foi criada e incorporando capacidades que provavelmente seriam difíceis de imaginar quando os primeiros passos do Esquadrão começaram a ser dados.

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