Especulações de mercado apontam para aeronaves maiores que o Praetor 600, enquanto fabricante brasileira sinaliza uma “nova era”.

Um breve vídeo publicado nas redes sociais mostra a silhueta de uma aeronave sob baixa luminosidade, com as janelas da cabine iluminadas e um efeito de contagem regressiva. O link direciona os espectadores para uma página de inscrição para um evento virtual agendado para 24 de fevereiro às 16h GMT, onde a Embraer promete um anúncio que “marca uma nova era da aviação privada”.
A imagem usada para promover o evento mostra o perfil sombreado de uma aeronave, mas não indica claramente se a empresa está se preparando para apresentar um modelo totalmente novo ou uma evolução significativa de uma plataforma existente.
Observadores do setor especulam há tempos que a Embraer poderia expandir seus horizontes além da atual família Praetor. O Praetor 600 é atualmente o maior jato executivo em produção da empresa, posicionado na categoria supermédio. A Embraer deixou o segmento de cabine grande em 2020, quando a produção do Lineage 1000E foi encerrada .

Em seu encontro com investidores em Nova York, em outubro de 2025, o CEO da Embraer Executive Jets, Michael Amalfitano, não descartou a entrada no mercado de jatos executivos de grande porte, embora tenha enfatizado que qualquer ingresso exigiria uma clara diferenciação. Ele afirmou que a empresa não lançaria um produto "igual aos outros" caso decidisse competir com empresas já consolidadas como Gulfstream, Bombardier e Dassault.
Analistas de mercado argumentam que existe uma lacuna na extremidade inferior do segmento de cabine grande, onde algumas aeronaves mais antigas ainda estão em serviço. A Embraer não confirmou se o evento de 24 de fevereiro abordará esse segmento.
O momento é notável, visto que a divisão de jatos executivos da Embraer fortaleceu sua posição financeira nos últimos anos, beneficiando-se da demanda sustentada nas categorias de jatos leves e médios. No entanto, o desenvolvimento de um jato de cabine grande totalmente novo exigiria investimentos substanciais e competiria por capital com outras iniciativas estratégicas, incluindo estudos relacionados a futuros programas de aeronaves comerciais.
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