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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Com 11.000 unidades construídas, conheça o avião supersônico mais produzido do mundo

 

Foto de Cristian Ghe., CC BY 2.0 via Wikimedia

Entre os inúmeros aviões supersônicos icônicos, o MiG-21 mantém o título de aeronave mais produzida. Em seu auge, uma unidade do MiG-21 era produzida diariamente, totalizando mais de 11.000 exemplares construídos, número que nenhum outro caça supersônico, como o americano F-16 ou o F-4 Phantom II, conseguiu superar.

Originário da Rússia, país também responsável pelo Ilyushin Il-2, segundo avião mais produzido da história, o MiG-21 combina simplicidade, baixo custo e ampla operação global, características que o tornaram uma peça fundamental na história da aviação militar.

O projeto do MiG-21 surgiu no início dos anos 1950 para atender à demanda soviética por um interceptador leve e rápido, capaz de enfrentar aeronaves ocidentais. A Mikoyan-Gurevich já havia experimentado diversas configurações antes de chegar ao design final do MiG-21.

Foto de Gojanovic123456789, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Ao contrário dos Estados Unidos, que investiam em aviões complexos e caros, a União Soviética priorizava modelos fáceis de produzir, manter e pilotar, mesmo por militares com treinamento limitado, características que definem o MiG-21.

Sua longa produção foi possível graças a constantes modernizações, evoluindo de interceptador puro para caça multifunção. Entre as versões mais marcantes estão o MiG-21F (1959), o MiG-21PF com radar (1961), o MiG-21FL produzido por licença na Índia (1965) e o MiG-21bis, a variante mais potente e versátil, introduzida em 1972.

O MiG-21 não era o caça mais avançado da época, mas seu design de asa delta proporcionava simplicidade estrutural e capacidade supersônica. Seu pequeno porte o tornava leve e barato, além de permitir operar em pistas precárias com manutenção mínima, facilitando sua exportação.

A União Soviética exportou agressivamente o MiG-21 para países aliados, incluindo a Índia, onde mais de 600 unidades foram fabricadas sob licença pela Hindustan Aeronautics Limited. Contudo, o MiG-21 também ficou conhecido como “Caixão Voador” na Índia, devido a cerca de 200 mortes em quase 400 acidentes.

Apesar do alto índice de acidentes, o legado do MiG-21 é uma prova da engenharia soviética, com unidades em serviço até o século XXI. A Índia ainda opera variantes atualizadas, como o MiG-21 Bison, equipado com mísseis R-77 e R-73, sistemas israelenses de interferência, capacete com mira e cockpit parcialmente digital, embora sua aposentadoria esteja planejada.

O Chengdu J-7 chinês, derivado do MiG-21, também foi amplamente utilizado e fabricado. Países como Iraque, Egito e a antiga Tchecoslováquia produziram suas próprias versões. A estratégia soviética de manter baixos custos e licenças facilitou sua adoção internacional.

Especificações do MiG-21:

– Comprimento: 15,76 m
– Envergadura: 7,15 m
– Altura: 4,1 m
– Peso vazio: 5.350 kg
– Peso máximo de decolagem: 9.800 kg
– Motor: turbojato Tumansky R-25-300
– Velocidade máxima: Mach 2,05
– Alcance de combate: ~370 km (até 1.210 km com tanques externos)
– Teto de serviço: 17.500 m
– Armamento: 1 canhão de 23 mm e até 2.000 kg de armamento


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