
A Força Aérea Indiana (IAF) iniciou conversas com a Força Aérea do Equador para adquirir unidades remanescentes e hoje aterradas do caça-bombardeiro SEPECAT Jaguar, em uma estratégia para prolongar a vida operacional da sua frota até 2035.
A IAF é a última força aérea do mundo a operar o Jaguar em funções de ataque de primeira linha. Com a crescente escassez de peças de reposição e a interrupção da produção há décadas, a obtenção de células usadas tornou-se essencial para garantir a disponibilidade, a manutenção e o suporte logístico.
Caça histórico, peças raras
A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de “canibalização programada”, no qual a Índia vem adquirindo aeronaves aposentadas de diferentes países:
- França
- Reino Unido
- Omã
Essas aquisições recentes já forneceram centenas de componentes críticos para a modernização e o suporte à frota.
Programa DARIN III mantém o Jaguar relevante

A modernização profunda conduzida pela IAF — conhecida como DARIN III — acrescentou novos aviônicos, radar AESA, computadores de missão e sistemas de navegação atualizados, transformando o Jaguar em um vetor de ataque ainda eficaz, sobretudo para missões de penetração e de ataque preciso em baixa altitude.
O objetivo é manter o caça operacional até a entrada em serviço de novos projetos indianos:
- Tejas Mk2, com previsão de início de produção nesta década;
- AMCA, o futuro caça furtivo indiano de 5ª geração.
Equador é potencial fonte de células valiosas
O Equador aposentou seus Jaguars há anos devido a limitações de manutenção e custos operacionais. As aeronaves, embora fora de serviço, permanecem em condições que permitem o reaproveitamento estrutural e da eletrônica auxiliar — itens hoje raros no mercado global.
Fontes militares indianas indicam que uma delegação técnica já analisou a frota equatoriana e está negociando valores e a logística de transporte.
Extensão vital até a nova geração
Para a IAF, o Jaguar — introduzido na Índia em 1979 — continua sendo um ativo estratégico de ataque profundo. A possibilidade de prolongar sua vida útil ajuda a fechar a lacuna de capacidade até que novas aeronaves entrem em serviço.
Se o acordo com o Equador avançar, a Índia garantirá mais uma fonte de peças e fuselagens, reforçando sua posição como a última guardiã do lendário Jaguar no cenário de combate moderno.
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