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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Primeiro jato Embraer E190 entregue marca início dos planos de relançamento da Congo Airway

 


Imagem: Divulgação – Embraer

Após permanecer sem operação desde abril de 2025, a Congo Airways deu um passo concreto rumo à retomada de suas atividades comerciais com a entrega de um Embraer E190 em Kinshasa, no dia 24 de dezembro.

O relançamento previsto para o primeiro trimestre de 2026 atualmente se apoia em um único Embraer E190 com 18 anos de idade (MSN 19000105). Como reportou o Newsaero, a aeronave, que deverá ser registrada como 9S-ATF e, anteriormente, era operado pela companhia dominicana SKYhigh. Ele foi levado para Toulouse em 11 de setembro de 2025 para manutenção pesada, retornando a Kinshasa após a conclusão dos trabalhos técnicos e aprovações regulatórias.

Até o momento, não há confirmação formal da aquisição de outras aeronaves. Embora dois outros E190 tenham sido mencionados em discussões internas, não há cronograma definido para entrega ou contratos assinados.

A aeronave foi adquirida pela Caisse Nationale de Sécurité Sociale, acionista majoritária da Congo Airways, que mantém a propriedade e a aluga para a companhia. Essa estrutura visa proteger o ativo do balanço da operadora, limitando a exposição financeira imediata da Congo Airways.

Segundo a NEWSAERO, a negociação é coordenada pela consultoria canadense Xinatis, liderada por Sameer Adam, ex-executivo da ACIA Aero Leasing e De Havilland Canada.

O esforço de retomada ocorre em meio a graves tensões financeiras e sociais. Em carta enviada em novembro ao Ministro do Portfólio, funcionários detalharam uma situação crítica, com dívidas estimadas em mais de 80 milhões de dólares, salários atrasados por mais de dez meses e repetidos fracassos em iniciativas de leasing de aeronaves anunciadas pela gestão.

A carta também apontou deficiências na governança, falta de comunicação interna e decisões financeiras tomadas fora dos processos regulatórios e de compras estabelecidos, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do Certificado de Operador Aéreo (AOC) da empresa.

Ao apostar no Embraer E190, a Congo Airways parece ter abandonado definitivamente qualquer plano de retorno dos dois Airbus A320 (9S-AKD e 9S-ALU), ambos parados há anos. A histórica frota Dash 8-Q400 também está inoperante, com uma aeronave leiloada em 2024 após processos judiciais.

Embora o E190 possa permitir uma retomada limitada de rotas domésticas, a companhia enfrenta um ambiente competitivo significativamente alterado. Durante o período de paralisação da Congo Airways, a Air Congo, apoiada pela Ethiopian Airlines, consolidou sua posição em rotas domésticas chave e busca expansão regional e internacional.

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