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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Exército chega aos 40 anos de sua Aviação com 96 aeronaves, 51 concentradas em Taubaté, novos Black Hawk e drones Nauru

 

Aviação do Exército completa 40 anos com 96 aeronaves, 51 delas em Taubaté, enquanto modernização incorpora novos Black Hawk, drones Nauru 1000C e amplia capacidades de aeromobilidade, vigilância, transporte, resgate e apoio às operações da Força Terrestre em todo Brasil.


Exército chega aos 40 anos de sua Aviação com 96 aeronaves, 51 concentradas em Taubaté, novos Black Hawk e drones Nauru
Militares da Aviação do Exército com helicópteros da Força Terrestre ao fundo. Imagem: Exército Brasileiro / Divulgação.

A Aviação do Exército Brasileiro completou 40 anos de sua recriação com uma frota de 96 aeronaves, novos helicópteros Black Hawk entrando em operação e uma estrutura que começa a incorporar também sistemas aéreos não tripulados às missões da Força Terrestre.



Dos 96 meios atualmente contabilizados pela Aviação do Exército, 51 estão concentrados em Taubaté, no interior de São Paulo, principal centro da estrutura aeromóvel da Força.




Os dados foram divulgados pelo próprio Exército Brasileiro durante as comemorações dos 40 anos da recriação da AvEx, ocorridas em setembro.

A frota reúne atualmente helicópteros HA-1A Fennec AvEx, HM-1A Pantera, HM-3 Cougar, HM-4 Jaguar e HM-2 Black Hawk, além do mais recente HM-2A Black Hawk.



A modernização não está limitada às aeronaves tripuladas.

Em Taubaté também funciona a Esquadrilha de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas, responsável pelo emprego do Nauru 1000C, drone adquirido pelo Exército para ampliar capacidades de reconhecimento, vigilância e obtenção de informações.


Black Hawk marca nova etapa da frota

Entre as principais mudanças recentes está justamente a chegada de uma nova geração do Black Hawk.

O Exército recebeu em dezembro de 2025 o primeiro UH-60M, denominado HM-2A dentro da Força Terrestre, de um pacote previsto de 12 helicópteros.

Segundo o próprio Exército, a plataforma incorpora aviônicos digitais, piloto automático de quatro eixos, GPS e radar meteorológico, podendo atingir velocidades próximas de 300 km/h e transportar até 11 militares ou aproximadamente três toneladas de carga.

As aeronaves serão empregadas em diferentes tipos de missão, incluindo transporte de tropas e cargas, evacuação aeromédica e apoio em situações de emergência.

A incorporação ocorre enquanto modelos mais antigos continuam compondo a estrutura da AvEx.



O investimento na aviação ganhou peso crescente no orçamento do Exército. Em 2025, os programas do setor receberam aproximadamente R$ 971,5 milhões, tornando-se um dos principais eixos de modernização da Força naquele exercício.

Exército também incorpora drones à Aviação

Ao lado dos helicópteros, outro elemento começa a ganhar espaço.

O Nauru 1000C foi adquirido pelo Exército em 2022 e vem passando por um processo de avaliação e experimentação para ampliar o emprego de aeronaves remotamente pilotadas.

O sistema possui autonomia de aproximadamente 10 horas, velocidade na faixa de 110 km/h e capacidade de realizar operações diurnas e noturnas.

Segundo material do próprio Exército, sistemas como o Nauru permitem executar missões de reconhecimento, vigilância e coleta de informações em tempo real, inclusive com sensores infravermelhos e menor exposição dos operadores.

Essa combinação entre helicópteros e drones mostra uma mudança na estrutura que começou a ser reconstruída quatro décadas atrás.

Aviação do Exército foi recriada em 1986

A atual Aviação do Exército foi recriada em 3 de setembro de 1986, mas sua história começou muito antes.

A Aviação Militar surgiu em 1919 e foi oficializada como 5ª Arma do Exército em 1927.

Em 1941, sua estrutura foi extinta no processo que resultou na criação da Força Aérea Brasileira.

O Exército permaneceria décadas sem possuir novamente uma aviação própria até a decisão tomada em 1986 de recuperar essa capacidade, desta vez tendo os helicópteros como elemento central da aeromobilidade terrestre.

A partir daí, as aeronaves passaram a permitir deslocamento rápido de militares para regiões de difícil acesso, transporte logístico, reconhecimento, resgate e apoio direto às tropas.

Operação Traíra foi o batismo de fogo

Um dos momentos mais importantes ocorreu em 1991, durante a Operação Traíra.

Helicópteros HA-1 Esquilo e HM-1 Pantera foram empregados em uma operação real na região da fronteira com a Colômbia, episódio considerado pelo Exército o batismo de fogo da AvEx depois de sua recriação.

Dois anos depois, a Operação Surumu reforçou a utilização da aeromobilidade em regiões remotas e também marcou, segundo o Exército, o primeiro emprego de GPS em uma operação da Força Terrestre.

Em 1997, militares brasileiros e aeronaves participaram da Missão de Observadores Militares Equador-Peru (MOMEP).

A experiência contribuiu posteriormente para a incorporação dos helicópteros UH-60L Black Hawk e para o avanço brasileiro no emprego de óculos de visão noturna em operações aéreas.

Taubaté concentra mais da metade das aeronaves

Hoje, Taubaté permanece como o principal núcleo da estrutura.

As 51 aeronaves baseadas no município representam mais da metade das 96 unidades contabilizadas pela Aviação do Exército.

A AvEx também mantém presença em outras regiões estratégicas do território brasileiro, incluindo Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Manaus, no Amazonas, e Belém, no Pará.

Essa distribuição permite posicionar meios aéreos próximos de áreas consideradas importantes para as operações terrestres, especialmente na região amazônica e na fronteira oeste.



65 mil pessoas foram ao Sábado Aéreo

As comemorações dos 40 anos também levaram dezenas de milhares de pessoas às instalações militares.

Em 29 de agosto, o Comando de Aviação do Exército realizou o Sábado Aéreo 2026 em Taubaté.

Segundo o Exército, aproximadamente 65 mil pessoas passaram pelo evento.

A programação incluiu demonstrações da Aviação do Exército, apresentações aéreas, exposição de aeronaves, blindados e outras viaturas militares, além dos Cães de Guerra e da Banda de Música da AvEx.

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